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Conversamos com a banda Tanlan que contou detalhes sobre seu primeiro cd - Tudo que eu queria

Roberto Azevedo em 12/06/2011
Para o Super Gospel
Poucas bandas conseguem tocar às duas da manhã numa casa noturna esfumaçada e no dia seguinte liderar centenas de jovens ao louvor e adoração a Deus numa igreja. Talvez porque esses dois ambientes sejam auto-excludentes, ou porque poucos tenham coragem de fazê-lo, e peito para aguentar as críticas – de ambos os lados. Mas a verdade é que poucos tem é música pra poder fazer esta tarefa até então improvável.

Pois é exatamente a isso que se propõe a música da Tanlan. Dizendo que “a vida é muito mais do que viver aqui” acompanhado de guitarras massivas e uma produção impecável, a banda encontra terreno fértil no coração dos fiéis e nos ouvidos dos “não praticantes”, digamos assim. “Todos queremos ouvir de esperança, de sentido, de amor - cristãos ou não”, afirma o vocalista Fábio Sampaio.

A legitimação desta empreitada se deu com a menção na matéria de capa da Revista Época de 9 de Agosto de 2010, em que a Tanlan é citada com uma das bandas que “rompe as barreiras entre o gospel e o secular”, sendo parte do movimento que a revista chama de “nova reforma protestante”.

E com essa fórmula aparentemente improvável a Tanlan vem conquistando novos fãs e admiradores a cada dia. Nos bares e nas igrejas.

Confira abaixo nossa entrevista exclusiva.

Supergospel – Como surgiu o Tanlan?

O embrião da Tanlan foi um projeto chamado Fábio Sampaio e Banda, no qual tocavam Tiago e Beto, além do Fábio e de outro baterista, nosso amigo Marcus Vinícius. Após um relativo sucesso em 2002, com quase 500 cópias vendidas de um cd independente, a Fábio Sampaio e Banda resolveu dar uma guinada conceitual em sua trajetória, com a idéia de produzir um som mais moderno, com mais pegada, e que desse mais ênfase às letras, de forma a tentar falar com os que são “de fora”, com uma linguagem que fizesse sentido para qualquer pessoa, cristã ou não.

Essa mesma idéia já estava na cabeça do Fernando, hoje nosso baterista, que já ensaiava paralelamente um outro projeto com seu irmão Tiago e outro guitarrista - Kiko Magioli (hoje com a banda Cravus). No fim de 2003, com a saída do Marcus Vinícius da Fábio Sampaio e Banda, unimos estes dois projetos, e assim nasceu a Tanlan, com os membros da atual formação mais o Kiko. Depois de quase um ano ensaiando, o Kiko resolveu deixar a banda, e desde então somos nós 4: Fábio Sampaio no vocal, guitarras e programações, Beto Reinke na guitarras, Tiago Garros no baixo e seu irmão Fernando Garros na bateria.

Supergospel - O que mais marcou vocês durante a gravação de “Tudo Que Eu Queria”?

Acho que foi a maneira como as músicas se moldaram conforme fomos gravando. Chegamos ao estúdio com várias músicas com arranjos completamente diferentes, e enquanto gravávamos fomos mudando.

A faixa "Tudo que eu Queria" acho que é o melhor exemplo, pois ela tinha uma levada e riffs completamente diferentes. Rolou um processo de real criação mesmo já na gravação.

Supergospel - Em que consiste o repertório de “Tudo o que eu queria”? Qual a vertente? Quais os estilos?

Frequentemente nos perguntam isso, e é difícil responder sem soar meio lugar comum ou até meio prepotente. Mas o fato é que realmente é difícil identificar com o que exatamente é parecido o som do “Tudo que Eu Queria”. Tanto é verdade que já ouvimos comparações das mais diversas e incomuns, e que raramente concordam entre si...

É rock, mas as melodias são assobiáveis, o que torna pop. Tem peso, mas não tem solos virtuosos. Tem baladas, mas nada muito clichê. Por isso tudo chamamos de alternativo, mas não aquele que soa indie por ser experimental ou tosco demais. Ouça e tire suas conclusões, e se achar parecido com alguma coisa, por favor, nos fale! Heheheh...

