Análise
CD A Conquista (PG)
Faixas:1. Junto às águas 2. Louvarei na Tempestade 3. Como a brisa 4. Eu quero estar 5. Do céu ao inferno 6. Corredor da morte 7. Velho homem 8. A conquista 9. Gratidão 10. Minha esperança 11. Meu prazer 12. Medo?
A Conquista é o quarto disco solo de PG pela MK Music. O álbum foi gravado entre junho e novembro de 2009 e vem com muita força, coroando esse momento que vive o cantor, que apesar de roqueiro, passeia bem pelo pop quando grava baladas lindas, como a versão “Meu Universo”, que foi uma das mais ouvidas no ano de 2009 nas rádios gospel espalhadas pelo Brasil.
Produzido pelo próprio cantor e pelo amigo e talentoso músico Leandro Aguiari, A Conquista tem a clara proposta de chamar a atenção para o tempo profético atual e alertar para a necessidade de vigilância e atitudes que são imprescindíveis para estar preparado para o dia de maior anseio pelo cristão: A volta de Jesus e a Sua salvação.
“Ser Cristão não é apenas ir à igreja, ler a Bíblia. É muito mais do que isso. Não é apenas levantar a mão e falar: - Sou de Jesus! É ter atitude de Cristo. A palavra fala que Cristo vive em nós e se Cristo vive, alguma coisa mudou. No mínimo alguma coisa, deveria ser tudo! A gente não pode se conformar com o “tá bom assim”. Nós queremos mostrar que somos peregrinos na Terra”, enfatiza PG.
O tema vai se desenrolando nas 13 faixas do disco que, segundo ele, é uma história dividida em capítulos. O repertório é todo embasado no livro de Salmos. Cada música foi escrita com base em um Salmo, com a referência do nosso cotidiano.
O projeto gráfico retrata bem essa atmosfera de letras intensas e marcantes. Apesar de que, desde que foi divulgada na internet, a capa do álbum tem sido motivo de polêmica, já que muitos acusaram o músico de plagiar a capa de um disco da banda de metalcore “Blass The Fall”.
“Na vida, todos querem a salvação, mas nunca pensam na justiça”. O repertório tem início com Junto às águas, que é alusivo ao Salmo 1. A canção é um rock progressivo, com uma sonoridade vintage, que vem recheado de guitarras e efeitos de cordas.
“Quem Sou Eu?”, da banda americana Casting Crowns, foi muito executada nas emissoras. Desta vez, a versão do principal compositor da banda, Mark Hall, gravada foi Louvarei na Tempestade que trata sobre segurança e provisão. O hino possui uma dinâmica muito boa.
Voltando ao sucesso de “Meu Universo” nas rádios, a primeira música escolhida como de trabalho desse álbum é outra versão do mexicano Jesus Adrian Romero. Como a Brisa é uma bela oração de contrição e entrega que provavelmente irá repetir o sucesso da versão anterior.
Dando prosseguimento a este momento contemplativo entoamos a balada Eu quero estar que faz alusão aos salmos 42 e 63. Destaque para o mandolin executado por Gabriel Guedes.
Do céu ao inferno traz de volta uma pegada mais pesada, mas desta vez com uma roupagem mais fusion. Versa sobre nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
“Nesse mundo, nossa única certeza é a morte”. No corredor da morte e Velho homem mantém a pegada hard rock da faixa anterior. A primeira traz efeitos de teclado bem interessantes e ambos se destacam pelos riffs de guitarra que são maduros e criativos.
“Estamos todos na mesma jornada, mas será que todos nós estamos no caminho certo?” A faixa título marca presença com uma introdução densa e marcante. Conquista possui uma letra reflexiva, baseada nos salmos 40 e 122.
Gratidão é conduzido por dois violões, sendo um de nylon tocado por Gabriel Sater e um de 12 cordas tocado por Leandro Aguiari. Destaque para as variações de dinâmica executados pelo instrumental.
Minha esperança é uma balada que trata sobre fé e confiança. Mais uma vez a guitarra de Jean Pedroso faz a diferença.
Meu Prazer é uma versão de PG para o cântico "Em Espírito e Em Verdade". Musicalmente falando não traz nenhuma novidade, mas podemos destacar as intervenções melódicas do naipe de cordas, os riffs de guitarra e a presença do coral responsável pelo back vocal dos louvores.
Medo traz de volta a pegada poser encontrada na faixa que abre o disco. O vocal adicional que deixa a música com “nuances” de new metal é realizado por Leandro Aguiari.
O repertório termina com a levada pop rock alegre e festiva de Paraíso. Destaque para a gaita blues de Sérgio Duarte.
Maiores informações: www.pgonline.com.br
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