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Análise

CD Se Eu Me Humilhar
(Discopraise)

Análise feita pelo colaborador:
Ruben Mukama (rubenmukama@hotmail.com)
Se Eu Me Humilhar

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Faixas:
1. Salvo Pelo Amor
2. Altos Montes
3. Novo Começo
4. Se Eu Me Humilhar
5. Teu Nome Move o Impossível
6. Fala Comigo
7. Chega de Adiar
8. Cura-me
9. Sala do Trono
10. Ao Teu Lado
O cd Se eu me humilhar marca uma virada da Banda Discopraise. Assim como o Jota Quest fez em Oxigênio, a pegada da banda saiu um pouco da black music e desembarcou numa onda mais rock neste lançamento de 2008. Em 2009, a banda fechou contrato com a Graça Music e com isso superou seu único ponto negativo, que era a distribuição e agora é uma das bandas de maior sucesso do cast da gravadora.

Algumas coisas ficaram patentes neste cd, porém a mudança não foi ocasionada pela “onda praise” atual da música gospel. Parece que a banda o fez isso por viver um momento muito especial, com grandes experiências com Deus (coisa que fica latente na maioria das letras) e também por estar mais atuante no louvor congregacional, o que aconteceu quando era muito utilizada no louvor da Sara Nossa Terra e depois na organização da Igreja Braço Forte do Senhor.

Pela primeira vez o Davi Moreno é o grande destaque do disco. As guitarras estão mais visíveis e sempre com riffs bem cuidados e criativos, não se contentando apenas em distorcer, mas indo atrás de outros timbres para completar os arranjos com beleza e sensibilidade.

Clayton O´lee se destaca com um dos melhores vocais da nossa música evangélica. Jota não deixa nada a desejar nos baixos. Claudio Gomez traz muita sensibilidade com seus synths e timbres vintage. Os tecladistas gospel deveriam imitá-lo. Alysson mostra que não é bom apenas na música black, mas dá o ar da sua graça com competência na batera. Ruben di Souza apesar de ser um dos maiores nomes da produção brasileira atualmente, com artistas de renome no seu currículo, parece que sempre rende muito mais quando produz a banda.

Gravado no próprio estúdio, o álbum traz arranjos criativos, timbres belíssimos e não muito usuais e um toque de sucesso na maioria das músicas.

As letras não repetem os chavões da atual música gospel, as melodias não tentam imitar ninguém e os arranjos podem ser feitos em qualquer culto de qualquer igreja. Resumindo, Se Eu me Humilhar é uma boa pedida para o momento de louvor. Guardadas as devidas proporções, uma espécie de evolução das músicas do VPC, para os dias atuais.

Só esperamos que a banda não abandone a Black Music Brasileira que marcou os seus 2 cds anteriores.

Veja agora uma análise música por música:

01- A primeira música é Salvo pelo Teu Amor, que demonstra bem o novo peso da banda. Com uma guitarra bem frenética, Davi Moreno, para mim o destaque desse cd, começa a mostrar sua guitarra cheia de riffs maravilhosos. A música fala da alegria de ser amigo de Deus e da certeza de que a nova vida é bem melhor do que a antiga. Um verdadeiro hino Àquele que salvou as nossas vidas. O arranjo lembra muito o rock inglês, com uma bateria vigorosa e o vocal sempre competente do Clayton. O refrão cola na boca dos crentes, assim como vários desse cd de louvor.

02- Altos Montes continua no mesmo clima, com a guitarra fazendo a introdução em riffs intercalados com a batera. Logo na primeira estrofe entra uma espécie de percussão, que entra como se fosse um helicóptero, intercalada com vários timbres sintetizados. A letra fala da vontade de conquistar, através da fé em Deus. Depois do refrão, novamente Davi Moreno entra com sua guitarra num solo majestoso a la Carlos Santana, e a música volta mais punk deixando o rock mais pesado ainda.

03- Novo Começo faz a gente lembrar um pouco das introduções de outra banda brasiliense (Legião Urbana) que também foi muito influenciada pelo rock inglês dos anos 80. A música vai para um clima mais calmo, com uma letra muito boa, falando de coisas que não estão muito na moda no meio evangélico, como estar disposto a pagar o preço por um novo começo, não ser mais um na multidão, se deixar ser alvo do cumprimento da vontade de Deus, o direito de não ter direito algum, etc. No final da música, bem na ponte, entra um pequeno vocal, coisa que quase não acontece no restante do disco, outra diferença em relação ao cd anterior, em que a voz do Clayton se perdia em meio a tantos vocais (feitos pelo Thalles Roberto e Play, ex-Jota Quest). Parabéns para a banda por colocar isso na boca dos jovens de hoje. Outro refrão que com certeza pode pegar.

