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Conversamos com Carlinhos Félix que falou sobre Rebanhão, Sony Music e o novo CD - Lindo Senhor

Tiago Abreu em 27/02/2013
Para o Super Gospel
Quase trinta e cinco anos de carreira e muita história para contar, este é Carlinhos Felix, um dos primeiros representantes do rock cristão no Brasil, recordista de vendas e que, agora, está na Sony Music para lançar seu décimo sexto trabalho de carreira solo e o vigésimo terceiro de toda a carreira

"Lindo Senhor" traz várias canções inéditas e regravações de canções notáveis de sua carreira e de outros cantores, como a canção "Basta Querer", hit do cantor dos anos 90 pela MK Music. Das regravações, destacam-se "Amor de Deus" do Fruto Sagrado, gravado originalmente em 1995, "Baião Eletrônico" da Banda Azul, de autoria de seu antigo amigo Janires, fundador do Rebanhão em 1987 e o hit "Marca da Promessa" da banda Trazendo a Arca, do álbum homônimo, de 2007. Ainda há a versão que originou a faixa título, original da banda de rock progressivo Leeland.

O álbum foi gravado ao vivo durante o Jesus Vida Verão realizado em janeiro de 2011 e promete ser um dos melhores trabalhos da carreira do cantor.

Confira abaixo nossa entrevista exclusiva.

Carlinhos, você iniciou sua carreira bem jovem, como guitarrista e um dos vocalistas do revolucionário Rebanhão, banda que abriu muitas portas e ideias pra música cristã nacional. Poderia nos dizer quais foram os melhores momentos, as grandes lembranças que você teve durante sua passagem por lá?

Todo tempo no Rebanhão foi maravilhoso, sou fruto desta arvore que nos deu visão de futuro. Sempre tivemos um foco, investir no amanhã, no futuro, nas gerações. Todo tempo foi legal demais e Inesquecível.

Com sua participação foram sete álbuns inéditos, sendo o “Mais Doce que o Mel” e “Princípio” os mais elogiados do Rebanhão. Porém, principalmente com “Mais Doce que o Mel” vocês sofreram uma extrema pressão e críticas por parte de igrejas e líderes. Como era lidar com tudo isso naquela época? Na época do “Princípio”, essa pressão já havia diminuído?

Puxa vida vocês sabem mesmo!?!?!? É verdade, ganhamos muitas pancadas. Com o tempo descobrimos que as pancadas nos beneficiaram e nos ajudaram a expandir o trabalho e a divulgar o Projeto, uma vez que não tínhamos essa mídia poderosa de hoje.

Foi bacana que até desenvolvi uma mensagem. Vencendo e avançando com ajuda das criticas.

É impossível não falar em Rebanhão sem falar em Janires, que é considerado por muitos o pai do gospel nacional. Como você conheceu Janires? Qual é a importância dele para sua vida?

Jajá como chamávamos !!! Era meu amigo de verdade, dava bronca, riamos juntos e chorávamos juntos. Me ensinou a conquistar através da oração. Ele faz muita falta, mas não agüentaria a forma com que a igreja caminha nos dias de hoje.

Seu primeiro trabalho em carreira solo foi o álbum "Coisas da Vida", lançado pela Warner Music em 1991, e este disco trouxe algumas canções até hoje bastante lembradas em sua carreira, como "Pescador". Como surgiu o projeto para gravar um trabalho solo? O pessoal do Rebanhão ajudou ou apoiou a gravação desta obra?

Sim! Éramos e ainda somos muito amigos , o Pedro me ajudou na gravação. Foi muito legal e eu queria muito realizar este sonho. "Coisas da Vida" foi muito especial pra mim. Ele foi muito bem recebido na época pela critica e pelos músicos seculares.

De 1991 até hoje você soma uma quantidade admirável de álbuns que resulta em uma discografia longa, além de uma passagem por várias gravadoras, a maioria gigantes no mercado gospel. De todas as suas obras, quais as que você acredita que sejam as mais marcantes de seu ministério?

Cada uma tem sua peculiaridade, mas “Primeiro amor”, composta por Aurélio é uma marca forte. “Basta querer” é um hit, “Senhor do Universo” é uma oração incansável, “Jesus é amor” nunca é chamada de musica antiga, “Amo você”, fiz pra minha esposa querida, “Nós dois” balou muitos casais e casamentos pelo país. E por aí vai. Não tenho canções antigas, nem sucessos que caíram no esquecimento. Não me vanglorio por isso, mas dou glorias a Deus por essa benção.

Em 2004, você foi homenageado no Troféu Talento. Como foi receber tal premiação dada à grandes nomes da música cristã brasileira?

Naquela época eram mais verdadeiras essas premiações. Lembro-me que chorei, pois não esperava.

Seu trabalho mais recente é o álbum "Lindo Senhor", lançado em dezembro de 2012 pela Sony Music Brasil, e mescla canções inéditas com alguns hits de sucesso. Poderia nos contar como foi produzir este trabalho e a recepção do público acerca dele?

Engraçado que eu o preparei para ser lançado de uma forma muito especial, com toda luta e dificuldades de um independente. Fiz com todo carinho, coloquei as canções que eu gostava, queria muito cantar e ter postadas num álbum. Depois vieram as inéditas que completou legal o projeto. É muito legal saber pelo Mauricio que a música está entre as 14 mais tocadas no Brasil. Quase comprei uma caixa de fogos e estou devendo um jantar especial pra meus filhos e para Adriana por conta desta posição do álbum "Lindo Senhor". Pra muitos cantores isso pode não ser nada, mas eu festejo este presente de Deus e o carinho dos irmãos e da emissoras de rádio do país.

Como um cantor de longa estrada no meio "gospel" nacional, pode ter notado que, a partir do fim dos anos 90 a música congregacional ganhou uma força muito grande, e hoje se destaca por grupos de louvor e adoração, bandas e vários músicos, como Diante do Trono, Fernandinho, David Quinlan, Trazendo a Arca, Livres para Adorar, dentre outros. Como você enxerga esse "boom"?

Acho legal tudo isso. Sempre oramos e trabalhos para que esse tempo chegasse. O difícil não fazer o Boom! É manter o Boom! Esse Boom sempre existiu. Hoje tem mais expressão por causa de toda mudança e abertura da comunicação. Mas vejo Jesus falando, como falou pro jovem Rico: "Alguma coisa te falta".

Quais são as suas influências musicais atuais e as que marcaram sua carreira? Cite 5 discos que você recomenda, seja cristão ou secular.

Minha referência de composição é o Pedro Braconnot (Rebanhão) e gosto do João Alexandre, que é um musico completo, além de Leonardo Gonçalves e Hillsong United.

Também tenho ouvido Betel (USA), Bruno Max e John Mayer.

Acha possível a idéia do Rebanhão se juntar para gravar um DVD, ou então uma coletânea de maiores sucessos da banda pela Sony Music, como a banda Resgate fez, por exemplo?

Acho não. Estivemos juntos dia 25 de janeiro no meu aniversario, que era a festa de 40 anos da vigília de Bento Ribeiro. Foi emocionante. Sempre falamos que só faríamos se fosse uma produção maravilhosa, pois o Rebanhão merece. E o povo que curte também merece. Creio que a Sony faria isso com muita propriedade.

Beijão Pra vcs da Supergospel vamos adorar o "Lindo Senhor". Aproveito para agradecer a Deus por minha família, minha igreja e a Sony Músic por acreditar e mim.

Valeu Mauricio.

Paz.

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