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100 melhores álbuns da década de 2010

Década da música digital foi período de álbuns mais melancólicos e existenciais

Redação em 13/12/19 4762 visualizações
100 melhores álbuns da década de 2010

Marcada por uma menor massificação do congregacional e do pentecostal, a década de 2010 foi, sem a menor dúvida, um período de projetos mais versáteis, reflexivos e de tom mais melancólico. No caminho da música mundial, artistas e bandas se alinharam com temáticas de depressão, angústia, inadequação social e também, no contexto da mensagem cristã, a importância da eternidade e o desapego do mundo material. Em termos de mercado, a produção independente nunca esteve tão bem. Apesar disso, nem tudo foram flores: Os anos 2010 revelaram tensões em torno das premiações evangélicas, a profusão das live sessions e a enxurrada de singles pouco planejados, a transição brusca (e traumática) do físico para o digital em comparação a outros segmentos e poucas discussões sobre a arte cristã. Com vocês, a lista dos melhores álbuns da década de 2010 com a curadoria da equipe do Super Gospel.


100. Novamente - Samuel Mizrahy
Sony, 2016

Predominantemente autoral, Novamente é um dos pontos altos (e mais versáteis) da carreira de Samuel Mizrahy.


99. Creio - Diante do Trono
Som Livre, 2012

Creio é o disco mais descaradamente acessível e popular que o Diante do Trono sempre evitou fazer, e por isso foi um dos seus registros mais vibrantes.


98. Maranata - Avivah
MK Music, 2016

Hananiel Eduardo ganhou significativo destaque no cenário congregacional, e o trabalho do Avivah se tornou sua maior marca.


97. Armas de Distração em Massa - Os Oitavos
Independente, 2011

A melancolia do rock noventista e o deslocamento que os integrantes dos Oitavos sentiam do meio evangélico os permitiram fazer algumas das reflexões mais interessantes da década.


96. Acende a Chama - Deco Rodrigues
Independente, 2018

Baixista do Trazendo a Arca, Deco Rodrigues assumiu a linha de frente. O disco trouxe alguns dos melhores elementos de sua banda por seus vocais com a produção musical de Wagner Derek.


95. Prato & Sino - Bruno Branco
Som Livre, 2014

Ainda em parte acústico, Bruno Branco se permitiu produzir um registro de banda despretensioso e variado.


94. Outra Vez - Diante do Trono
Onimusic, 2019

Depois de uma longa sequência de álbuns irregulares, Ana Paula Valadão apostou em um repertório completamente inédito, mas bem reconciliado com o passado, sob a produção do tecladista e ex-integrante Gustavo Soares.


93. Obra Prima - Damares
Sony, 2016

Mais pop que o anterior, Obra Prima é um trabalho consistente de Melk Carvalhêdo com a presença secundária de Rogério Vieira.


92. Na Tua Vontade - Vanilda Bordieri
Musile Records, 2014

Bordieri foi a artista pentecostal mais produtiva da década, e Na Tua Vontade inclui algumas de suas melhores composições nos últimos anos.


91. Raridade - Anderson Freire
MK Music, 2013

Maior hitmaker da década, Anderson Freire deixou marca em Raridade com canções intensas e emocionais que remodelaram o que é pentecostal no Brasil.


90. Reino de Justiça - Nívea Soares
Onimusic, 2016

A crise brasileira foi o contexto de Reino de Justiça. Nívea e Gustavo Soares estiveram bastante maduros. O som orgânico dos álbuns anteriores deu espaço a elementos eletrônicos.


89. Teus Planos - Rafael Araújo
Graça Music, 2010

Um compositor habilidoso, Rafael conseguiu se desvincular da imagem neopentecostal de sua então igreja e fez um bom projeto pop rock ao lado do produtor Emerson Pinheiro.


88. Canto de Sião - Renascer Praise
Universal, 2013

O trabalho de banda capitaneado por nomes como Esdras Gallo, Oseas Silva e Clovis Pinho permite que o congregacional da Renascer vá naturalmente de ritmos baianos até Coldplay.


87. Extraordinário Amor de Deus - Aline Barros
MK Music, 2011

Mais seguro e consistente projeto de Aline Barros desde 2004, Extraordinário Amor de Deus provou que sua parceria com os músicos do Roupa Nova é fundamental.


