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Entrevista com o rapper Mano Reco

Publicada em 26/07/2009
Redação Super Gospel
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Como foi sua infância? Que lembranças tem dessa época?
Lembro que o meu pai deixou de ser meu herói quando eu tinha uns 13 anos, passei a ter o traficante como meu herói.

Nasceu e cresceu onde? O que fazia sua mãe e seu pai?
No Capão Redondo, minha mãe era empregada doméstica e meu pai pedreiro.

Quando começou a se interessar pelo Rap?
Eu era DJ de uma equipe de som que dava festas em São Paulo. Tocava de tudo, até que um dia vi um DJ tocar Rap fazendo performance nas picapes, aí fiquei louco por isso e comecei a me interessar.

Quem foram suas influências musicais?
Quando não era convertido, os Racionais.

Você teve uma vida no crime. Como era nessa época?
Tinha uns 17 anos, queria ser igual a um cara que conhecia, que bancava tudo e dormia até meio dia, poxa tinha tudo que os boys da novela tinham, então ele passou a ser meu herói! Queria ser como ele. Foi assim! E consegui até mais... Porém, não sabia que teria que subir uma escada de sangue, se pudesse voltar no tempo teria ido para escola, pois quando acordei foi tarde demais para os homens, mas não para Deus! Quando ninguém me amava Jesus me amou.

Antes de cantar nos Detentos você era DJ, correto? Por onde passou?
Passei pelos grupos 'Dupla face da verdade', "Sabedoria de rua", "Moral urbana", "Tribo da lua", entre outros.

Em que ano começou nos "Detentos do Rap"? Quantos trabalhos foram feitos até hoje e qual o nome e o ano de cada trabalho?
Em 97, saiu o cd "Apologia ao crime", em 2000, "O pesadelo continua", que foi quando eu entrei. Em 2002, saiu o "Quebrando as algemas do preconceito", pela Sony Music, eu como DJ vocal. Em 2003, veio "o primeiro DVD de rap nacional" logo o CD ao vivo. No ano de 2004, chegou "Amor só de mãe o resto puro ódio". Em 2006, eu já tinha me convertido e não participei do CD "Deus do morro", aí segui minha carreira solo, quando em 2007, saiu meu CD solo "A verdade dói mas liberta" e agora em 2009, o DVD duplo "Cada luz uma história".

De quem foi a idéia do nome "Detentos do Rap"?
Do Daniel Sancy, que foi o primeiro vocalista do grupo.

Quando aconteceu sua conversão? Como foi? Conte com detalhes...
Em 2005, fui fazer um curso de Teologia para escrever coisas novas para o "Detentos do Rap", então, não teve como, estudei muito e o que aprendi foi o suficiente para aceitar a Jesus. Em 2006, aceitei Jesus como meu salvador, então comecei a renunciar as coisas que me condenavam, continuei estudando e então fiz meu primeiro trabalho solo (CD "A verdade dói mas liberta"), passei a viver o que cantava isso foi muito bom pra mim...

Como ficou a sua vida no grupo depois da conversão?
Não fiquei no grupo. Saí antes de fazer o CD "Deus do morro", pois ali não era mais minha realidade, como poderia cantar guerra se conheci o amor?

Como chegou até a BRM e a Sony? Através de quem? O que rolou nessa época?
A BMR apresentou o projeto pra Sony, conheci a BMR através da 105 FM. A Sony aprovou e saímos com 30.000 peças vendidas, divulgação no país todo, ganhei muito dinheiro, "estorei"!

Qual foi o primeiro CD após a conversão? Como foi recebido pelo público?
Foi o "A verdade dói mas liberta", na verdade, ali escrevi tudo o que sou na verdade, pois antes pensava que era uma coisa que na verdade me fizeram ser, não tinha vida, não vivia em paz... Era só guerra, arma , dinheiro, mulherada, muita coisa que minha carne achava certo, mas que na verdade era caminho de morte. Eu não conhecia a verdade, mas quando conheci essa única verdade que me libertou então escrevi tudo que estava guardado numa parte boa do meu coração.

