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Entrevista: Lucas Souza

Publicada em 31/12/2005
Redação Super Gospel
Lucas Souza é um dos que fazem parte da nova safra de ministros de adoração do Brasil. Lançou recentemente seu novo álbum, Caminho de Revolução, mais de um ano e meio depois de Capturado, seu primeiro trabalho. Aqui ele fala ao Supergospel um pouco sobre seu ministério, projetos e visão.

Quem é Lucas Souza?

Gosto de dizer que sou um agente da glória de Jesus na terra. Se ele for visto pelas pessoas ou for identificado em mim, então está tudo bem. Também sou habitante da ilha de Vitória, capital do belíssimo estado do Espírito Santo.

Quais são suas influências musicais?

Basicamente alguns líderes de adoração como Matt Redman, Chris Tomlin e Martim Smith, principalmente, e outros como David Crowder, Tim Hughes e Charlie Hall. Também o som de bandas como Delirious?, U2 e Coldplay. Eu poderia citar muitos outros, mas esses são os mais relevantes atualmente.

Em que se baseia a proposta do álbum Caminho de Revolução, lançado por você recentemente?

É um CD de adoração contemporânea, e consiste em declarar mais uma vez a majestade do Senhor, que ele é, sempre foi e continuará sendo o detentor do nosso louvor. Eu costumo dizer que é um CD completamente vertical, porque se você parar para escutar vai perceber que todas as palavras que dizemos ali são em louvor a Jesus.

Também consiste em proclamar uma revolução de amor e de vida, baseada na palavra de Isaías 61. O Espírito do Senhor está sobre mim e sobre você para apagarmos as trevas do mundo, para sermos uma luz que brilha na escuridão e não apenas nos cultos dominicais. É um chamado para todos que estão mortos na fé. Basicamente a mensagem é: “levante-se e brilhe!”.

Como foi gravar um CD ao vivo, e quais as diferenças entre o CD anterior, que foi gravado em estúdio?

Foi uma grande experiência pra todo mundo. Principalmente porque envolve muita gente trabalhando.

Acho que foi um grande passo de fé pra gente, em vários aspectos, principalmente no financeiro, porque começamos a fazer tudo sem ter dinheiro para nada, e o Senhor providenciou a grana de várias formas, foi muito impressionante. E outra, nós gravamos um CD ao vivo de inéditas! 90% das pessoas que estavam no local simplesmente não conheciam nossas novas canções. O fator que nos ajudou foi que fizemos 2 dias de gravações, e tivemos a primeira noite só para ensinarmos as músicas para as pessoas.

Penso que a grande diferença de gravar ao vivo está na essência da coisa em si. De captar a emoção do momento, de ter a participação do público e de gravar todo mundo ao mesmo tempo, valendo! Apesar de limitar um pouco tecnicamente, porque você não pode usar toda a gama de recursos que existem num estúdio, eu vi que expande muito espiritualmente, porque o CD ganha muita força.

Fiquei muito feliz com o resultado final. Acho que valeram a pena todos os meses de trabalho e acredito que Caminho de Revolução edificará muitas pessoas.

Você considera que houve um amadurecimento musical neste novo cd?

Sem dúvida. Nós ensaiamos e nos preparamos muito para esse projeto. Desde que decidi junto com a banda que o álbum seria ao vivo, nós vimos que precisávamos nos preparar muito para aquelas duas noites. Primeiro porque não teríamos as oportunidades de errar como acontece numa gravação de estúdio, e depois porque sempre primamos por manter a honestidade do nosso trabalho. Nada de overdubs megalomaníacos! Outra coisa que decidimos foi que todos deveriam gravar com metrônomo e não somente o Vinícius (baterista), o que nos forçou a fazer o dobro de ensaios e permitiu que incluíssemos posteriormente alguns loops e efeitos no estúdio. Dessa vez também as canções tinham um corpo mais homogêneo. Havia mais afinidade de estilo e de temática nas canções. Tudo isso ajudou para que houvesse um perceptível amadurecimento de Capturado para cá. Ficamos bem felizes com o resultado.