Supergospel - Como foi o processo de escolha das canções?

Tudo que eu Queria é o resultado de três anos de ensaios e alguns shows. Quando a Tanlan surgiu, ficamos um ano inteiro só ensaiando, e adaptando músicas que o Fábio já tinha de um outro projeto anterior em que Beto (guitarra) e Tiago (baixo) tocavam. Então o repertório foi baseado em algumas coisas que já tínhamos e outras que foram sendo criadas nesses três anos iniciais.

Supergospel – Como tem sido a repercussão do trabalho

O disco Tudo Que Eu Queria tem sido muito elogiado até agora, graças a Deus. Em 2008, quando foi lançado, fomos incluídos numa enquete no blog VOLUME do Portal ClicRBS (afiliada da Rede Globo aqui no sul) para saber qual o melhor CD de 2008. Era votação popular, obviamente, mas só o fato de ter sido lembrado e incluído na lista de votação (com uns 15 outros artistas) já foi muito legal.

As músicas do álbum já foram usadas em programas de TV, já tocam ou tocaram em diversas rádios, cristãs e seculares e recebemos elogios freqüentes pelo trabalho, inclusive de pessoas do meio musical. E o disco nos levou para vários estados e cidade do Brasil, desde Santa Catarina, Paraná e São Paulo e até a São Luís do Maranhão.

Supergospel – Qual a formação musical da banda?

A única similaridade é o fato de todos termos um background cristão e tocarmos a vida toda em grupos na igreja. O Fernando é auto-didata na bateria e tocou por anos em bares em Porto Alegre. Sempre foi ligado ao rock e passava a infância e adolescência tocando por cima dos LPs de bandas como Van Halen, AC/DC, Rush, Journey, e uma infinidade de outras dos anos 70, 80 e 90.

O Beto sempre foi um cara do violão, que só pegou a guitarra pra tocar com a Tanlan. Também é autodidata e gosta muito de jazz e música brasileira. Tiago estudou piano na infância e violão na adolescência, com o objetivo de tocar baixo. Entre 2000 e 2001 ele foi pros EUA onde estudou Jazz em escolas de música por lá.

E o Fábio é orginalmente baixista, mas entrou na faculdade de Música na UFRGS, licenciatura em Violão. Talvez por ser do nordeste, é o mais eclético da banda e gosta desde forró até rock pesado.

Colocamos essa mistura toda num caldeirão e tentamos achar coisas que os quatro gostam e têm em comum... e isso é o som da Tanlan.

Supergospel – Como é o relacionamento de vocês com as outras bandas do cenário independente e alternativo?

Conhecemos várias bandas pela Internet, pois o fato de estar aqui embaixo no sul (onde as coisas acontecem mais devagar e não há tanta movimentação de eventos) faz com que fiquemos meio isolados. Mas o Fábio é um pesquisador de bandas por aí e volta e meia nos mostra algumas coisas novas. Agora no Love 2011 é que pudemos conhecer pessoalmente uma galera com quem já falávamos pela Internet. Foi muito legal.

Supergospel – Musicalmente falando, o que influenciou vocês e o que vocês têm ouvido hoje em dia?

Acho que o que mais nos influenciou foram aquelas bandas que nós quatro (apesar de gostos musicais tão diferentes) gostávamos. Em geral, o Rock britânico do U2 e Coldplay e as coisas modernas americanas como Foo Fighters e outros.

Bandas cristãs como Delirious, Jars of Clay, e provavelmente nossa favorita - Switchfoot, também são grande influências. Temos ouvido coisas novas também, dessas bandas e de outras como Paramore, Kings of Leon, Michael Gungor e outras.

Supergospel – Em relação a música gospel que existe no mercado hoje, vocês curtem algum ministério?

