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Confira nossa conversa com o cantor Kuka Santos

Publicada em 18/03/2016
Redação Super Gospel

Como foi seu início na trajetória musical, especificamente na área de instrumentação e estudo vocal?

Sou nascido e criado dentro da igreja, minha avó participava do coro da igreja e meu irmão mais velho também era ministro de louvor, meu pai toca violão e também tentou carreira na musica secular cantando em uma dupla sertaneja, o gosto pela música é de família. Comecei cantando aos 6 anos de idade com as crianças, sempre na igreja, mas me lembro de por volta dos meus 11 anos de idade ter assistido ao filme Mudança de Hábito, fiquei maluco quando ouvi a Lauryn Hill e Ryan Toby cantando, a partir daí passei a me interessar em estudar Técnica Vocal, iniciei um curso de aperfeiçoamento vocal e passei “comer com farinha” tudo o que era relacionado a fonação e fisiologia da voz, desde então não parei mais de estudar.

Seu primeiro trabalho foi lançado de forma independente e se chamou Não Desistirei. Musicalmente falando, o que você destaca em sua primeira obra?

A ficha técnica do disco é maravilhosa. Por se tratar de um primeiro trabalho solo nunca imaginei poder contar com uma equipe tão competente trabalhando em conjunto pra realização do sonho que era lançar este CD. Outro ponto importante a mencionar é que não conseguia compor nada de modo algum, e o disco é um trabalho quase todo autoral. Não Desistirei é e talvez seja sempre o trabalho mais importante de toda minha vida, é meu primogênito… (risos)

Quais são os principais desafios no trabalho de um músico independente, como você?

A forma como funciona o mercado da música gospel. Não ser parte de uma gravadora é quase que garantia de que sua música não será reproduzida nas rádios do país. Tudo tem um preço e os valores são exorbitantes. Assumir enquanto músico independente uma mensalidade de R$ 13.000,00 pra fazer com que sua música toque em uma rádio de veiculação nacional é absurdo. A internet é com certeza a opção mais viável pra um cantor independente.

Atualmente, você está preparando um segundo projeto, comprodução de Ed Oliver. Como se deu a escolha do produtor?

Quanto a produção, o Ed só não vai produzir um disco meu o dia que ele se recusar a fazê-lo (risos). Além de ser meu produtor, um músico/arranjador que dispensa comentários, tenho uma relação de amizade e muito respeito pela pessoa e a família do Ed. Temos um gosto musical muito parecido o que facilita muito as coisas. O repertório, além de canções autorais, traz também duas versões já conhecidas da banda norte-americana Jesus Culture e do premiado cantor Chris Tomlin. Gravo também uma canção inédita do Pr. Lucas.

E quanto às canções? Como está sendo o processo de seleção do repertório? Há algum conceito por trás do conjunto das canções?

O novo CD vem com uma proposta musical um pouco diferente do meu primeiro álbum. Temos buscado algumas refêrencias com uma sonoridade semelhante a da banda australiana Planetshakers, que tenho ouvido bastante e gosto muito. Eles tem a intenção de trazer arranjos modernos com uma linguagem bem voltada ao publico jovem. As letras trazem mensagens que se referem a temas como a graça e a soberania de Deus bem como o amor de Jesus. A principio, a ideia era fazer um álbum pop com muito groove, funk, melismas e afins. Mas no decorrer da produção, o Senhor tem nos conduzido de uma maneira diferente, então que assim seja. Estamos muito animados com o resultado do trabalho até aqui e certos de estarmos fazendo tudo debaixo da direção de Deus.

Seu novo projeto tem uma regravação da banda de rock alternativo Rosa de Saron, a canção "Máquina do Tempo". Por que gravar esta faixa?

Por conta do contexto do repertório pode acontecer que esta canção infelizmente não entre no CD, mas gostaria de comentar sobre isso mesmo assim. Recentemente, tive a oportunidade de trabalhar junto à banda Rosa de Saron e o produtor musical Ricardo Domingues no projeto do CD e DVD Acústico 2/3 como backing vocal e passei a amar estes caras por diversos motivos. Profissionalmente, sou diretor do Instituto Musical Gruppetto e também leciono Canto &Técnica Vocal. Na ocasião, tive a oportunidade de dirigir um coral formado por 30 dos meus alunos na música “Deo Vero” para o DVD. Dentre as qualidades da galera da banda, vale destacar o respeito que demonstraram por todos os profissionais envolvidos no projeto, bem como o carinho com que eles trataram cada um dos meus alunos.

O desejo de incluir esta canção no repertório veio junto com o desejo de falar desses caras que são pessoas adoráveis e também pelo motivo de ser uma canção que gosto muito de cantar junto com minha esposa, é uma canção especial pra nós. Possivelmente eu lance em breve um clipe da música com a participação de minha esposa e do meu filho Davi que está a caminho.

De que forma você encara as possibilidades de distribuição de músicas no mercado digital nestes últimos anos?

O objetivo de todo artista é lançar seu álbum e fazer com que ele esteja disponível à venda em todos os lugares do mundo, A venda digital é mais um meio de promover e vender sua música, talvez hoje o melhor caminho. De certa maneira eu sinto um pouco por isso, porque ainda gosto de ter o material em mãos. Sou apaixonado por vinil, acho elegante. Sou novo, mas me sinto talvez um pouco apegado ao modo antigo neste aspecto, acho que no contexto artístico se perde muito. Mas penso que em poucos anos o material físico vai ser falado como uma coisa meio jurássica… (risos).

Se sua música não estiver disponível no digital, vão ouvir músicas de outras bandas que já estão lá. Música é arte, mas é um produto que pode ser vendido para o artista pagar as contas. E se seu produto (sua música) não estiver na prateleira para vender, ninguém vai comprar e ninguém vai ouvir. Distribuir o álbum de maneira digital permite ao artista disponibilizar seu trabalho para bilhões de pessoas em todo o mundo. O álbum vai estar nas mesmas lojas e streamings que os álbuns de grandes e respeitados cantores. Seu álbum vai vender? Se você não fizer nada a resposta é muito fácil, não, não vai vender.

Se você pudesse indicar dez álbuns da música cristã nacional para nossos leitores, dos quais foram importantes para a sua trajetória musical, quais seriam?

1.    Cenas (Álvaro Tito)
2.    Nada é Tão Novo, Nada é Tão Velho (Oficina G3)
3.    Sinceridade pra mudar (Troad)
4.    Compromisso (Kadoshi)
5.    Humanidade (Rara)
6.    Ser Feliz (GerD)
7.    Poemas e Canções (Leonardo Gonçalves)
8.    Diferente (Paulo César Baruk e banda Salluz)
9.     Nuvem de Glória (Comunhão & Adoração)
10.    Pra Louvar (Raiz Coral)



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