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Análise

CD The Fight of My Life
(Kirk Franklin)

Roberto Azevedo em 15/10/2008
Para o Super Gospel
The Fight of My Life

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Faixas:
1. Intro
2. Declaration (This Is It!)
3. Little Boy featuring Rance Allen
4. Help Me Believe
5. Hide Me
6. How It Used To Be
7. He Will Supply
8. Jesus
9. I Am God (featuring Toby Mac)
10. It Would Take All Day
11. A Whole Nation
12. Still In Love
13. I Like Me
14. Chains
15. Still (In Control) featuring Doug Williams and Melvin Williams
16. The Last Jesus
Criado na igreja pela tia, Kirk Franklin aprendeu piano aos quatro anos de idade e aos onze anos já liderava o coral adulto da Mt. Rose Baptist Church. Kirk teve uma infância e juventude premiada, mas sua carreira foi, desde cedo, cercada por rebeliões de gangs de adolescentes.

Sacudido nas brechas da sua igreja, Franklin começou a visualizar um som que fundisse o Gospel tradicional com r & b, rock e pop, que ele ouvia. Isso foi um mix eclético que passou pelo funk de Cameo, Earth, Wind & Fire, George Clinton e Rick James ao rock do U2, Inxs e Depeche Mode. Suas gravações, que eram feitas com um conjunto de dezessete vozes, alcançaram o selo Gospo Centric, através de Vick Mack Lataillade, que assinou um contrato com Franklin imediatamente, tornando seu primeiro álbum, Kirk Franklin & The Family (também conhecido como “Why We Sing”) recorde de vendas.

The fight of my live é o terceiro lançamento dele pelo selo “Fo Yo Soul Entertainement”, em parceria com a Zomba/BMG, disponível no Brasil através da BV Music.

Seu disco anterior, “Hero”, alcançou também o exigente mercado secular, incluindo publicações de artigos nos jornais “USA Today” e “The Associates Press” com críticas positivas ao trabalho do cantor.

Segundo a Billboard Magazine, a faixa “Looking for you” foi o single mais tocado por várias semanas nas rádios gospel nos EUA. A música ainda fez parte do repertório do filme “Norbit” de Eddie Murphi.

Neste intervalo entre “Hero” e “The fight of my life”, o cantor gravou “September” do Earth, wind and fire para o álbum “Interpretations” e lançou a coletânea “Songs for the storm – volume 1”.

Declaration (This is it) dá início ao set list. Não tem a pressão de “Stomp” e “Revolution”, nem as surpresas rítmicas de “Hosana”, nem a vibração de “Looking for you”, ambas canções que abriram seus álbuns anteriores, mas mantém o padrão Kirk de pegada e qualidade. Com certeza mais um sucesso pra sua seqüência de emplacar hits.

A seguir temos um r & b interessante. O vocal é basicamente masculino e as interpretações estão recheadas de melismas. Apesar de ser bem marcada, a levada possui nuances bluesísticas.

Help me believe é uma oração cantada conduzida no tradicional formato de coral em tríades. “Ajude-me a acreditar” conta com uma melodia belíssima e o arranjo instrumental dispensa comentários. Destaque para o naipe de cordas.

Uma levada cadenciada com um certo swing latino conduz Hide me. Destaque para o naipe de metais que preenche os espaços do arranjo com clusters e para a dinâmica no turn around final.

Um dos hinos mais impactantes do repertório é How it used to be. O instrumental é denso e envolvente e o vocal desfila com maestria nessa melodia cativante. Realmente muito boa.

He will supply é gospel spiritual com uma sonoridade levemente moderna. Versa sobre provisão e proteção divinas.

Em Jesus ele utiliza também amostras dos clássicos do soul com uma espécie de mistura de hip-hop com r & b. Mais um hit dançante e empolgante.

Cantada em primeira pessoa (como se fosse Deus falando) I am god é o louvor mais pop-rock do cd. É conduzida por power chords de guitarra com uso constante de overdrive e distorção amparados por uma típica bateria “bate-estaca”.

Outra oração cantada é encontrada em It would take all day. “Ocuparia todo o dia” tem uma levada percussiva e uma virtuosa interpretação do piano e do coral.

Mais uma mistura contemporânea entre o gospel urbano e o soul tradicional é encontrada em A whole nation. “Uma nação inteira” também traz nuances de r & b e um pouco de jazz. Somzeira!

Que tal adorar a Deus com a pegada típica do anos 70? Still in love é uma declaração de amor a Deus com um arranjo alegre e festivo.

A canção emenda com I like me que versa sobre auto-afirmação.

O momento mais introspectivo do disco é Chains. Interpretada piano e voz, esse comovente louvor trata sobre libertação. A interpretação vocal e pianística são primorosas. A orquestração trabalha um arranjo de base jazzístico que é discreto e envolvente.

Still (in a control) traz outra participação do Coral que conta com os solos de Ashley Gilbert, Anasha Figueroa, Nikki Ross, Isaac Carre e Charmaine Swimpson que, regidos por Kirk nas 16 canções, somaram em qualidade neste projeto. Nesta faixa, em especial, destaque para as nuances de dinâmica do turn around final.

Terminamos a audição com a sensação de que valeu a pena. Tanto musical, quanto espiritualmente. The last Jesus tem letra reflexiva e é cantada sobre uma levada percussiva, é conduzida por um naipe de cordas e conta ainda com intervenções sonoras de órgão e piano.


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