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Confira nosso bate papo com a banda Militantes, prestes a lançar novo CD

Tiago Abreu em 18/11/2015
Para o Super Gospel

Com mais de quinze anos de carreira, a banda Militantes chega a seu quarto disco de inéditas. Por um Segundo está sendo lançado esta semana e por marcar a estreia da nova formação, está sendo anunciado com entusiasmo pelo quarteto. Assim, conversamos com o guitarrista Fábio Garcia acerca da carreira e o novo álbum.

Militantes já possui mais de quinze anos de carreira. Façam um resumo do início de vocês até a trajetória recente.
Nos conhecemos na igreja e influenciados pelo movimento de música gospel, principalmente o rock que existia, fomos fazer um tipo de rock em que nos identificávamos mais, um pouco diferente do que se fazia na época. Assim começamos a banda Militantes. Em 2002, lançamos nosso primeiro CD, Tudo Vai Mudar, pela Gospel Records, gravado no Midas Studio, uns dos estúdios mais renomados do Brasil.
Em 2004, lançamos o Escute o que eu Digo e Faça como eu Faço, com a participação do Rodolfo Abrantes. Em 2006, lançamos nosso primeiro DVD, Mais ao Vivo do que Nunca, gravado no Olympia com produção do Dudu Borges, um momento muito especial para nós. Esse foi o último lançamento pela Gospel Records. No ano de 2010, lançamos o Destrua o Controle, com participação e co-produção do Clemente Nascimento (Inocentes, Plebe Rude). Esse álbum foi lançado inicialmente independente e depois pela IVC Comunicações.

O álbum mais recente de vocês é Destrua o Controle (2010). O direcionamento lírico deste projeto aponta para letras que transcendem a estética do "rock cristão". Hoje a Militantes é uma banda de rock cristão ou é simplesmente uma banda de rock formada por músicos cristãos?
Somos uma banda de rock que faz música para cristãos e não-cristãos. Vivemos em uma sociedade cada vez mais sectária, excludente, onde tudo é categorizado, dividido, rotulado, departamentado para que aquele que faz parte do grupo A não se misture com o B. Entendemos que a mensagem do Evangelho é de inclusão, mistura, unidade e não de divisão. Procuramos contextualizar a música e a mensagem para que não exista essa divisão entre “rock cristão’, “rock secular”, louvor, evangelismo ou qualquer outra segmentação. Fazemos música. Fazemos rock. Pregamos o evangelho. Esse álbum em especial, considero o mais cristão de todos. A mensagem está lá, contextualizada com temas e assuntos do nosso cotidiano: corrupção, egocentrismo, idolatria, consumismo... Não existe evangelho sem pensar em comunidade, no coletivo e como eu me posiciono com temas como esses citados. Acredito que ser cristão é enxergar o próximo em você mesmo, se colocar no lugar no outro, se misturar e não ser contaminado. Que sejamos um. Tentamos fazer isso com música.

Neste mesmo álbum, vocês contaram com a coprodução de Clemente Nascimento, da Plebe Rude. Como foi a experiência de trabalhar com um músico tão experiente do punk no Brasil?
Foi muito legal, um privilégio. Ele representa um pouco da história do rock e o punk rock no Brasil. É uma pessoa super tranquila e agradável de se relacionar. De punk, só tem o rótulo.

Com todo este tempo de estrada, sem a menor dúvida, vocês já possuem uma opinião acerca do meio musical evangélico brasileiro. Acham positivo? Avançamos ou regredimos em algum aspecto?
A arte traduz a sociedade. Essa é a função dela. Em todos os momentos da história, vemos os artistas se ajustando ao mercado que consome seus trabalhos. No meio musical evangélico brasileiro não é diferente. A banda Militantes é privilegiada, pois sempre tivemos liberdade para fazer o que quiséssemos. Nunca nos sentimos podados ou censurados. Já avançamos muito, mas é claro que ainda existem várias barreiras e preconceitos quanto a estéticas e posicionamentos artísticos, mas que serão derrubados naturalmente. O que mais nos incomoda é essa moda do “politicamente correto. Esse sim é um retrocesso, não só do meio musical evangélico, mas da nossa sociedade como um todo.

