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Entrevista: Jadão Junqueira

Publicada em 21/07/2005
Redação Super Gospel
Quando você saiu da banda Katsbarnea?

Bom, foi no final do mês de março de 2005, logo após retornar de um show em Salvador.

E o que aconteceu neste show em Salvador que fez você querer sair da banda?

Não aconteceu nada de mais. Foi um tremendo show, mas eu já vinha orando e estava querendo mudar um poquinho esse meu lado musical.

Queria estar fazendo coisas que a minha permanência na banda não me possibitariam: tocar com amigos e fazer um som que há muito tempo eu não fazia, como tocar funk, blues e jazz.

Então não houve nenhum motivo especial para sua saída?

Não, foi super na boa. Iinclusive a Gospel Records enviou comunicado sobre a minha saída e nele ela agradecia pelos meus trabalhos realizados. Afinal, foram 14 anos de permanência na banda.

Como foi sua entrada no Katsbarnea, e qual a sua melhor lembrança da banda?

Isso foi uma coisa muito louca que aconteceu. Eu entrei para a Renascer em Cristo no ano de 89, e passei a fazer parte do louvor (fui o primeiro baixista do Renascer Praise). Nessa época, só tinha o Katsbarnea como banda na igreja, e o Apostolo Estevan montou o que seria a segunda banda da igreja, o Troad. Na época o Troad era Rod Mayer, Pitita, Boni, Rosana Abud, Ana Raia e eu (foi quando o Ap. Estevan me deu o apelido Jadão). Por motivos pessoais, estava determinado a sair do Troad.

Era final de 1990, e fui viajar com minha família (minha mãe, meus dois irmãos, na época com 7 anos, e eu) para o interior. Chegando na rodoviária, meus irmãos gritaram: “olha o Simion”! Ele estava com o carro quebrado perto do estacionamento que eu tinha deixado o meu carro, e ele veio falar comigo e me apresentou a um amigo que estava com ele, dizendo que eu era a pessoa mais impossível de se tocar. Eu falei, impossível não, to aí (tinha colocado em meu caderno de orações para o ano que estava chegando, que eu queria tocar com a banda). O Tchu, antigo baixista tinha saído, e eu queria tocar com a banda. Afinal, quem não gostaria, até um funkeiro como eu gostaria de tocar no Kats, mesmo sendo rock. Finalizando, o Simion saiu dali e foi falar para o Ap. Estevan o que a gente conversou.

Quando retornei no dia 1 de Janeiro de 1991, minha tia Débora me falou que o Apóstolo havia ligado para mim. Passei na rádio Imprensa, e fechamos a minha entrada no Kats. Foi muito louco.

A minha ida pra Renascer em Cristo foi muito importante no meu crescimento musical. No espiritual nem se fala.

Você mantém contato com os músicos que fazem parte ou que já passaram pelo Katsbarnea?
Sim claro, inclusive sou amigo de todos os que passaram pela banda: Tomati, Silas Fernandes, Simion, etc.

Ouvimos falar que você estava desenvolvendo um trabalho musical juntamente com Déio Tambasco. Como está este projeto?

Pois é, eu já vinha tocando com o Déio, no trabalho solo dele, daí quando eles souberam que eu tinha saído do Kats (assim como o Déio e Flávio Benes que são dois ex-integrantes do Kats), logo pintou a idéia. Vamos ver o que rola pela frente.

O grande problema são as nossas agendas, o Déio com o Oficina e eu com os compromissos que pintam. Mas a idéia é juntar três amigos e mandar bala ... juntar o rock dos dois com a minha levada funk. Acho que vai rolar legal...

Aproveitando essa fase boa que eu estou passando né?

Fiz em Agosto de 2004 a famosa gastroplastia, que é a redução de estômago. Emagreci 95 kg e estou numa ótima, inclusive quem quiser conferir é só passar no meu flog. Então o som tem tudo pra ficar melhor ainda.

Fora isso, eu tenho um projeto, que não é mais projeto e sim realidade, de estar gravando um cd. A idéia é fazer com músicas conhecidas do público. Introdução e solos por conta do baixo claro. O Lucio da Mundial Records está vendo isso junto comigo. Eu quero ter a participação de amigos com quem toquei em todo esse tempo como Soraya Moraes, Brother Simion, Adriana Nascimento e tantos outros.

Você está tocando em alguma banda atualmente?

Tenho tocado com alguns artistas do gospel. Soraya Moraes, David Fantazini, Déio Tambasco, e se mais alguém convidar estamos lá!

Muitas vezes as pessoas falam: Queria te chamar mas pensei que você não iria aceitar. Pode convidar que dentro das possibilidades eu aceito sim! Hahahaha ...

Como você se define fora dos palcos? O que gosta de fazer quando não esta gravando ou tocando?

Bom, eu gosto muito de estar com minha família. Minha mãe e meus irmãos. Desde pequenos eles são meus companheiros, e agora cresceram e são músicos feras também.

