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Análise

CD Elektracustika
(Oficina G3)

Roberto Azevedo em 20/05/2007
Para o Super Gospel
Elektracustika

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Faixas:
1. Intro
2. Além do que os olhos podem ver
3. Desculpas
4. Mais alto
5. Cura-me
6. Resposta de Deus
7. A Deus
8. Eu, Lázaro
9. Ele vive
10. Razão
11. Preciso voltar
12. A Lição
13. Deserto
14. Perfeito amor
15. Me faz ouvir
Formada no final dos anos 80, a banda Oficina G3 tem sido desde a década de 90, referência no meio gospel e secular. Entoam com unção e musicalidade hinos que levam a mensagem de salvação com letras que abordam não apenas temas religiosos, mas também temas sociais como combate às drogas, corrupção, injustiças, devastação do meio ambiente, etc.

A banda que já teve como membros, Bispo Manga (que hoje é pastor da Vineyard Brasil), Walter Lopes (atualmente baterista da banda “Judas, o outro”) e PG (que segue exercendo o ministério em carreira solo), conta atualmente com Juninho Afram, Duca Tambasco e Jean Carllos.

Juninho, que além de guitarrista assumiu o posto de voz principal com a saída de PG, é patrocinado pelas guitarras Tagima e cordas Nig. Respeitado como um dos quatro melhores guitarristas do Brasil, também escreve para as três principais revistas sobre guitarra no país. Duca Tambasco é baixista e arranjador e Jean Carllos é patrocinado pela Kurzweill.

Confirmando sua notoriedade além das fronteiras evangélicas, a banda teve matérias publicadas em revistas de expressão nacional (Veja, Isto É, Época, Backstage, Guitar Player, Enfoque Gospel), jornais (Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, JB) e programas de TV (Vídeo Show, SPTV, RJTV, Metrópolis, A Noite é Nossa, Central MTV).

A partir de 2000, quando mudaram de gravadora (saíram da Gospel Records e passaram a fazer parte do cast da MK), investiram em uma sonoridade mais comercial, com diversas baladas, fato que pode ser comprovado ao se comparar a pegada das canções de “Indiferença” com as canções de “O Tempo” e “Humanos”.

Apesar de terem sido duramente criticados por fãs mais antigos, a banda recebeu dois discos de ouro, teve clipe divulgado na MTV, além de músicas tocadas em diversas rádios e agenda de shows lotada.

Surpreendendo a todos, seu oitavo disco (terceiro pela MK) marcou o reencontro do grupo com uma sonoridade mais pesada. Lançado em 2005, "Além do Que os Olhos Podem Ver" alcançou o disco de ouro em apenas um mês.

Em 2007, ano em que completam 20 anos de ministério, lançam seu novo álbum, “Oficina Elektracustica G3” que traz em seu repertório cinco hinos inéditos ao lado de nove regravações. As 14 faixas trazem uma sonoridade que transita entre o vigor dos instrumentos elétricos e a atmosfera intimista do acústico.

Neste trabalho contam com o auxílio de Alexandre Aposan na bateria (que participou da gravação dos dvds PC Baruk e APC 16 ao vivo) e Celso Machado fazendo segunda guitarra.

A Introdução nada mais é do que um pequeno trecho da faixa que vem a seguir.

Originalmente, Além do que os olhos podem ver tinha uma pegada de metal progressivo mesclando momentos pesados com momentos leves. Aqui temos uma balada com a bateria acentuando o terceiro tempo. Ao invés das guitarras distorcidas temos uma flauta celta que dá um clima meio new age na introdução e no turn around final.

(De que adianta reconhecermos nossos erros se não fizermos nada para muda-los?) Desculpas, uma das faixas pesadas do criticado “Humanos” versa sobre hipocrisia. A idéia Elektracústica se faz presente. Um groove de violão conduz o hino ao lado de timbres de teclado muito bem escolhidos. Uma série de riffs de guitarra dão um toque a mais neste arranjo que possui uma sonoridade densa e ficou muito bem montado.

O hard rock contemporâneo Mais alto, que abria o repertório do disco anterior, versa sobre confiança na proteção, provisão e direção de Deus. A pegada rápida e pesada não se faz presente, mas fica implícita na levada. Destaque para os momentos dos solos de violão que trazem uma série convenções, inclusive uma convenção desdobrada, muito usada pelas gigs de Jam Session (vide “Chick Corea em Blue mines”) que poderia ter sido melhor explorado.

A primeira das inéditas é Cura-me. Outro hino com uma atmosfera densa. Versa não só sobre a cura física, mas também a emocional e a espiritual. Licks de guitarra viajantes e frases melódicas da flauta celta são usados na medida certa ao lado de um refrão que funciona nesta nova proposta sonora da banda.

