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Entrevista: Resgate

Publicada em 01/07/2004
Redação Super Gospel
A entrevista foi concedida pelo Bispo Hamilton, guitarrista e vocal da banda.

O novo CD está para ser lançado ainda neste mês. Podem nos falar mais sobre este trabalho? Haverá alguma mudança no estilo musical deste trabalho para os outros lançados pelo Resgate?

O novo cd foi gravado em Novembro de 2003 na cidade de Campinas. A meu ver, não há nenhuma novidade na gravação do cd, temos sim, um acréscimo da energia da banda tocando ao vivo e é claro a participação especial da galera que esteve no show. Vocês vão encontrar versões ao vivo de músicas que ainda não havíamos gravado nesse formato e outras, como Água Viva que foi gravada no Acústico e agora ganha uma roupagem diferente, com guitarras e tudo mais. Não há mudanças no estilo musical do cd, até porque estamos regravando músicas já conhecidas por todos, na verdade, o Resgate caminha por muitas vertentes do Rock’n roll.

Além de serem bispos e músicos, vocês exercem alguma outra ocupação profissional?

Nós quatro e nossas esposas nos dedicamos totalmente ao nosso chamado e isso ocupa nosso tempo por completo. Cada um de nós dirige uma igreja, prega, aconselha e realiza tudo o que é relativo a essa atividade e ainda cuidamos de outros pastores. Cada um de nós cuida em média de 30 igrejas. O único que possui outra atividade paralela é o Bispo Jorge Bruno que é diretor da gravadora Gospel Records.

Hoje, se falando de bandas evangélicas, o Resgate é um das bandas mais antigas que mantém um formação praticamente constante. Vocês diriam que isso ocorre por quê?

O que nos mantem unidos é a visão; e a bíblia nos mostra que um dos instrumentos de vitória para o ministério de alguém é esse, Atos 26:19. Fomos chamados para pregar o evangelho e levar a palavra através da musica. Muitas coisas mudaram nesses anos, mas nosso coração não mudou e creio que esse é o segredo. Do tempo em que tocávamos nas pequenas igrejas e pequenos eventos, sem estrutura nenhuma, sem equipamentos adequados e sendo discriminados até agora, nada mudou em nosso coração, aliás, continuamos tocando em pequenas igrejas e tudo mais.

Qual é o processo para criação de uma música? Quando entra a letra, e quando entra a melodia (os instrumentos, etc)?

Compomos de diversas maneiras. No começo a maioria do repertório era do Zé Bruno, mas com o passar do tempo a banda começou a mudar sua forma de compor. Quando nos encontramos nos ensaios, começamos a tocar, geralmente os riffs de guitarra dão origem as “levadas” e depois as coisas começam a acontecer. Se o processo se inicia assim, então vem a melodia e depois a letra, mas não acontece somente dessa maneira. Às vezes temos a letra, então criamos a melodia e o resultado acontece.

Vocês moram bem longe um do outro. Devido a distância, como são feitas as composições, os ensaios e os shows? Por causa dessa barreira da distância, vocês pensaram alguma vez em desistir da banda?

Eu moro em Recife – Pernambuco, o Marcelo no Rio de Janeiro, o Jorge e o Zé Bruno em São Paulo. Aprendemos a nos adaptar a essa situação. Temos ensaios de composição, depois temos a gravação do material e antes de sairmos em turnê nos reunimos para ensaios gerais. Mas na verdade, não ensaiamos muito, a estrada é uma ótima escola.

Já tivemos um sentimento que a banda não poderia resistir a esse obstáculo, mas depois dos primeiros anos, aprendemos a superar a distância e quando estamos em turnê nos encontramos no lugar do show e a coisa acontece.

O que vocês acham de uma banda evangélica tocando num festival ou show juntamente com bandas seculares? Isso seria uma forma de evangelismo, ou estariam as bandas evangélicas "perdendo o foco"?

Já fizemos isso e não vejo problema pois “luz precisa estar no meio das trevas”. É obvio que não se pode perder o entendimento daquilo que se está fazendo e se vender ao encanto da fama ou coisas do tipo. Já vimos isso por aí e o fim é triste.

Qual é o relacionamento do Resgate com outras bandas ou ministérios?

Muito bom. Sabemos que Deus levanta outros ministérios e outras bandas para pregar o evangelho e respeitamos isso.

Quem pra vocês hoje, no Brasil, é o maior expoente de louvor e adoração? E no exterior?

Temos andado esses anos todos em contato direto com o Apóstolo Estevam e a Bispa Sonia que são os fundadores da Igreja Renascer e também do Renascer Praise. Nesses 10 anos o trabalho do Renascer Praise tem se mostrado ungido e de uma qualidade incomparável. Vejo que muitos grupos de louvor não procuram uma profundidade nas letras e essa marca está em todos os trabalhos do Renascer Praise que tem se mostrado um referencial para o louvor mundial.

Musicalmente falando, quais são as suas influências?

Comecei a tocar guitarra por influência musical de guitarristas de grandes bandas do rock internacional. Todos eles acabaram me influenciando.

Existe uma mudança de estilo musical entre cada CD do Resgate. É como se cada CD fosse uma fase. Qual o motivo disso? O que podemos esperar do Resgate nos próximos anos?

Nós passeamos pelas vertentes do rock. Os primeiros trabalhos não tinham muita identidade, mas depois do Cd On the Rock, amadurecemos e hoje temos um som que é a cara do Resgate. Nos próximos anos nosso som continuará sendo o som do Resgate, muito rock’n roll!!!!!

Qual a melhor forma de vencer a tietagem? É difícil para uma banda tocar para milhares de pessoas, e ainda assim permanecerem humildes? Vocês acreditam que algumas bandas ou ministérios tomaram para si a glória que era de Deus?

Tietagem com o Resgate não existe, colhemos o que plantamos, se fico buscando isso e incentivando as pessoas a criar fã-clube e ter meu pôster no quarto, então darei alimento à carne delas. A relação da banda com aqueles que admiram nosso trabalho é de muito respeito e carinho.

Com certeza muitos têm sido roubados nesse valor, e precisamos lembrar que Deus não divide a Sua Glória com ninguém.

Quando vocês estão descansando ou orando, quais CDs vocês costumam ouvir?

Quando adolescente ouvia muito rock, de diversos estilos, mas só rock. Hoje continuo ouvindo rock.

Para vocês, qual a importância (e responsabilidade) de ser influências para uma geração?

Sabíamos que Deus tinha um plano para nós e hoje temos visto sua concretização, não só através da banda, mas da obra que o Senhor colocou em nossas mãos e isso é muito bom. Em nossos shows, vemos a moçada de 12, 15 anos e isso é ótimo, pois nossa música continua falando com eles. Um homem de Deus sabe discernir seu papel e medir sua influência na vida das pessoas, mas sabe também que tudo vem das mãos de Deus. Ele nos chamou, levantou e continuará nos usando. Vender muitos CDs, fazer grandes shows, viajar pelo mundo tocando pra todos é ótimo, mas o melhor e a nossa verdadeira realização é deixar um legado apostólico para que as vidas sejam transformadas.

Deixe um recado para toda a galera do Superospel, que já estava muito ansiosa por uma entrevista com o Resgate ...

Bem, obrigado pelo espaço e quero registrar nosso carinho com todos que oram por nós e divulgam nosso trabalho. Nosso tempo é pequeno, por isso demoramos um pouco para colocar os projetos em prática, mas vocês podem saber que o RESGATE CONTINUA DE PÉ!!! Abraço a todos do Supergospel, Bispo Hamilton.

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