Fale sobre o DVD. É o primeiro? Quem participou desse DVD? Quem fez o roteiro e onde as pessoas podem encontrar?
Esse DVD é minha vida inteira, fiz com muito cuidado pra não parecer apologia ao crime, pois ali retrato uma realidade muito forte, de tudo que passei e vivi, mas a transformação foi notória, E o melhor é que no DVD não sou eu que falo de mim mesmo. Mas sim minha mãe e os amigos. O roteiro foi Deus quem direcionou. Fizemos toda a gravação e depois fomos encaixando tudo na edição. São 4 horas de duração com participações especialíssimas dos seguintes nomes: Salgadinho, DJ Alpiste, Douglas do "Realidade cruel", Truty, Max do "DMN", Rappin Hood, "Detentos do Rap", Smith-e Facção Central, fora amigos e família. O dvd pode ser emcontrado em todas as melhores lojas e livrarias do ramo.

Como você vê o RAP NACIONAL atualmente?
Triste ver que a maioria não vive o que canta, mais triste quando se fala do povo evangélico, mas quem mentiu vai pagar...

Você tem uma marca chamada "Us Crent's". De quem foi a ídéia e como surgiu? Quais são seus planos para o futuro?
A idéia do nome veio de quando o povo vê os crentes subirem ou descerem o morro com a Bíblia debaixo do braço. Eles falam: "Ah, lá! Lá vai "us crent’s" então, resolvi vestir a camisa, é "us crent’s" mesmo, zé povinho, (risos), pq? Os planos são fazer gravatas, ternos, pois, desculpa se for ofender, mas nesse meio se desejar vestir algo que presta tem que comprar em lojas do secular. E a marca não é só para rappers.

O que acha sobre o download ilegal e sobre a venda de músicas pela internet?
Eu sou mais a Bíblia, acho que fazer cópia de algo que não é teu sem permissão, isso é pecado, e o pecado é a única coisa que afasta as pessoas de Deus.

O que você acha do Rap Gospel brasileiro? O que pensa sobre as rimas do gospel?
Poucos são capazes. Muitos tiram o palavrão e põem Jesus e dizem: "Sou gospel.". Por essas e outras, que prefiro ser chamado de crente, rap evangélico... O "gospel" cheira dinheiro, sei que o significado da palavra é o mesmo, mas uns lixos fizeram o nome gospel se tornar vendável.

Na música "Quem tá errado", você fala sobre a sua vestimenta de rapper no meio evangélico. Acha que ainda existe preconceito dentro das igrejas por conta disso? E por parte dos "manos" ?
Sim, há muito preconceito, mas a unção quebra o julgo, quando há unção, né? Pois, o que tenho visto é muita técnica e unção zero, com os manos eu espero que eles entendam que a idéia é ir pro céu, mesmo de calça frouxa, pois o que tem que mudar é o órgão mestre, o coração.

Como é sua relação hoje com os meninos do grupo? Você fala de Jesus Cristo para eles?
Somos amigos, todo dia falo de Jesus para eles, mas o maior testemunho é minha vida, isso eles têm visto no dia-a-dia.

Você é casado e tem uma filha. Como é a vida em família? Que conceitos pretende passar para a sua filha?
Escolinha, minha mãe falava: "Estuda", "estuda". E eu escutava: "Studio", "studio" (risos). Mas com os meus, vai ser diferente.

Quem era o Mano Reco no passado e quem é hoje? O que mudou após a conversão?
Postura, modo de falar, pensar, agir, tratar, bom, praticamente tudo. Hoje dou valor para os pensamentos de outras pessoas. Amo sem conhecer as pessoas, oro pelos meus inimigos não declarados, enfim tudo mudou.

É verdade que sempre existe uma saída? Que conselho você deixa para os manos que pensam que não há mais solução?
Deixo meu testemunho, Quando ninguém me amou Jesus me amou.

Recentemente, você fechou contrato com a MR1 Comunicação & Marketing. Qual são suas expectativas e quais são os planos para esse ano?
Eu espero que eles me ponham onde eu sozinho não chegaria, gosto do modo de trabalho deles, pela cumplicidade em tudo.

Para comprar o DVD do Mano Reco, clique aqui.

Agradecemos a Luciana Mazza, da MR1 Comunicação & Marketing, pela entrevista.

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