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100 melhores álbuns dos anos 1990

Redação em 28/02/18 9369 visualizações

Os anos 90 deram seguimento a sinais que o meio evangélico evidenciava desde a segunda metade da década de 1980. Os selos fonográficos ganharam maior pluraridade, as emissoras de rádio evangélicas se expandiam, e a musicalidade de vários artistas e bandas novas se afloravam. Assim surgiu o chamado movimento gospel, encabeçado pela estratégia comercial de Estevam Hernandes, responsável pela Gospel Records, em trazer vários destes nomes com um novo rótulo chamado "gospel". É claro que, após isso, o movimento ganhou forma com outros agentes, produtores musicais, festivais de música e decisões estratégicas. Entre os frutos e decepções de tantas mudanças, a década viu discos que, até hoje, são referenciais em música cristã. Por isso, o Super Gospel apresenta sua lista de 100 melhores álbuns dos anos 1990.


100. O Poder da Fé Vol. 2 - Nelson Ned

99. Revelação - Metal Nobre

98. Enquanto É Dia - Rebanhão

97. Muito Especial - Elaine de Jesus

96. Depois do Sol - Hágios

95. Atitude e Solidariedade - Vários artistas

94. Em Ritmo de Louvor e Adoração - Kadoshi

93. Presente de Deus - Cristina Mel

92. Brasis do Brasil - Expresso Luz

91. Mundo Colorido - Rayssa & Ravel

90. Corações Gratos - Voices

89. Para Sempre - Cassiane

88. Águas - Troad

87. Proteção - RM6

86. Tira-me do Vale - Eyshila

85. Sonhos - Fernanda Brum

84. Começo, Meio e Fim - Rose Nascimento

83. Paz - Maurílio Santos

82. Tudo Posso - Marquinhos Gomes

81. Amigos para Sempre - Integração Jr.

80. Lágrimas de um Fiel - Mara Lima

79. Final Feliz - Armando Filho

78. Efésios 6-12 - DJ Alpiste

77. Noites e Momentos - Sérgio Lopes

76. Alta Voz - Kades Singers

75. A Revolução - Catedral

74. Eterno Amor - Denise Cerqueira

73. Corsário do Rei - Livre Arbítrio

72. Criação - Louvor, Art e Cia

71. Coisas que Você Precisa Ouvir - Amaury Fontenele

70. Nada É Tão Novo, Nada É Tão Velho - Oficina G3

69. Autoridade e Poder - Marcos Góes

68. Estações do Amor - Guilherme Kerr Neto e João Alexandre

67. Volume I - Templo Soul

66. Ele Virá - Robson Nascimento & Just Sing Choir

65. Cristo Guerreia por Mim - Álvaro Tito

64. Levantarei Minha Casa - Comunidade Evangélica de Nilópolis

63. Razão pra Viver - Nascimento e Silva

62. Compromisso - Kadoshi

61. Diga Não - Raízes

60. Silêncio Aflito - Shirley Carvalhaes

59. O Sentido da Vida - Stauros

58. Razão pra Viver - Melissa

57. Lágrima no Olhar - Altos Louvores

56. O Verdadeiro Amor - Ludmila Ferber

55. 25 Anos - Edison e Telma

54. Novo Amanhecer - Cristiane Carvalho

53. Renascer Praise Vol. 1 - Renascer Praise

52. Humanidade - Rara

51. Meu Universo - Novo Som

50. Filho do Homem - Koinonya

49. O que a Gente Faz Fala Muito Mais do que Só Falar - Fruto Sagrado

48. Promessa - Marco Aurélio

47. Mais que Vencedor - Ozéias de Paula

46. Oh, Glória! - Mattos Nascimento

45. Sem Compromisso - Alessandra Samadello

44. Catedral III - Catedral

43. O Espelho - Voz da Verdade

42. Tem Coisas que a Gente não Esquece - Cristina Mel

41. Momentos Vol. 1 - Marina de Oliveira


40. Tempo de Adoração - Comunidade Vila da Penha
MK Music, 1994

A chamada Comunidade Zona Sul se destacaria ao chamado movimento das comunidades dos anos 90. Tempo de Adoração sintetiza, claramente a tudo o que seria feito pelo resto da década, incluindo “Consagração" e "Louvor a Rei”, duas das mais belas canções cristãs deste período.