Gosto de receber os amigos em casa e fazer a maior festa. Gosto também de ver e ouvir os amigos. Sempre vou a shows. Ainda mais se tem alguém que de uma forma ou outra eu ajudei. Tenho algumas pessoas que me deixam muito orgulhoso como músico: Robinho Tavares, Eli Junqueira e Dinho Junqueira, meus irmãos e meus “filhos”.

Por causa da cirurgia, aprendi a gostar de caminhar. Moro perto do Parque Villa Lobos e quase todo dia pela manhã eu vou pra lá andar e jogar meu basquete (pelo menos eu tento né?).

Ah, e gosto de me aventurar na cozinha também. E fora tudo isso ainda cuido do nosso negócio, juntamente com meus irmãos, que é a venda de perfumes importados.

Com quais bandas ou cantores você já tocou?

Bom, vamos lá:

Atalaias (minha primeira banda), Benedito Beltrão,Os Arautos, Os Goiabas, Cíntia & Silvia, Décio Montagnani, Sub Solo, Sindicato do Groove, Renato Jaw, Troad, Renascer Praise, Rod Mayer, Patmus, Praise Machine, J.Neto, Brother Simion, Katsbarnea, Phil Driscol, David Quinones, Sam Backer, Jumoke, Soraya Moraes, David Fantazini, etc....

Fora a galera que eu toquei tipo algumas musicas: Oficina G3, no tempo do meu amigo Maradona, Kadoshi durante os cultos da Renascer, Resgate, no lugar do meu amigo Bp. Marcelo, etc...

Musicalmente falando, quais são as suas influências? Que tipo de musica costuma ouvir?

No começo, eu era exclusivamente jazzista. Daí começou a pintar o jazz rock, o funk...

A minha primeira influência foi Abe Laboriel e Arismar do Espírito Santo, que eu vi tocando com César Camargo Mariano, daí foi Stanley Clark, Jacó Pastorius, Marcus Muller e um monte de gente.

Você acha correto que um cristão ouça música secular? Você ouve?

Sim acho sim, inclusive eu ouço bastante. A música secular não pode te dominar, você pode ouvir , tirar, e tocar do modo como você vê e ouve, mas manter uma certa distância, sem deixar ela te influenciar no que não seja bom e agradável a Deus. Se você conseguir isso eu não vejo mal nenhum.

O que você acha do atual cenário gospel brasileiro?

Vem crescendo bastante. Muita gente boa aparecendo. Mas a qualidade no geral está deixando um pouco a desejar. Antigamente, musicalmente falando, os músicos se preparavam melhor. Estudavam e se preocupavam com equipamento. Eu acho que isso foi de uma certa forma deixado de lado.

Como foi para você a saída do Brother Simion do Kats? Como é o seu relacionamento com ele hoje?

O nosso relacionamento hoje é muito bom. Inclusive até já toquei com ele também, mas antes disso a gente se falava por telefone, MSN e quando a gente se encontrava sempre rolava uma festa - Iuhu! hehehe

Antes da saída dele do Kats, ele tava dividido entre a carreira solo dele e a banda. Então ele teve que tomar a decisão. Com a saída dele o Kats voltou a andar novamente, gravou um novo trabalho. Na verdade ele não saiu né, porque a banda continuou a tocar as músicas dele... porque o Kats era o projeto principal de todos os integrantes, não havia divisão.

A entrada de Paulinho Makuko mudou muito as características da banda?

De uma certa forma sim. Eu acho que a maneira de se tocar as composições do Simion e do Ap.Estevan. Foi muito legal na época do acústico. Também, foi só fera tocando. Apesar de mudar o vocalista, era sempre as composições do Simion que estavam sendo cantadas, então....

Como o pessoal pode entrar em contato contigo?

Website: www.jadaojunqueira.cjb.net, MSN: jadaojunqueira@hotmail.com, Flog: www.fotolog.net/jadao e Jadao Junqueira no Orkut.

Deixe um recado para toda a galera que curte o seu trabalho!

É sempre bom encontrar e conversar com a galera que gosta da minha pessoa e do meu trabalho. Muitas pessoas tem a idéia que eu sou bravo, mal encarado etc... Nada disso, quero sempre ter um contato maior com cada amigo que tenho feito por aí, e estou sempre aberto a estar ajudando a todos em todas as horas e todos os momentos. Quero estar passando as bênçãos que Deus tem colocado em minha vida e em meu ministério musical. Isso é muito importante pra mim. Deixar claro que o crescimento da parte musical é muito importante, mas a espiritual é tudo. Mateus 6:33 deixa isso claro pra mim.

Quero deixar um beijo pra minha mãe, que sempre me apoiou e me incentivou desde o principio.

Obrigado a Jadão por ter se prontificado a participar da entrevista e ter participado com tanto carinho, e a Daniel Liron por ajudar enviando perguntas.

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