86. Está Consumado - Stênio Marcius
Independente, 2013

Com a influência de Diego Venâncio, Está Consumado é o disco menos acústico da carreira de Marcius, mas que mantém a qualidade das suas composições.


85. Totalmente Rap, Totalmente Rock - Lito Atalaia
Salluz, 2013

Misturar dois gêneros como rap e rock não é para qualquer um, e a façanha de Lito Atalaia foi, no mínimo, divertida e agradável.


84. Do Outro Lado - David Cerqueira
Independente, 2012

Wagner Derek exerceu uma influência significativa na música de David Cerqueira, que finalmente conseguiu atingir um tom pop rock mais adulto e condizente com o perfil do cantor.


83. O Maior Troféu - Damares
Sony, 2013

Damares é um dos casos mais certeiros de uma artista de massa que não se acomodou com a própria popularidade e amadureceu sua música. O Maior Troféu é o seu melhor álbum.


82. Final Feliz - Deise Jacinto
Independente, 2014

Uma mulher e seu violão se saem bem quando as composições tem profundidade lírica e leveza estética - que é o caso do agradável Final Feliz.


81. As Canções que eu Canto pra Ela - Thalles
Universal, 2015

Falar sobre seus sentimentos e paixões permitiu Thalles sair das pressões e das expectativas religiosas e isso lhe permitiu apresentar um dos melhores álbuns de sua carreira.


80. Labirinto Meu - Quarto Fechado
Independente, 2015

O vocalista Helon Borba sabia bem onde queria chegar com as influências do Kings of Leon, enquanto a produção de Raphael Campos, da Aeroilis, colocou tudo no lugar certo.


79. Doze - Daniela Araújo
Som Livre, 2017

Mais instável do que nunca, Daniela permitiu se deixar levar pelas sugestões de temas abertos do público. Apesar disso, é o seu trabalho mais pessoal e íntimo; nele estão toda a dor, os sonhos, as suas frustrações e a tentativa de recomeçar.


78. Vale das Sombras - Stauros
Independente, 2014

O hiato da Stauros fez bem para a banda, e o retorno com Vale das Sombras foi em grande estilo; o projeto foi o melhor trabalho do grupo desde Seaquake (2000).


77. Boaz Novaz - Lito Atalaia
Sony, 2018

Ao entender a divulgação de boas novas como algo para também cristãos, Lito Atalaia esteve livre para declamar críticas que envolvem evangélicos. Sem apontar culpados externos e, com participações de rappers e intérpretes, fortificou a autocrítica necessária nestes tempos.


76. T E R R A S V A Z I A S - Nooma
Independente, 2017

Com influências do post-rock, a banda Nooma estabelece uma jornada calcada na efemiridade da vida em uma das estreias mais maduras e consistentes do cenário evangélico.


75. Rastros e Trilha - Os Arrais
Sony, 2017

Rastros e Trilha representou um avanço para Os Arrais. O projeto foi musicalmente mais versátil, "Ele É" é uma das grandes músicas do duo e a colaboração de Gladir Cabral alargou os horizontes de Tiago Arrais.


74. Gentes - Gladir Cabral
Independente, 2017

Em termos de conceito, Gentes é um dos trabalhos mais bem pensados da história da música cristã nacional. É um álbum sobre história, paixões e causas mas, sobretudo, é um registro sobre pessoas em suas grandezas e fraquezas.


73. Legado - Brother Simion
Radar Records, 2016

Simion é um dos artistas que mais sabe como surpreender sob uma suposta falta de pretensão. Legado foi seu primeiro trabalho inédito em 12 anos e ficou marcado pela liberdade e suavidade, um ponto de interrogação para uma carreira que raramente ficou na superfície.


72. Faz Mais Uma Vez - Marcus Salles
Sony, 2014

A produção de Faz Mais Uma Vez é mais modesta e direta que registros antecessores de Salles, mas é neste álbum que o cantor foca naquilo que melhor faz em termos de voz e composições.


71. Pra Onde Iremos? - Gabriela Rocha
Sony, 2014

Gabriela foi o nome mais popular do cenário congregacional neste período e, equilibrada pela ousadia da produção de Daniela Araújo, fez o seu melhor álbum, responsável por trazer sua potente voz ao lado de composições de Felipe Valente, Tiago Arrais e Araújo.