Para ouvir: Consagração, Louvor ao Rei e Isaías 60


39. Não É o Fim - Novo Som
Independente, 1999

Não é o Fim é o melhor trabalho do Novo Som. O pop oitentista chega aqui ao seu ápice, com um repertório sólido, escrito, em grande parte por Lenilton, um dos melhores letristas que o meio cristão já conheceu.

Para ouvir: Por um Mundo Melhor, Bandido ou Herói e Não É o Fim


38. Simplesmente João - João Alexandre
Gospel Records, 1991

Primeiro disco totalmente – e simplesmente de João, é um de seus trabalhos mais acessíveis e pops. A obra mostra um olhar mais positivo do cantor, com canções verticais, reflexivas, e trazendo algumas regravações, com a colaboração de Pedro Braconnot.

Para ouvir: Pra Cima Brasil, Coração e Essência de Deus


37. Partiu do Alto - Edson e Tita
Gospel Records, 1990

Edson e Tita já evidenciaram um tom inovador para o cenário evangélico no registro de bossa Novidade de Vida (1982). Quase dez anos depois, Partiu do Alto seguia o nível de sofisticação do anterior, com os arranjos bem elaborados do duo.

Para ouvir: Eu Quero ir pra Lá, Somos Um, Partiu do Alto


36. Asas - Brother Simion
Gospel Records, 1998

Uma espécie de transição dos elementos acústicos dos discos anteriores com as inclusões elétricas que se fariam mais presentes no vanguardista Na Virada do Milênio (2000), Asas é um projeto muito versátil e representa bem o que Simion é na história da música cristã. (análise)

Para ouvir: SOS Terra, Asas e Tempestade


35. Primeiro Amor - Shirley Carvalhaes
Nancel Music, 1994

Mesmo já tendo vinte anos de carreira, foi com Primeiro Amor que Shirley Carvalhaes se firmou no cenário musical. Com produção de Tuca Nascimento, se destacou pela a música “Faraó ou Deus?”, cujo som misturava referências da música árabe com forró, elementos que passariam a ser constante nos discos do gênero, a partir de então. Como resultado, a faixa, tratada nas igrejas mais conservadoras como ‘música para dançar’, se tornou um hit inquestionável, elevando a carreira de Shirley e toda a música pentecostal a outro patamar.

Para ouvir: Faraó ou Deus, Deus Proverá e Espada Cortante


34. Momentos Vol. 2 - Marina de Oliveira
MK Music, 1995

Um dos projetos mais superproduzidos da década, Momentos Vol. 2 é levemente superior ao seu antecessor, mas apoiado nas mesmas bases instrumentais de bandas inteiras. É nesta obra que produtores experientes como Pedro Braconnot, Jairinho, Ernani Maldonado e Natan Brito se uniram para fornecer o ecletismo da música de Marina.

Para ouvir: Não Desista do Seu Sonho, O Consolador e Celebrate the Lord


33. Brother - Brother Simion
Gospel Records, 1992

Em meio a obras cada vez mais superproduzidas no início dos anos 90, Brother Simion quebrou a lógica fazendo um disco quase todo em voz e violão. Humor, introspecção e suavidade são características fundidas nesta produção básica de Rick Bonadio.

