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Confira nossa conversa com Jorge Bruno e Zé Bruno sobre o novo disco do Resgate para este ano

Publicada em 23/05/2017
Redação Super Gospel

Irmãos, Jorge Bruno e Zé Bruno são duas peças fundamentais no Resgate, banda que, este ano, prepara um disco inédito e completa 28 anos de trajetória. Em entrevista para a equipe do Super Gospel, os músicos falam sobre a produção em família, com as participações de Lucca Bruno, colaborações externas para o projeto e a relação com o ex-integrante Dudu Borges.


SUPER GOSPEL - Em 2015, Zé Bruno disse, em entrevista, que havia possibilidades do Resgate trabalhar novamente com Dudu Borges. E, agora, vocês gravaram no estúdio do Dudu. Houve um "retorno" desta parceria?

Jorge Bruno - Na verdade, não é uma parceria nossa de novo com o Dudu. Nós só gravamos no estúdio dele. Somos muito amigos, a gente andou muito tempo junto, mas o Dudu é um cara muito de produções. Eu acho difícil, assim, a gente conseguir espaço na agenda dele para voltar a trabalhar junto. A nossa amizade continua bacana, tanto é que ele abriu as portas do estúdio pra fazermos algumas coisas lá. Mas, enquanto, acho que é só isso aí.


SUPER GOSPEL - Lucca Bruno, filho do Zé, tem aparecido nas sessões do disco. Quais são as funções técnicas dele e como vocês avaliam a participação de um "filho" nas gravações da banda?

J.B. - O Lucca é produtor musical e tem trabalhado nas coisas do Resgate, como edição, mixagem, no nosso material ao vivo... e é bacana a gente ter alguém da família trabalhando. Só o Zé que briga muito com ele. Mas aí é coisa de pai pra filho, né? Eles tem que se entender (risos).


SUPER GOSPEL - A banda anunciou, por meio das redes sociais, que o novo trabalho trata-se de uma espécie eletroacústico com uma parte ao vivo. Como surgiu essa ideia de gravar o projeto ao vivo antes das sessões de estúdio? 

J. B. - Quase não é Resgate, na verdade. Mas é Resgate. Foi uma doidera nossa, da nossa cabeça, de fazer um disco meio “bipolar”, assim, um pouco acústico, um pouco elétrico. Mas, no fim, nós acabamos abortando essa ideia e nasceu um projeto de parceria com um amigo lá de Anápolis [Goiás] que tem um evento lá chamado Prosa e Canto, e aí surgiu a vontade de gravar lá. Nós falamos: “Vamos fazer, vamos fazer músicas” e acabamos gravando um eletroacústico. Tá legal, daqui a pouco tá por aí. Vocês vão curtir.


SUPER GOSPEL - O Resgate, por muitas vezes, "quebra a lógica" em seus lançamentos. Como em On the Rock (disco pesado e alegre) e o sucessor Resgate (mais leve e de composições mais sérias), em Ainda não É o Último vocês produziram um disco predominantemente alegre e bastante pop. Em Este Lado para Cima, por sua vez, o som ficou mais agressivo e as composições foram predominantemente mais críticas. Nestas composições, de 2012 pra cá, percebe-se certas reflexões até mesmo sobre o tempo e a maturidade humana. Neste novo disco de vocês, existe um teor específico das letras, um conceito, ou algo parecido?

Zé Bruno - Sim, acredito que todos nós passamos por esse processo, não só na arte, mas na vida. A crítica sempre esteve presente em nossas composições. Antes era uma crítica com humor, hoje um pouco mais séria. Fico feliz que alguém tenha percebido isso. Na música gospel, de maneira geral, os ouvintes não atentam muito para a letra, para o que está sendo dito, nem para a linha filosófica ou teológica de cada compositor. É uma pena. Nosso universo musical gospel é uma avalanche de produções, centenas de milhares de lançamentos com o velho "mais do mesmo". Não sei se conseguimos o suficiente, mas como banda tentamos sair dessa pista de autorama, e andar por outros caminhos. Talvez por essa busca em dar respostas cristãs aos temas da vida cotidiana, faça transparecer que procuramos aprender, envelhecemos, amadurecemos, e isso está na nossa música. Quando morrermos, será possível ver a história da evolução do nosso pensamento através das canções. Nesse novo trabalho não será diferente. Não sei se todos que curtem gospel vão gostar, mas na idade em que estamos, isso já não faz a menor diferença (risos). A boca fala do que está cheio o coração. A veia cômica e debochada e a acidez de algumas letras estarão sempre presentes em nossas composições. O Hamilton e o Jorge reclamam (risos). Mas eles pensam da mesma maneira. Nesse novo disco tem um pouco de tudo!


SUPER GOSPEL - Nos primeiros dias das gravações, Zé Bruno chegou a recomendar ao público o novo disco da Tanlan (ACALMANOCAOS). Vocês poderiam destacar algum artista ou banda que vocês tem ouvido muito ultimamente e que talvez foi influência no som deste novo trabalho do Resgate?

Z. B. - Esse é um CD folk, tem muito violão, e sons menos pesados. Tenho ouvido muito Elliot Smith, Sarah Jarosz e First Aid Kit. Curto a sonoridade deles. Uma banda hoje de cabeceira, é Fleet Foxes. O clima e a sonoridade deles são únicos. Já no meio gospel, não tenho ouvido nada, mas gostei do trabalho do Tanlan.

J. B. - Eles são amigos da gente, são bem legais.


SUPER GOSPEL - Uma das canções mais divulgadas nos vídeos gravados da banda é uma composição do cantor Jorge Camargo. De que forma essa música foi "parar" no repertório de vocês?

J. B. - Ele foi na igreja cantar e falou: “Eu tenho uma música que é a cara de vocês”. Aí ele mandou pra gente e ficou lá arquivada, guardada. Quando surgiu a ideia de gravarmos esse material novo, decidimos usar a canção do Jorge Camargo. E aí fizemos. É bem bacana a música. Muito legal.


SUPER GOSPEL - De 2010 pra cá vocês produziram vários discos e fizeram shows como nunca. Como vocês avaliam a 'produtividade' da banda num momento em que vocês estão prestes a completar 30 anos de carreira?

J. B. - A gente é workaholic. De 2010 pra cá nós temos trabalhado bastante porque ficamos muito tempo parados, sem trabalhar muito (risos). Nós temos a facilidade de ter estúdio em casa, então temos produzido bastante coisa. E estamos nos preparando para uma avalanche aí pra celebração dos 30 anos de banda. Vem muita coisa pela frente. Vamos trabalhar. Trabalhar faz bem. Ainda mais agora com esse negócio da aposentadoria só com 65 de idade e 49 de serviço, vamos ter que trabalhar muito ainda antes de aposentar. Nós estamos lascados (risos).



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