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Análise

CD Distorção
(Fruto Sagrado)

Análise feita pelo colaborador:
Felipe Rangel (felipenove@hotmail.com)
Distorção

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Faixas:
1. Quase
2. O Preço
3. Quanto Tempo Ainda Tenho
4. Vai Acabar
5. Bateu Asas e Sumiu
6. Superman
7. Primo do Macaco
8. A Volta dos Que Não Foram
9. A Prece
10. A Vontade Solta
A banda Fruto Sagrado é conhecida por suas letras inteligentes e seu som pesado e alucinante. Com certeza a maior de suas características é a capacidade que a banda tem de despejar músicas com conteúdo, dar cacetada na cabeça do diabo, assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. "Distorção" segue a mesma linha, mas com uma roupagem mais voltada para o álbum "O que a gente faz fala muito mais do que só falar", só que seguindo a tendência do rock atual.

O título sugere o resultado da nossa queda: O não "estar a fim" para a vontade de Deus fez com que nos desviássemos do propósito inicial que é ser imagem e semelhança dEle em tudo. Somos distorções do que deveríamos ser devido aos nossos pensamentos e ações. Com esse raciocínio o disco retrata muitos dramas existenciais apontando, como sempre, a direção certa a ser seguida, respondendo o título do CD anterior (O que na verdade Somos).

Quanto ao som, definitivamente é o CD mais pesado da carreira do Fruto. É difícil encontrar no Rock Nacional uma banda com uma pegada tão pesada. Nem mesmo "Além do que os olhos podem ver" do Oficina, chegou a esse ponto. O disco é pesado e melódico ao mesmo tempo; até mesmo as baladas possuem riffs pesados. Segue um pouco a linha de bandas contemporâneas como Pillar, Evanescense e Linkin Park, com suas bases pesadas e marcantes. As distorções, que estão em bastante destaque nesse CD, foram escolhidas a dedo e possuem um timbre suave e denso ao mesmo tempo. A ausência de Bênlio seria
uma barreira a ser enfrentada, mas os arranjos de cordas, regidos agora por Bene, completaram o Power Trio pesado e entrosado de Bene, Marcão e Sylas.

"Quase", é a primeira música e possui uma introdução que lembra algumas músicas do Bride. É um pouco fundamentada na preocupação que o Fruto tem em não soar como um rock "gringo" demais, dando destaque às percussões e ritmos diferenciados, mas sem extravasar demais como em "Involução", do disco anterior. Com um riff extremamente pesado durante toda a música, é embalada pela idéia de que “Quase não é nada, por que quase ainda não aconteceu. Só o medíocre gosta do quase, porque o medíocre é quase alguém”.

A segunda faixa é “O preço”. Iniciada com o final da música anterior, recebe uma bateria eletrônica e uma guitarra abafada no início, mas ganhando um peso extra com o início do espetacular trio. Destaque para o contrabaixo tocado com maestria por Bene e os efeitos de suas guitarras. Por envolver um tema tão polêmico, era mesmo de se esperar uma “pauleira”. Na essência a música fala sobre a traição e garante que "Ninguém é capaz de saber até que ponto o coração é traidor".

Quanto tempo ainda tenho” é a primeira música de trabalho e a terceira deste álbum. É uma balada que lembra o estilo de "Não quero mais acordar assim". É interessante notar que músicas como essa só surgiram após a atual formação, a partir de "O Segredo", com a chegada do Sylas e a volta do Bene. Mesmo sendo uma balada, ela não é tão "light" assim. Destaque para o contra-baixo do Falcon, grande baixista que acompanha a banda pelo Brasil afora e que gravou as "baladas" deste disco. No lugar dos habituais solos encontramos mais um riff pesado e nervoso. No geral, ela nos lembra que não viveremos pra sempre e que nada é mais importante que o amor.