Resposta de Deus fez parte do repertório de “Nada é tão novo, nada é tão velho”. É uma canção de exaltação ao Senhor Jesus. O arranjo aqui segue a idéia do original, interpretado desta vez com toda a experiência que eles adquiriram nestes 20 anos de ministério. Outra boa noticia é que vem sem aquele coro “efeito estufa” da gravação anterior.

A Deus é outra canção fresquinha. Uma levada super agradável aos ouvidos conduz mais uma música que narra sobre o obra de Cristo. O refrão compassado é melódico, cativante e envolvente. “Não é tempo de dizer adeus. A Deus pertence todo o tempo. Sempre que quiser dizer adeus. A Deus entregue o seu sofrimento”. Muito boa mesmo.

Neste ponto do disco os baladeiros de plantão já devem estar festejando, já os roqueiros mais tradicionais...

Eu, Lázaro narra de forma poética e musical o episódio da ressurreição de Lázaro. Quando menos se espera a música faz uma mudança de um clima mais cadenciado para um clima elétrico bem marcado onde Juninho entra “rasgando tudo” com sua guitarra com muita distorção e solos rápidos, virtuosos e desconcertantes. Realmente o cara toca muito. No final temos mais turbulência sonora com os dedos precisos deste que é um dos melhores guitarristas do país. Nota 10.

(“Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé”.) Ele vive é um hard rock do álbum “O tempo” que na versão original era bem marcante e pesada. Aqui começa com groove de violão interessante. Timbres de teclado, slaps de baixo e solos de violão desfilam pelo arranjo que traz ainda uma convenção que lembra “Jaco Pastorious – Havona”. Com certeza não vai decepcionar os que curtiram a versão original na voz de Pedro Geraldo.

Razão é outra representante do disco “Nada é tão novo, nada é tão velho”. O arranjo pop rock que trazia um solo de violão meio flamenco, meio jazz surge aqui com uma pegada mais hardcore. A letra disserta sobre a diferença que Cristo pode fazer na nossa sociedade. As guitarras e o violão de aço mandaram muito bem neste arranjo. Excelente!

Preciso voltar é uma balada típica que fez parte do álbum “O tempo. Nesta versão começamos com introdução modal que deixou o hino com uma pegada mais pesada. A intro, que rola também no meio e no final da canção, possui uma atmosfera jazzística e é bem interessante. Desta vez quem desfila seu virtuosismo é Jean Carllos, tecladista que tem feito escola com seu estilo singular e diferenciado de tocar.

(“É sempre um beijo que antecede a traição e no final todos sempre lavam as mãos...”). A Lição possui uma das melhores letras do disco “Além do que os olhos podem ver”. No original a atmosfera criada pelos teclados era muito bonita, aqui ele executa frases de ataque com pad-strings que complementam os espaços do arranjo na medida certa. Para terminar nada melhor do que mais um solo de Juninho Afram que também faz bonito impondo sua voz melódica na condução do excelente refrão desta canção.

A penúltima das inéditas é Deserto. O arranjo recheado de convenções conduz a letra que versa sobre os livramentos de Deus em nossas vidas até mesmo nos momentos que não percebemos. “Mesmo sem ver estava ao meu lado me levando em Seus braços”. Desta vez Jean marca presença com um solo de lead.

No álbum “O tempo” Perfeito amor era um baladão que alternava nuances de dinâmica leve e pesada. Desta vez, assim como na faixa anterior, temos uma releitura recheada de convenções. Bateria, baixo, guitarra e teclado se encaixam perfeitamente na quebradas com tempero jazzístico.

Uma curiosidade: A introdução usada no hino é a mesma da canção “Amanhã” do álbum “Além do que os olhos podem ver” excluindo o naipe de cordas. É só parar, ouvir, apreciar e adorar ao Senhor.

Me faz ouvir dá fim a um dos cds mais esperados de 2007. Baladão típico que versa sobre contrição e quebrantamento.

Apesar de terem ficado de fora alguns temas clássicos da banda nesta era MK, como por exemplo a música “O tempo”, com certeza Elektracústica vai aparecer nas listas de melhores de 2007. Apesar da sonoridade proposta não trazer nenhuma grande novidade em relação ao que já é feito no meio secular, deixa muitas expectativas para o próximo álbum. A idéia de criar arranjos densos com temperos jazzísticos se encaixaram muito bem nas canções antigas e nos hinos novos. Pelo contrato feito com a MK, a banda ainda irá lançar pela gravadora carioca mais dois discos...só nos resta aguardar!

Até a próxima.


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