70. Pra Me Alegrar - Ludmila Ferber
Som Livre, 2013

Ludmila Ferber passou a vida cantando sobre perdas e, em 2013, elaborou o trabalho que mais lhe representa. Pra Me Alegrar é um álbum sobre uma mulher em pleno deserto, traída e vulnerável, mas que ainda precisa e quer amar.


69. Janela - Alexandre Magnani
Sony, 2016

A paixão de Magnani pela música de John Mayer é bem representada pelo pegada blues pop de suas guitarras em um registro sem medo de ter uma tônica familiar e agradavelmente polida.


68. Sobre o Mesmo Chão - Palavrantiga
Som Livre, 2012

Mais guitarras e menos teclados marcaram um álbum mais sério e político do Palavrantiga, focado em explicitar críticas à guetização da cultura evangélica, enquanto seu tom poético ainda se manteve.


67. Singular - Guilherme Borré
Independente, 2019

Borré não escondeu suas influências do novo movimento. Apesar disso, o álbum do capixaba é muito mais folk do que rock alternativo, mais poético do que crítico, com uma naturalidade típica de um cantor ainda não fortemente explorado pelo show business.


66. Raízes do Céu - Vavá Rodrigues
Independente, 2015

Vavá Rodrigues provou, ainda na década de 80, ser um artista que sabe valorizar a música brasileira, especialmente a típica das terras caipiras de Minas e Goiás. Raízes do Céu é um prato cheio desta habilidade com composições agradáveis.


65. Deus Cuidou de Mim - Sergio Saas
Independente, 2018

Gravado em 2013, em um período difícil na carreira de Saas, Deus Cuidou de Mim foi um dos seus álbuns mais brilhantes em termos de baladas. O crédito também é da produção musical encorpada de William Augusto e Jeziel Assunção.


64. Nível do Céu - Cassiane
MK Music, 2018

Depois dos avanços de Eternamente (2015), Cassiane conseguiu renovar seu som com base em uma premissa mais próxima do pop rock. Nível do Céu foi, também, mais contemplativo e menos comprometido com os estereótipos pentecostais.


63. Confiança - Heloisa Rosa
Onimusic, 2011

Menos suave que o anterior Estante da Vida (2008), Confiança é baseado em composições antigas de Heloisa Rosa, mas a maturidade de suas reflexões sobre a vida e as relações sociais faz pensar que as letras são recentes.


62. Teus Sonhos - Fernandinho
Onimusic, 2012

O auge de Fernandinho foi com Uma Nova História (2009), mas Teus Sonhos transformou o músico em um ícone congregacional de ginásios e estádios e, por consequência, um dos homens mais poderosos do cenário evangélico.


61. Preto no Branco 3 - Preto no Branco
Universal, 2019

Sem Weslei Santos, Clovis Pinho expandiu o lado festivo do Preto no Branco em um ode à cultura negra no Brasil. Tudo isso é ornamentado com uma série de participações especiais, mas Clovis nunca fica ofuscado.


60. O Seu Amor É Tudo - Nádia Santolli
Sony, 2017

O hiato de Santolli não afetou sua musicalidade. Ao lado de Pingo, a cantora manteve a coragem de experimentar em um trabalho relativamente consistente.


59. Lá de Casa - Marcos Almeida
Ciriguela Sound, 2019

Depois de anos revisitando o repertório do Palavrantiga, Marcos Almeida assumiu sua face de artista solo com músicas inéditas. Lá de Casa foi uma obra empolgante, solar, madura e mais pop do que de costume.


58. Recomeçar - Jotta A
Sonata, 2017

Primeiro registro verdadeiramente adulto de Jotta A, Recomeçar também é um álbum mais equilibrado, embora ainda repleto de exageros, mas condensados numa mistura agradável de pop e black da dupla Jeziel Assunção e William Augusto.


57. 360 Graus - Eli Soares
Universal, 2019

Eli é um artista completo, e 360 Graus foi o trabalho que mais valorizou sua imagem de cantor, compositor e produtor musical até agora. Repleto de composições autorais, é um trabalho refinado de banda e também do próprio músico na construção de harmonias.


