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Análise

CD Sempre
(Virtud)

Thiago Junio em 10/08/2017
Para o Super Gospel
Sempre

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Faixas:
1. Talvez
2. Verdadeira razão
3. Nome incomum
4. Sempre
5. Imagem
6. Sonhos e promessas
7. Ele vai voltar
8. Mesmo só
9. Consolador
10. +d 1000 razões
11. Ele é...
12. Consolador (versão para rádio)
Riffs marcantes, refrães grudentos e palhetadas abafadas do hard rock são algumas características do primeiro disco do Virtud, Sempre. Lançada em 1998, a obra surge em uma década de popularidade do gênero em bandas do brock cristão, como Oficina G3, Resgate e Fruto Sagrado, influenciadas por grupos gringos tais como Stryper, Bride e Whitecross. No hard de Virtud, percebe-se uma pegada mais marcada ritmicamente. Algumas baladas são inseridas no registro (as clássicas faixas lentas que quase todo grupo de hard rock da cena cristã tem), mesclando o folk rock e o pop rock - com a exceção de que, no grupo analisado, aparece em mais quantidade.

Na canção que abre o disco, Talvez, há alguns riffs que lembram “Davi” (Oficina G3) e um solos teclado/guitarra, que mostra a influência do contexto musical, enquanto conclama uma chamada ao amor próximo, como se ecoa na primeira frase música - "Homem ao mar" - e uma resposta de tolerância e pacificação a sujeitos que vivem no ódio. Talvez a melhor do álbum.

Verdadeira Razão segue o hard e a qualidade da faixa anterior, com uma pequena ponte de baixo e um trecho de rap. Trata sobre Jesus como a razão da humanidade. Nome Incomum não abandona o hard e acrescenta riffs mais marcados, com uma pegada blues rock. Mesmo a terminar com um vocal soul, não cumpre com sua função, e é um pouco desnecessária. Apesar disso, é uma boa opção. É válido notar, novamente, os refrãos que pegam nas três canções. O trabalho da guitarra é o ponto alto.

Sempre já manda uma balada folk rock, dá atenção ao violão, apesar do solo de guitarra. As baladas parecem ser a fraqueza do disco, como o é para variadas bandas. Existe uma dificuldade em alguns grupos musicais com um gênero mais pesado em construir faixas lentas que sejam marcantes. Normalmente soam, na maioria das vezes, pegajosas e quase piegas. Ao mesmo tempo, parece introduzir um tema mais triste, pois relata sobre a dificuldade de compreender o amor divino. Porém, já na segunda estrofe, faz uma ligeira mudança e aborda uma confissão de amor a Deus. Não que os temas não possam ser unidos, mas, nessa canção, há uma quebra significativa de continuidade lírica e conceitual, intensificado pela abordagem musical. Para finalizar, ignora, na última estrofe, todas as tristezas presentes na caminhada, contrapondo-se a compreensão de que a dificuldade de entender o amor de Deus também traz sofrimento.

Imagem persiste no gênero da faixa anterior, com solos de gaita de fole. A falta de qualidade nas músicas lentas fica mais clara nessa música, visto que é a canção mais fraca do disco. Sonhos e Promessas volta ao hard das primeiras faixas, numa produção à lá Whitecross, com uma modulação no final. Ele Vai Voltar persiste no hard enquanto fala sobre o retorno de Jesus.

Mesmo Só, uma balada romântica, voltar a experimentar o folk rock, com mais ênfase no gênero acústico, embora apresente uma expressiva melhora na qualidade musical. Os integrantes souberam trabalhar, harmonicamente, sem deixar os resquícios excessivamente açucarados da quarta e quinta faixas. Vale notar os solos de gaita.

Consolador é uma balada que dá mais ênfase no teclado. Outra fraca faixa do álbum, trata sobre Espírito Santo, numa linguagem excessivamente evangelicalista. + D 1000 Razões, retornando ao hard rock, constrói uma crítica às pessoas que sempre oferecem alguma desculpa para não amar. Ele É, a última faixa, se estrutura num pop rock, mantém a mesma linguagem presente em Consolador.

Virtud explora vários temas num mistura de hard rock e baladas em folk rock e estilos do período. Por isso, acaba se saindo quase uma colcha de retalhos, embora seja o seu primeiro disco e, por isso, apresente uma dificuldade maior para estabelecer a coesão lírica. Algumas faixas contém a linguagem excessivamente "rock gospel" da geração que viu a Renascer dar apoio aos festivais do gênero e ao próprio rock. Esse talvez seja o principal defeito do álbum. O trabalho das cordas elétricas são as suas melhores opções.

Avaliação: ★★☆☆


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