04- Se eu me humilhar, música que dá nome ao cd é com certeza o maior hit desse lançamento. Não só por ter o auxílio luxuoso do amigo da banda André Valadão, mas por ser uma letra bem forte e uma melodia bem gostosa de cantar. Mais uma vez a banda prefere o caminho da letra de um servo, bem diferente da tendência de letras que exaltam o homem e deixam Deus como um escravo para realizar nossas vontades. A referência a sacrifício, centro do querer de Deus, não repete palavras de ordem da música gospel atual e por isso se torna uma temática interessante para ser cantada nos nossos cultos. Clayton não deixa nada a dever a interpretação do ultra-mega-tera divulgado André Valadão. A balada começa bem lentinha e depois, mais uma vez dá espaço a um lindo solo de guitarra. Vale soltar o gogó para cantar esse sucesso.

05- A partir de Teu Nome Move o Impossível, começa a parte que eu mais gosto do disco. A música começa com um teclado com um timbre bem anos 70, o mesmo pode se dizer da guitarra que logo dá uns detalhes bem colocados na música. O vocal passa a se mostrar com mais força, confesso que senti falta dele no “Vai Tudo Muito Bem”. Mas no finalzinho da música entra um vocal que lembra muito um pouco da música mineira do Clube da Esquina, o que deu um toque ainda mais bonito na música.

06 – Fala Comigo Voz de Deus começa com teclados e timbres bem intimistas, mais uma vez Clayton dá um show. A letra, como todas deste cd, refletem um momento de intensa relação da banda com Deus. Digamos que o disco todo passa a sensação que ele foi feito a partir de momentos de grande adoração pessoal dos rapazes de Brasília. Confesso que junto com minha família já ouvi este cd mais de 500 vezes e até agora me arrepio ao ouvir essa música. Ela se torna uma ótima pedida para seus momentos de quarto de escuta, ou de meditação diária. Uma sampler de bateria marca o ritmo, sempre acompanhada pela escolha sensível de timbres de teclado. Parabéns para o Cláudio e com certeza para o quinto elemento da Discopraise, o produtor Ruben di Souza.

07- Chega de Adiar é a sétima música deste álbum. Juro que toda vez que ouço essa melodia me dá a impressão do refrão ter sido feito para um funk, mas a banda leva a música num rock bem a Hillsong, quem aparece bastante são os pratos da bateria do Alysson Villefort (ex-batera da banda). A letra chega com força motivando o ouvinte a cumprir os planos de Deus sem deixar para depois tudo o que Ele tem para nós. A guitarrinha discreta lembra bem o Legião no começo da carreira.

08- Cura-me é a minha predileta do repertório. Começa com um timbre maravilhoso de teclado, lembrando os pianos rodhes dos anos oitenta. A melodia maravilhosa dá espaço para letra que fala do poder de Deus através da história. Que eu seja a prova da sua existência chama o ouvinte a ser o próprio milagre de Deus. O arranjo bem intimista mostra detalhes de violões, intercalados com uma percussão bem discreta e com o vocal que novamente aparece para elevar o tom da música. Pronto foi o bastante para o Clayton aproveitar e mostra o alcance da sua interminável voz.

09- Sala do Trono é a penúltima música que visa levar a metáfora do adorador à sala do trono de Deus. Arranjo bem cuidado, sem repetir muito as passagens, guitarras se revezavam em distorções e timbres intimistas. Detalhes dos timbres de teclados deixam a música bem criativa.

10- Ao teu lado aponta para que o cd terminasse no mesmo clima intimista, mas isso só nos primeiros 10 segundos, logo depois a guitarra e a batera esquentam a música, deixando logo depois o clima mais calmo para o vocal. A letra relembra a vontade de aumentar a relação com Deus, de aprofundar, de antes só conhecer por ouvir e agora andar ao lado de Deus. A banda mostra competência em mais um rock, com cada instrumento no seu lugar. Certos momentos lembra bastante o U2, principalmente com os grandes gritos afinados do Clayton O´lee.


Maiores informações: www.discopraise.com.br


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