56. Sonhos de Deus - Rayssa & Ravel
Sony, 2010

Depois de experimentar bastante nos anos 2000, Rayssa & Ravel nunca estiveram tão certeiros do tipo de sertanejo que queriam fazer como foram em Sonhos de Deus.


55. Quero Aprender a Orar - Gerson Borges
Independente, 2014

Mais introspectivo do que nunca, faz da oração e vida cristã fio condutor de um trabalho que passeia entre influências nordestinas, marchinhas, pop e soul.


54. Multiforme - Paulo César Baruk
Salluz, 2010

Com Multiforme, Baruk definiu o que quis ser nos anos seguintes: Um artista sem medo de arriscar, enquanto canta baladas envolventes e certeiras como "O Meu Querer".


53. Um Dia a Mais - Tanlan
Sony, 2012

Tão feliz quanto o primeiro registro, mas com as respostas às perguntas abertas, a Tanlan se afirmou como um dos principais e mais maduros nomes do rock alternativo da década.


52. Mergulhar no Teu Amor - Nova Igreja Music
Sony, 2018

A junção autoral de Bené Gomes, Duda Andrade e Gabriel Mendes se revela na música contemporânea, mas bem contextualizada do pop congregacional da Nova Igreja Music.


51. Casa # Lar - Kivitz
Independente, 2015

Com Casa # Lar, Kivitz realmente encarnou o ideal de rapper profeta, e trouxe pro campo do rap evangélico um tipo de discussão diferente do que era feito no cenário, principalmente pelas fusões de gênero e diferentes instrumentos.


50. Laços - Rafaela Pinho
Novo Tempo, 2015

Com repertório totalmente escrito por seu irmão, Tércio Pinho, Rafaela elevou sua carreira a outro patamar com Laços, um álbum dedicado a aproximar Deus no contexto do cotidiano humano.


49. Avinu Malkenu - Leonardo Gonçalves
Sony, 2010

Quantas vezes um cantor no segmento evangélico permitiu explorar suas raízes? Avinu Malkenu lida diretamente com a ancestralidade judaica de Leonardo Gonçalves e contém as últimas colaborações de Edson Nunes Jr.


48. Venha o Teu Reino - Davi Sacer
Som Livre, 2014

Davi Sacer deixou o Trazendo a Arca depois que a banda se afastou do discurso de prosperidade e, em carreira solo, apenas arriscou outra vertente a partir do bom Venha o Teu Reino. Com uma lírica mais séria, o tecladista Kleyton Martins teve mais espaço para trabalhar.


47. Meu Abrigo - Davi Sacer
Som Livre, 2015

O elo que fortalecia Sacer e Luiz Arcanjo era Ronald Fonseca, o musicista responsável pelas melodias congregacionais mais lembradas da década anterior. Ao lado de Ronald, Davi alcançou o ponto mais alto de sua carreira solo, um trabalho que não tem medo de demonstrar suas pretensões pop.


46. Prelúdio para o Deus-Homem - Stênio Marcius
Independente, 2017

Após as inclusões elétricas promovidas em Está Consumado (2015), Stênio Marcius retornou ao som delicado em um disco tomado pelo protagonismo de seu violão e voz. O registro trabalha muito bem a contradição de tratar, com tamanha intimidade, um ser divino grande que se fez pequeno e próximo de sua criatura.


45. Som e Silêncio - Hélvio Sodré
Sony, 2017

Carregadamente autoral e sustentado sob cordas de violão, Som e Silêncio é um enorme amadurecimento de Hélvio Sodré em linhas de incerteza. A ponte é feita por meio de faixas mais pulsantes, como a empolgante "70x7" e a carro-chefe "Astronauta".


44. Felipe Silveira - Felipe Silveira
Independente, 2011

A grande façanha do filho de João Alexandre é não querer ser uma versão de seu pai, mesmo trabalhando com os mesmos compositores. Assim, sua música centralizou pelos toques de piano e pela poesia que viaja ao som da bossa.


43. Governe! - Pregador Luo
Universal, 2015

Luo ficou pop desde que lançou D´Alma em 2005, e Governe! é o seu trabalho mais tradicional em anos. Mesmo assim, o rapper nunca foi o mesmo (e que bom!). Sua música continuou a demonstrar diferentes influências, desde o funk americano até um lado acústico dramático baseado num humor deprimido. Só quem sabe se governar como Luo consegue ser um grande artista.