Quem você hoje considera como referência, se tratando de louvor e adoração no Brasil?

Eu diria que David Quinlan. Foi ouvindo as ministrações e conhecendo a pessoa do David que eu me senti impactado e incentivado a entrar nesse caminho. Posso dizer também o mesmo de outros ministros, como Davi Silva e Ana Paula Valadão.

O que você gosta de fazer no seu tempo livre?

Freqüentar o cinema, principalmente na sessão de meia-noite, ir nadar na praia da Ilha do Boi se o dia for ensolarado, e também jogar tênis e futebol. Coisas normais.

Qual o maior desafio de um músico que se propõe a adorar a Deus através do rock?

Acredito que, independente do estilo musical, o maior desafio seja o de manter-se com as mãos limpas e o coração puro. Muitos têm olhado apenas para as formas e os estilos, e esquecem de olhar para a verdadeira essência da adoração. Isso é um grande desafio, concorda? Num tempo onde o mundo oferece tantas oportunidades aos jovens, milhares deles estão se reunindo e dizendo de volta que o desejo deles é olhar para Jesus. É isso que realmente importa.

É claro que existem algumas dificuldades em relação ao estilo rock em si pelo que foi ensinado à igreja por alguns lideres imaturos, dizendo que “rock é coisa do diabo”. Muitos ficaram aprisionados dentro desse conceito delimitado e religioso de musicalidade cristã.

O que sei é que sirvo ao Deus criador de todas as coisas, dono de uma criatividade incomparável, que capacitou o homem com diversos dons e nos concedeu para livre escolha uma enorme quantidade de estilos musicais para o louvor da Sua Glória.

Você tem algum novo projeto em vista?

Para o ano de 2006 o grande projeto é trabalhar em cima de “Caminho de Revolução”. Eu creio que essa é a mensagem que tenho que proclamar nesse tempo. É claro que já temos outras canções e muitas idéias para novos álbuns, mas não queremos precipitar nada agora.

Quais são as pretensões ministeriais da banda?

Nós sonhamos em ter uma estrutura própria para fazermos nossos eventos pelo Brasil. Uma estrutura de som, luz, transporte, etc, que nos possibilite alcançar mais pessoas e mais cidades, em teatros, ginásios e faculdades, lugares onde as pessoas não têm nenhum preconceito para ir, onde não é levantada a placa de nenhuma denominação, de nenhum movimento X ou Y. Nós sabemos que isso custa muito e das grandes dificuldades envolvidas, mas acreditamos que o nosso Deus é maior que qualquer uma dessas barreiras. No momento nós esperamos nEle.

Quando um trabalho é reconhecido por sua qualidade, é natural que se obtenha sucesso por meio dele. Por outro lado, a arrogância de se tornar famoso também é bastante comum. Qual a sua opinião sobre isso?

Esse tipo de reação ao ser reconhecido por um trabalho mostra qual é o caráter e a motivação da pessoa, e para o que ela veio. Mostra o quanto alguém assim está interessado apenas em promover a sua carreira artística. Eu acredito que o que deve mover um ministro é a disposição em fazer famoso o nome de Jesus, em diminuir para que Ele cresça e seja reconhecido por todos como Soberano. Alguém que se prostra de coração diante do Rei, jamais vai querer atrair para si e usufruir a Glória do seu Senhor.

Deixe um recado para o pessoal do Supergospel, e todos os músicos e cantores que estão começando agora.

Que todos vocês ponham seus olhos em Jesus e vivam para ele. Não percam tempo olhando para os problemas da igreja ou para as dificuldades. Mas, ao contrário, gastem tempo no ventre de criatividade do Senhor, buscando ter identidade e originalidade nas canções, e buscando cada vez mais cantar o que se vive e viver o que se canta. É isso!

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