Para ouvir: Contato, Grito de Alerta e Brota


32. Meu Clamor - Denise Cerqueira
Line Records, 1998

Denise Cerqueira entrou para a história quando, em 1998, lançou o icônico álbum Meu Clamor. Com um time estrelado de compositores e produção impecável de Alcimar Rangel e Pedro Braconnot, o disco rendeu a artista três troféus Talento em 1999. A trágica e precoce morte de Denise em 15 de novembro de 1999, vitimada em um acidente de carro no auge da carreira, imortalizou definitivamente a voz da intérprete e colocou “Jerusalém e Eu”, composição de Josué Teodoro e carro-chefe da obra, em lugar de destaque dentre as grandes músicas nacionais.

Para ouvir: Jerusalém e Eu, Não Haverá Calvário Outra Vez e Por Amor


31. Deus Cuida de Mim - Kleber Lucas
MK Music, 1999

É inegável a importância que a música "Deus Cuida de Mim", a faixa-título, possui na música cristã nacional até hoje. O grande hit da carreira de Kleber Lucas é, na verdade, uma das canções de um repertório muito bem equilibrado. Destaca-se, por exemplo, a versão "O Espírito do Senhor", a introdução elétrica e explosiva de "Vimos Adorar" e a introspectiva "Andar com Deus". O clássico "Jeová É O Teu Cavaleiro" fecha o registro que conta, também, com mais faixas. São quinze canções que trazem a mesma dedicação congregacional exposta nos registros anteriores, mas com um Kleber mais centrado. (análise)

Para ouvir: Eis-me Aqui, Eu Preciso de Você e Deus Cuida de Mim


30. Tributo ao Deus de Amor - Renascer Praise
Gospel Records, 1998

Gravado no Palácio das convenções no Anhembi, o quinto trabalho do Renascer Praise seguiu as tendências que o tornaria conhecido pelo Brasil: grandes corais, produção musical pomposa e arranjos de Esdras Galo. Três elementos, que juntos, deram certo.

Para ouvir: Deus É Fiel, Esperança e Plano Melhor


29. Nascer de Novo - Rayssa & Ravel
Som e Louvores, 1994

Várias duplas sertanejas existiram antes de Rayssa & Ravel. A diferença é que eles uniram um repertório sólido a elementos sonoros e líricos os quais não se dissociavam tanto do cenário dito "secular". Por isso, Nascer de Novo é um legítimo álbum sertanejo da década de 1990, sustentado pela produção musical e arranjos de Melk Carvalhêdo. A maioria das composições são assinadas pela dupla, algumas juntamente com Wanderly Macedo. Outro grande diferencial do disco é a participação da Orquestra Sinfônica de Campinas.

Para ouvir: Nascer de Novo, Sabe e O Amor


28. Sem Limites - Aline Barros
Grape Vine, 1995

O grande mérito da estreia de Aline Barros foi contar com a produção musical e arranjos de Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, membros do Roupa Nova. Assumindo um caráter totalmente pop, a produção explora canções horizontais ("Sem Limites") e até faixas que apostam no congregacional, como é o caso de "Para Sempre Te Adorarei", assinada por Alda Célia, até então integrante do Koinonya.

Para ouvir: Sou Feliz, Para Sempre Te Adorarei e Deus do Impossível


27. Louvor Rural Vol. 1 - Elizeu Gomes
MK Music, 1997

No final da década de 1990, Elizeu Gomes já era um hitmaker nato do cenário evangélico, mas sua obra ainda não trazia um disco diferente de tudo o que se via no meio. Com Louvor Rural Vol. 1, o intérprete e compositor aborda histórias evangélicas regadas a muito humor e uma ótica bastante particular do território brasileiro.

Para ouvir: Eta Butina!, O Crente e a Onça e Pistoleiro que Gostava dos Irmãos


26. O Amor É a Resposta - Alessandra Samadello
ABBO, 1996

O grande mérito do quarto trabalho de Alessandra é de ultrapassar limites musicais dentro da própria tradição musical adventista. Influenciando até o contemporâneo Leonardo Gonçalves, O Amor é a Resposta aposta em sonoridades mais introspectivas, melancólicas e contemporâneas, sempre regadas a vibrantes e viscerais registros vocais, do estilo que só Alessandra Samadello poderia fazer.