42. Destrua o Controle - Militantes
Independente, 2010

Fora do pop punk e mais agressivos, os Militantes seguiram o do-it-yourself e apresentaram o melhor disco da carreira. Com co-produção de Clemente Nascimento, propõe que o individuo seja sujeito ativo, independentemente da ação alheia.


41. Pedra em Carne - Gabriel Iglesias
Sony, 2016

Existe um lado caseiro atípico em Pedra em Carne, e não podia ser de outra forma. As canções do álbum parecem ter sido feitas em uma fazenda distante, perto de uma floresta úmida e, se não fosse por sua temática, dotadas de um tom quase místico.


40. Entre a Fé e a Razão - Trazendo a Arca
Graça Music, 2010

Luiz Arcanjo é um compositor indiscutível e, na presença de Ronald Fonseca, mostrou o seu lado mais poético. Fugindo dos estereótipos que fizeram a banda conhecida e fortemente imitada no meio evangélico, Entre a Fé e a Razão é um congregacional potente de banda sob influências rock.

Ouvir: Entre a Fé e a Razão


39. Uma Festa na Vida da Gente - Edson & Tita
Whatmusic, 2014

O duo Lobo precisa apenas de um disco por década para chamar a atenção. Uma Festa na Vida da Gente mantém a fidelidade dos músicos à bossa-jazz, com participações de músicos conceituados, como Rafael Barata, Paulinho Trompete, Charles Marrot e Idriss Boudrioua.

Ouvir: Alforria


38. Preto no Branco 2 - Preto no Branco
Sony, 2018

Mais forte e entrosado registro da banda até agora, é um registro de grandes baladas sobre o cotidiano valorizadas pela visão widescreen de Weslei Santos equalizada com as excentricidades de Clovis Pinho.

Ouvir: Me Deixe Aqui


37. Outono - Arianne
Onimusic, 2016

Arianne já era notável pelo seu talento vocal, mas Outono foi realmente o primeiro trabalho que fez jus aos seus méritos: com canções contemplativas e bem construídas sob as colaborações de Sergio Cavalieri, o álbum garante a liberdade artística que Arianne não tinha. 

Ouvir: Azul


36. Lugar de Origem - Jeferson Pillar
Novo Tempo, 2016

É quase impossível pensar em cantores cristãos angustiados que cantam sobre suas vidas ultrajantes, mas Jeferson Pillar o fez: entre melodias agradáveis e uma produção limpa, o cantor abriu o coração com declarações diretas e ofegantes.

Ouvir: Cansei de Mim


35. Emanuel - Nívea Soares
Onimusic, 2010

Com suas guitarras vibrantes, Emanuel é uma das melhores referências de congregacional dos últimos anos. Nívea Soares já era uma intérprete impressionante nos anos 2000 e, de lá pra cá, se definiu como um dos nomes femininos mais talentosos de sempre.

Ouvir: Em Ti


34. O Extraordinário em Nós - Paulo Nazareth
Ciriguela Sound, 2018

Em sua estreia pós-Crombie, Paulo Nazareth observou o extraordinário na vida cotidiana e as relações de grandeza, algo que se tornou consideravelmente intenso na capacidade poética demonstrada nos versos do cantor.

Ouvir: Volta


33. Em Cada Canto - Lorena Chaves
Independente, 2016

Um dos discos mais quentes e vibrantes da década, Em Cada Canto é uma vitrine transparente para as composições românticas de Lorena, influenciadas diretamente pela fase mais pop de Rita Lee.

Ouvir: Alma na Gangorra


32. Os Quatro Amores - Gerson Borges
Ciriguela Sound, 2019

Baseado no livro homônimo de C. S. Lewis, Os Quatro Amores foi anunciado desde 2016. Apesar da demora de lançamento, o álbum de Gerson Borges não soou velho. Com o nível de pretensão de clássicos como A Volta do Filho Pródigo (2006) e Nordestinamente (2009), o disco é uma reflexão aprofundada sobre o amor.

Ouvir: Flora, Flor


31. Paz - Heloisa Rosa
Musile Records, 2015

A experiência da maternidade foi catártica para Heloisa; ao mesmo tempo que Paz é o seu disco mais pesado, é também a obra mais introspectiva de toda a sua carreira. Ela é a prova de que a paz pode ser tão precisa em contextos de incerteza.

