Análises

Ouvimos o novo álbum ao vivo de Arianne - Como Cantavam Nossos Pais. Confira nossa crítica

Tiago Abreu em 19/11/18 1737 visualizações
O que separa Como Cantavam Nossos Pais da maioria dos discos de covers apresentados no cenário cristão nos últimos dez anos é a sua premissa afetiva. Arianne apresenta o álbum como um registro que visita as canções tradicionais e modernas as quais constituíram grande parte dos ambientes religiosos dos anos 70 e 80 sem aquele apelo ultrapassado de que são para as novas gerações. Muito pelo contrário: O trabalho não nega sua intenção puramente nostálgica.

Desde que a cantora solta sua voz em Basta que Me Toque / Mãos Ensanguentadas de Jesus, há de se perceber que a produção musical de Weslei Santos regula bem o tom do repertório. É um álbum de estrutura pop, com elementos de soft rock, mas sem se exceder a "modernizar" canções, ou se obrigar a ser fiel às originais. Não ser fiel é um ótimo recurso para medleys como a abertura, bem como pode ser um problema na fidelidade ao título das músicas, como o caso de Teu Trabalho é Descansar em Mim (Não Tenhas Sobre Ti), que não recebeu tal título na gravação oitentista feita pelo grupo responsável pela missão Milad.

Apesar disso, a escolha de repertório, pela proposta, é bastante maleável. Estrela da Manhã (Rara), composição de Natinha, flerta com o acústico de forma agradável; Infinitamente Mais (Asaph Borba) sustenta a premissa do álbum com a participação de Luiz Carlos, pai de Arianne, da mesma forma que a participação de Fernanda Brum em Eu Quero Te Adorar reforça um antigo projeto da artista, chamado Clássicos.

Arianne mostrou em Outono (2016) que seu trabalho deveria ser observado com maior atenção. Com as regravações de Você Pode Ter (Sérgio Pimenta), clássico dos Vencedores por Cristo, em um dueto com Lorena Chaves cheio de sintonia, reforça as atenções por mais tempo. Primeiro Amor (Aurélio Rocha), um grandioso registro do Rebanhão, também se faz presente com a figura pop de Priscilla Alcantara. Entre tantas regravações, Como Cantavam Nossos Pais está longe de acrescentar grandes novidades ao cenário cristão, mas oferece uma (boa) alternativa de tributo por respeitar o tradicional e, ao mesmo tempo, o contemporâneo.

Avaliação: 4/5
Como Cantavam Nossos Pais

(CD) 01/18


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Tiago Abreu

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), escreveu para o Super Gospel entre 2011 a 2019. É autor de várias resenhas críticas, artigos, notícias e entrevistas publicadas no portal, incluindo temas de atualidade e historiografia musical.


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