Vai acabar” vem logo na seqüência e deveria ter sido lançada no CD anterior. Ao ouvi-la pode-se entender porque não foi lançada com os sucessos de "O que na verdade somos", baseados no estilo Vocal-Bateria, influenciado pelo Hip-Hop. Quem ouve apenas o início não é capaz de deduzir quão pesada é essa faixa. Até vocal "trash" ela possui. Não é a minha preferida, mas o fato é que ela é muito bem arranjada, com destaque para os violinos regidos por Bene e o bumbo duplo de Sylas.

Bateu Asas e Sumiu” é a que mais lembra "O que a gente faz fala muito mais do que só falar". É um rock vigoroso, com baixo muito pesado e muito bem executado. Possui um solo de guitarra para rockeiro nenhum colocar defeito, daqueles que estávamos costumados em discos como "O Segredo". Ela retrata os conselhos para fugir da mulher imoral e controlar os impulsos no momento da fissura: "Graças a Deus você deu linha. Bateu Asas e Sumiu."

Superman” é a música que mais aborda o drama existencial. Sua letra é muito bem elaborada e cuidadosamente poética. É um Pop-Rock com belíssimos arranjos de cordas e uma guitarra acertada que lembra a música "O que na verdade somos". Com certeza é uma das melhores músicas do álbum: "Nessas horas eu me lembro que o sofrimento é um megafone. É Deus pra mim gritando que não sou o super-homem".

Primo do Macaco” é a sétima faixa e está concorrendo ao título de música mais pesada do CD. Lembra um pouco "A Sanguessuga" com suas bases de guitarra pausadas e pesadas, mas com um pouco mais de entusiasmo e contra-tempo. Quem curte "Rodox" vai notar frases de guitarras semelhantes às de músicas como "Segue a Linha". Quanto à letra é bastante filosófica e profunda. Ela questiona a teoria evolucionista, e pergunta quem é você.
Destaque para o gogó do Marcão que usa todo o poder da sua voz a serviço do Reino e a locução do Ernani Maldonado, pastor e Pai do Bene. “É verdade que você é primo do macaco? A chita é sua tia não evoluída?”.

Meio sem perceber “A volta dos que não foram” é iniciada com um arranjo da faixa anterior. É outro rock denso e fervoroso, com um violão acompanhando as guitarras e os arranjos de Sylas. O vocal “overdrive” do Marcão questiona os fanáticos por liturgias. Essa é uma daquelas obras primas do Fruto, feita para os 'brothers' da igreja: “Pior que estar perdido longe de casa, é estar perdido dentro da própria casa. Se o sucesso não é seu, neném já quer chorar...”

A penúltima faixa é como o próprio título diz: "A Prece". Uma balada característica do Fruto, também com um riff pesado. Esta é mais uma que nasceu a partir desta formação. Segue o estilo de "O sangue de Abel" e "A resposta (Você precisa acreditar...)" com muitos violões e percussões. Também merecem destaque os bem colocados arranjos de violinos.

Pra encerrar o disco, nada melhor que mais uma pauleira! "Vontade Solta" é matematicamente anti-convencional. Repleta de contra-tempos é uma música difícil de ser acompanhada por leigos. Esta segue os moldes de "O que na verdade Somos", naquele 'esquema' de Voz&bateria ditada pelo Hip-Hop. Seu refrão é contagiante e muito bem marcado pelo trio. É muito pesada e intrigante: "Hoje nada fere o coração, vivemos como cães que não ligam pro que é sagrado. Como porcos pisam pérolas em chiqueiros perfumados".

Cabe reconhecer que este é um dos melhores discos de rock já produzido no país (se não o melhor), pondo fim àquela responsabilidade de ser apenas comercial. Item obrigatório na vida de qualquer rockeiro. Como sempre é o Fruto Sagrado surpreendendo, realizando.
Distorção pra quem se amarra em guitarras distorcidas...

Texto revisado por Leone Lacerda.


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