Ouvir: Aonde For


30. A Beleza do Rei - Stênio Marcius
Independente, 2010

A Beleza do Rei é o disco que definitivamente solidifica o posto de Stênio como um dos grandes poetas e músicos da música cristã nacional e um divisor fundamental para os seus registros posteriores.

Ouvir: A Carta e o Mestre


29. Diálogo Número Um - Estêvão Queiroga
Sony, 2016

Queiroga veio embalado com sua narrativa de vida como uma carta de apresentação. O resultado é leve quando se pode e melancólico quando necessário. A familiaridade típica da jornada do herói é satisfatória e permite que o álbum não cometa graves deslizes.

Ouvir: Mais uma Porta


28. Criador do Mundo - Daniela Araújo
Onimusic, 2014

Há muito mais ousadia de Daniela aqui que em qualquer outro registro de sua carreira. Longe do tom "atemporal" de seu primeiro álbum, a cantora definitivamente se insere como uma artista indie, explorando um lado mais adulto e levemente crítico.

Ouvir: Deus


27. Nada Mais Além - Aeroilis
Independente, 2010

A influência de Keane pesou mais que Travis no som da Aeroilis que, com seu segundo registro, manteve a introspecção lírica do baterista Arvid Auras. Com a voz e as melodias de Raphael Campos, o repertório confessional é um primor quando o assunto é angústia e depressão.

Ouvir: Passos Lentos


26. Sobre Ele - Amanda Rodrigues
Independente, 2015

"Seu Amor" versa, com ganchos pop e reggae, um mundo complicado e o eu lírico que deseja fortalecer sua espiritualidade. Amanda Rodrigues soube, como ninguém, expor intimidade sem se despojar da poesia em Sobre Ele.

Ouvir: Seu Amor


25. nada além de um instrumento - Purples
Independente, 2019

As referências da Purples vão muito além dos grandes nomes do worship, suas letras partem de uma tradição reformada, a produção de Paulo César Baruk deu versatilidade ao som dos músicos e a química dos vocalistas Júlio Cesar Filho e Greyce Conti é inegável.

Ouvir: firmado


24. Pela Fé - Kleber Lucas
MK Music, 2016

Primeiro álbum completamente autoral de Kleber Lucas, é também a primeira vez em tempos que o cantor realmente transpareceu felicidade e bom controle criativo com o seu repertório. Definitivamente, uma obra de recomeços. 

Ouvir: Pra Recomeçar


23. Histórias e Bicicletas - Oficina G3
MK Music, 2013

Sem a virtuose exagerada e cansativa de Depois da Guerra (2008), o Oficina G3 estava pronto para dar um salto sonoro e poético num disco que, tecnicamente, é um dos mais complexos de toda a carreira do grupo paulista.

Ouvir: Água Viva


22. Mais - Os Arrais
Sony, 2013

A vida cristã rumo à Eternidade é como um mar. A paisagem pode soar bela, mas é complexa e tem seus ônus. O indie folk dos irmãos Arrais retratou a imagem com maestria, especialmente por canções como "Rojões".

Ouvir: Rojões


21. Este Lado para Cima - Resgate
Sony, 2012

Um registro de guitarras, Este Lado para Cima carrega as melhores letras de toda a carreira do Resgate e, ao mesmo tempo, uma sonoridade crua que não se ouvia desde On the Rock (1995), um movimento atípico dentro de sua discografia.

Ouvir: Eles Precisam Saber


20. Volume Dois - ternoesaia
Independente, 2017

O conjunto paranaense cresceu rapidamente no segundo álbum. O vaudeville "Laodicéia" é uma das melhores canções da década graças ao entrosamento da cozinha e a doçura vocal de Bruna Santos. Os grandes momentos ainda se aproximam de gêneros de blues e MPB, como o single "Incauto Azul" e a solar "Lâmpada".

Ouvir: Laodicéia


19. 500 - Sola
Independente, 2017

Os 500 anos de Reforma Protestante em outubro de 2017 não foram esquecidos por Guilherme Andrade e Guilherme Iamarino que, com 500, expandiram o território folk já introduzido com Volume 1 (2016). O projeto mergulhou no pensamento de filósofos da fé, como Santo Agostinho, e textos bíblicos, para cumprir o objetivo de apresentar canções de violões engajadas num ideal músico-teológico.