Uma das mudanças no grupo, neste período, foi a saída do vocalista Cleber. Quais foram os motivos?
Não houve um motivo em especial. Ele parou um pouco com a música para se dedicar aos seus projetos pessoais e a família. Somos muito amigos.

Como vocês conheceram o atual vocalista, Darlan Júnior?
O Darlan é um amigo de longa data. Ele fazia parte da banda Holy Sheep e sempre nos encontrávamos nos eventos. Ele é ator, poeta e tem bastante bagagem artística. Quando o Cleber quis sair, foi o primeiro nome em que pensamos e felizmente ele aceitou.

O primeiro material com um novo vocal foi o clipe "Redenção". Como foi produzido?
Essa música é de um amigo nosso, o Mateus Aziani. Mudamos um pouco o arranjo original e resolvemos lançá-la como um single. A produção do áudio foi feita pelo Thiago Baggio que estava tocando baixo conosco na época. O clipe foi todo produzido e idealizado pelo Kako Alves, baterista e produtor visual. O enredo fala de superação e contamos com ajuda de muitos amigos como o Cleber (Ao Cubo), o baterista Alexandre Aposan, a academia Word Fitness e vários profissionais e atletas importantes no esporte nacional.

Vocês estão prestes a lançar o novo álbum, Por um Segundo. Podem adiantar algo sobre este novo trabalho?
É o trabalho mais maduro e com melhor produção que já tivemos. Representa bem o momento familiar e espiritual de todos da banda. Foi gravado no estúdio Cia do Som em Jundiaí – SP por Ricardo Cecchi e produzido pelo Fernando Ganbini. Todas as músicas foram muito bem trabalhadas. Os arranjos estão excelentes. Contamos com a participação de amigos bem especiais: Zé Bruno (Resgate) na faixa “Enquanto se pode achar” e do rapper Matheus Bird na faixa bônus “Humildade de Fé”. A nova formação contribuiu muito para a composição das músicas. Além do Filé (Darlan) nos vocais, o Douglas Cocão está tocando baixo conosco. Pensamos em um álbum com contexto, apontando para novos direcionamentos musicas sem preconceitos ou rótulos. Acreditamos que temos que levar a música adiante, sem perder nossa identidade.

O direcionamento lírico deste álbum virá na linha do Destrua o Controle?
Algumas músicas sim, outras não. Não temos a intenção de nos prendermos esteticamente. Tem hardcore, tem punk rock, tem pop rock, louvor e até rap, mas sempre com uma linha condutora de identidade e autenticidade estética. Gostamos muito do resultado final e muitas portas que estavam fechadas para nós se abrirão através dessas músicas.

Militantes, hoje, é uma banda independente? Vocês estão abertos a algum contrato com gravadoras?
Sim, estamos lançando esse trabalho de forma independente, mas não temos nenhuma dificuldade de trabalharmos com uma gravadora. O mercado musical mudou muito. Hoje temos muitas opções de divulgação e relacionamento com o público que gosta da na nossa música, mas temos consciência da importância de um bom trabalho que uma gravadora pode proporcionar a um artista. Boas propostas são bem vindas.

Vocês colocaram toda a discografia da banda nas mídias digitais. O que vocês pensam destas plataformas de compra digital e streaming?
Sou de uma geração que comprava vinil na loja, em que a rede social era se encontrar na galeria do rock para falar de música. Gosto da fisicalidade do material, mas os formatos digitais estão aí e só vem a somar.
É uma opção bem democrática a acessível. Queremos que nossa música alcance o maior número de pessoas possível. Que todos conheçam do amor de Cristo.



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