Acho que aí varia de cada membro da banda, mas gostamos de gente que faz um trabalho bem-feito e/ou original. Tem o pessoal da It’s Ok de Lages que são bem legais, o Juliano Son do Livres pra Adorar e a galera menor, mais independente, como o Palavrantiga, a Aeroilis, o Hélvio Sodré, o Danni Distler, Eduardo Mano, enfim, a galera que estava no Love 2011!

Supergospel – Individualmente, como músicos, vocês participam do grupo da igreja local?

Sim. Tocamos no louvor na nossa igreja junto com outra galera.

Supergospel – E como banda? Existe alguma diferença entre tocar na igreja ou fora dela

Tocar para qualquer público é sempre um grande desafio. Tocar em igreja é algo que fazemos há muito tempo, mas não diríamos que isso torna as coisas mais fáceis. Cada igreja tem um “estilo”, uma cultura e expectativas próprias para cada programa.

Devido ao estilo de nossas letras, normalmente incluímos no setlist alguns cânticos que compusemos ou alguns cânticos que fazem parte da nossa história e que o pessoal da igreja também se identifique.

Tocar fora da igreja é o que talvez mais nos desafie, até porque a banda foi criada com esse propósito. Cada lugar é diferente. Num país como o nosso então nem se fala. O setlist precisa ser versátil, pois o que “dá certo” em um lugar, às vezes não dá certo na quadra ao lado.

O desafio de transmitir uma mensagem relevante nos faz querer fazer o melhor em cada detalhe, desde a composição e arranjos, até na nossa conduta com o pessoal da produção do evento e do local.

Supergospel – Aproveitando, como foi a participação de vocês no LOVE 2011?

Foi realmente muito legal. O show foi forte, nos divertimos muito. Mas o legal mesmo é ver uma galera que nunca vimos na vida cantando todas as letras. Teve gente que veio do Nordeste pra ver a gente com outras bandas. E conhecer na vida real outras bandas que só conhecíamos no mundo virtual também foi sensacional.

Supergospel – Qual a opinião de vocês em relação ao mercado de pirataria de CDs e download ilegal de músicas?

Essa é uma questão difícil, e não temos uma opinião formada “oficial” como banda. Achamos, como toda banda independente, que o download abre muitas portas para que seu som seja conhecido e divulgado. Mas sabemos também que o artista e a gravadora têm que ser remunerados pelo seu trabalho, e só quem faz um CD sabe o trabalho que dá.

No entanto, poucos hoje pagam para ter um CD, porque ele no Brasil ainda é muito caro, e as alternativas de compra legal de MP3 ainda são ínfimas, com catálogos incompletos, etc. Se a iTunes Store viesse para o Brasil, vendendo músicas a R$ 1,00 (nos EUA é 1 dólar), acredito que as coisas melhorariam. Mas há ainda muitos impedimentos e mudanças que têm que ocorrer pra que essa realidade mude no Brasil.

No que diz respeito a nós como banda, nos esforçamos pra fazer um trabalho com uma qualidade tal que motive o cara a querer ter o álbum físico, o encarte, além de outros materiais da banda. Achamos que é por aí que as bandas têm que correr para motivar pessoas a comprar o álbum, além é claro de tentar lucrar com shows e merchandising.

Supergospel - A cada dia vemos crescer o uso de meios eletrônicos, como o Twitter, o MySpace, Orkut, Youtube, entre outros, para divulgação do trabalho. O que vocês acham dessas novas opções de mídia?

Hoje é isso aí. Não tem como ser diferente. Da noite pro dia uma banda pode surgir e estourar por causa da internet. Então, tentamos usar isso da melhor maneira possível.

Supergospel - Para encerrar, quais são os seus projetos para 2011?

Temos muitos planos pra 2011. Entre eles está a produção do nosso primeiro vídeo clipe e a gravação de nosso segundo CD.

Contatos
Site: www.tanlan.com.br
Myspace: www.myspace.com/tanlan
Twitter: www.twitter.com/tanlan
Facebook: www.facebook.com/bandatanlan
Email: info@tanlan.com.br
Shows: oziel@tanlan.com.br

Fonte: Supergospel

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