Ouvir: Confissões


18. Tão Perto e eu não Vi - Thiago Grulha
Salluz, 2017

Thiago Grulha teceu suas poesias em uma produção encabeçada pelo cantor Paulo César Baruk. Em suas doze canções, embaladas por gêneros como o pop, folk, e até elementos sutis de soul e jazz, o artista refletiu sobre questões ordinárias e extraordinárias da vida, como forma de conciliar as relações humanas e a relação do homem com Deus.

Ouvir: Pra Eles e Pra Todo Mundo


17. Cabelo Solto - Marcela Taís
Independente, 2011

Marcela Taís cantou sobre a simplicidade e leveza da vida ao som de pop, folk e reggae muito antes do "pop fofo" ganhar espaço no mainstream brasileiro. Sua poesia soou como um alívio para a juventude prestes a ingressar à idade adulta.

Ouvir: Pra Você Sorrir


16. Casa Amarela - Crombie
Independente, 2011

Os fenômenos naturais creditados como autoria divina são retratados a sons percussivos e de cordas. MPB e reggae formam a sonoridade de uma banda que não utiliza-se do rótulo "gospel", mas constrói versos pautados nos princípios do cristianismo.

Ouvir: Sobre o Vento


15. Mais Um Dia - Livres para Adorar
Onimusic, 2011

A música do Livres é trágica e doída até nas canções alegres. Inspirado no suicídio de um amigo de infância, Juliano Son não abriu mão de seu lado mais teatral e sombrio em um rock alternativo barulhento, sujo e grandioso.

Ouvir: Um Lugar para Descansar


14. Esperar É Caminhar - Palavrantiga
Canzion, 2010

A influência garageira dos Strokes saiu do porão de Marcos Almeida e foi direto para as caixas do Palavrantiga com os elementos britânicos do produtor Silva. Além disso, Esperar É Caminhar é a maior vitrine da poesia mineira de seu vocal.

Ouvir: Vem Me Socorrer


13. Feliz Demais - Rayssa & Ravel
Graça Music, 2017

A temática da depressão cobriu o repertório mais sério de toda a carreira de Rayssa & Ravel em uma década de caos e sofrimento, mas com a mesma esperteza dos irmãos cariocas de encarar a tristeza como um processo necessário na trajetória humana. Ademais, foi o álbum evangélico da década que mais soube dialogar – tecnicamente e musicalmente – com o sertanejo pop brasileiro.

Ouvir: Uma Carta pra Deus


12. Reinas em Glória - Álvaro Tito
Sony, 2011

Álvaro Tito retornou com força total e em ótima forma no início dos anos 2010. Mesclando pop, soul, jazz e R&B, Reinas em Glória só mostra que o tempo veio provar que ele é o maior ícone histórico da música negra no cenário evangélico.

Ouvir: Carregando Piano


11. Aurora Me Raiou - Carlinhos Veiga
Independente, 2016

É difícil ouvir Aurora Me Raiou sem ter em mente o som acústico de Carlinhos Veiga. Mas seu lado eletro é igualmente charmoso e maduro. É como um passeio no verão em pleno cerrado acompanhado por amigos.

Ouvir: Aurora Me Raiou


10. ...De Novo - Regina Mota
Unaspress, 2015

Capaz de criar uma atmosfera orgânica com instrumentos básicos, ...De Novo explora o melhor do amadurecimento musical de Regina Mota e seu arranjador Lineu Soares. A temporalidade da vida e do ser humano esboça o caminho das canções.

Ouvir: Saudade


9. No Seu Quintal - Resgate
Sony, 2017

No Seu Quintal conseguiu superar a lacuna de teclados provocada pela saída de Dudu Borges em 2012. Desta vez, a psicodelia e o folk sessentista se encaixam com a sagacidade crítica de seu principal letrista, o vocalista Zé Bruno. A autocrítica da banda incluiu reflexões acerca do que são como cristãos e seres humanos em um cenário contemporâneo tenso.

Ouvir: Lágrimas


8. Graça - Paulo César Baruk
Sony, 2014

Somente Baruk faria um disco de tantos riscos ser bom. Graça vai descaradamente de Janires até John Mayer e tudo bem: As canções em si são potentes, divertidas, quentes e provocantes como poucas nos últimos anos.

Ouvir: Ele Continua Sendo Bom


7. Lado a Lado - Bruno Branco
Independente, 2011

Baseado no amor e simplicidade como fundamentos, o álbum utiliza a linguagem poética, arranjos modestos, andando sobre o folk com influências perfeitamente combinadas do blues e a MPB. A linguagem é menos engessada e distanciada dos clichês evangélicos.

Ouvir: Simples


6. Mahmundi - Mahmundi
Stereomono, 2016

A estreia de Mahmundi manteve os fundamentos dos seus tempos na banda Velho Irlandês: suas canções pop de verão de influência oitentista carregam nostalgia e também uma espiritualidade que pode facilmente passar despercebida para os desatentos. 

Ouvir: Desaguar


5. Em Nome do Vento - Kivitz
Independente, 2018

Em Nome do Vento é um dos maiores momentos nos quais um artista se despiu para falar de suas fragilidades e se justificar na loucura das tensões sociais e políticas da década. Além disso, o álbum não fugiu do tom contestador que o rap constituiu, e ao mesmo tempo não se comprometeu a amaciar egos dentro do templo.

Ouvir: Confissões


4. Tudo que É Bonito de Viver - Jorge Camargo
Independente, 2011

O poeta retornou para falar da poesia, do ato de poetizar e do seu interior poético. Tudo que é Bonito de Viver explora o coração de Jorge Camargo e sua relação com a arte com as participações de Felipe Silveira, Gladir Cabral, João Alexandre e Gerson Borges.

Ouvir: Embelezar


3. Ainda não É o Último - Resgate
Sony, 2010

Apesar de ser uma banda de viés oldschool, o Resgate sempre tentou superar a sua estrutura, especialmente com o tecladista Dudu Borges, que tem a habilidade de explorar Beatles e Queen com a cara do século XXI. Com Ainda não É o Último, a banda nunca foi tão pop, nunca se divertiu tanto, e iniciou um processo lírico mais crítico que determinou esta década como o melhor período de sua carreira.

Ouvir: Vou Me Lembrar


2. Daniela Araújo - Daniela Araújo
Sony, 2011

O projeto de estreia de Daniela Araújo é de um zelo raro na música. As canções são completas por si só, mas toda a cobertura caprichosa que recebem parece elevá-las a um status atemporal. É claramente um registro esforçado, também enriquecido pelas colaborações notáveis de Leonardo Gonçalves e Jorginho Araújo, mas Daniela se sai tão natural e confortável que nem parece suado. Não há excesso de ansiedade ou melancolia, não é solar e nem sombrio, apenas é. Nenhum álbum nesta década conseguiu ser tão adequado quanto Daniela Araújo.

Ouvir: Guia-me


1. princípio e fim - Leonardo Gonçalves
Sony, 2012

princípio e fim foi a melhor possibilidade de arte cristã pop apresentada na década. Leonardo se mostrou um intérprete e produtor mais experiente do que nunca em um registro fincado na eternidade, uma das temáticas mais desafiadoras em termos de música cristã. Musicalmente e com notável influência de Daniela Araújo, o projeto também foi um avanço: popular como "novo", dramático e profundo quando necessário ("tsion", "there"), e também descontraído ("mente e coração"). E, apesar de tantas abordagens, o trabalho mantém o foco e termina da mesma forma intrigante que começa.

Ouvir: sublime


Avaliações

De 100 a 95: ★★★

De 94 a 20: ★★★★☆

De 19 a 3: ★★★★

De 2 e 1: ★★★★★


Confira também nossas listas de outras décadas: Anos 80 | Anos 90 | Anos 2000

Ouças as músicas e saiba mais sobre: Aeroilis / Bruno Branco / Carlinhos Veiga / Daniela Araújo / Diante do Trono / Estêvão Queiroga / Gerson Borges / Heloisa Rosa / Jorge Camargo / Kivitz / Kleber Lucas / Leonardo Gonçalves / Livres para adorar / Marcela Tais / Nívea Soares / Oficina G3 / Os Arrais / Palavrantiga / Paulo César Baruk / Preto no Branco / Purples / Rayssa & Ravel / Resgate / Stênio Marcius / Trazendo a Arca

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