Para ouvir: O Amor É a Resposta, Tesouro Real e Eu Verei


25. Tempos de Celebração - Adhemar de Campos
Independente, 1993

Após a Comunidade da Graça, Adhemar trouxe toda a temática congregacional para sua carreira solo, mas, diferentemente de todos, agregando gêneros musicais ‘incomuns’ para o repertório das igrejas, além das excelentes canções “Tributo a Iehovah”, “Fonte de Água Viva” e “Bem Supremo”.

Para ouvir: Fonte de Água Viva, Tributo a Iehovah e Nova Criação


24. Pra Falar de Amor - Banda & Voz
Line Records, 1992

Banda & Voz foi, de fato, o primeiro grupo a ter fielmente um repertório muito eclético e variado, passeando pela black music, soul, ska, envolvendo tudo em ganchos pop. Tudo isso amadureceu em Pra Falar de Amor, em que, especialmente, o timbre de Natan Brito se destaca junto ao groove da guitarra de Marcos Brito e baixo de Beno César.

Para ouvir: Bem ou Mal, Pra Falar de Amor e Alma Cansada


23. Sem Palavras - Cassiane
MK Music, 1996

À altura do campeonato, Cassiane gozava de uma longa carreira. Mas Sem Palavras deu um recomeço à sua trajetória, por ser um registro muito superior à todos os seus trabalhos antecessores. As melodias são essencialmente pops e a produção de Jairinho dava seus primeiros sinais de amadurecimento. Mas o que ganha é o repertório. "Imagine" é um dos maiores clássicos evangélicos dos anos 1990.

Para ouvir: Imagine, Minha Morada e Sem Palavras


22. O Sétimo - Sérgio Lopes
Line Records, 1997

Com produção musical de Pedro Braconnot, O Sétimo conta com o estilo de Sérgio desenvolvido no Altos Louvores, e se destaca por sua temática judaica – distribuída em parte do repertório, projeto gráfico e fotografias. Além do mais, contém uma das canções mais importantes da época, “O Lamento de Israel”. (análise)

Para ouvir: A Dor de Lázaro, Quando eu Chorar e O Lamento de Israel


21. Conteúdo - Grupo Logos
Line Records, 1996

O Logos, desde o início da carreira, sempre flertou com temas reflexivos e musicalidade primorosa, sob a capacidade criativa de Paulo Cezar. Em Conteúdo, nada é diferente. Mas o projeto aprofunda reflexões acerca do próprio crescimento do chamado "movimento gospel" e sua perca de controle, a qual pouco ainda se observava na época.

Para ouvir: O Evangelho, Conteúdo e Servos


20. Coração Valente - Voz da Verdade
Independente, 1997

Ao longo da sua carreira, o Voz da Verdade sempre variou aos extremos, seja nas escolhas ecléticas musicais ou no grotesco mal gosto na escolha de temas e rimas de seus versos. O caso de Coração Valente é predominantemente nos aspectos mais positivos da banda e de Carlos A. Moysés, seu principal compositor. É o maior clássico da carreira da banda. A fusão de orquestras, guitarras wah-wah, baixo funkeado, bateria pulsante, piano e teclado resultam num registro que é pretensioso do início ao fim.

Para ouvir: Sou um Milagre, Coração Valente e A Carta


19. Chuva de Felicidade - Rayssa & Ravel
Grape Vine, 1996

Nascer de Novo (1994) pode até ser, talvez, o disco mais conhecido na carreira de Rayssa & Ravel. Mas o melhor trabalho dos irmãos é, de longe, Chuva de Felicidade. Novamente abraçados pela produção musical de Melk Carvalhêdo, foi gravado no estúdio Mosh e avança tecnicamente e também musicalmente. O disco soma um amontoado de clássicos como "Chuva de Felicidade"; "Canção do Caminhoneiro", com influências de Milionário & José Rico ainda faz uma divertida referência ao hit parade de 1994; "Voltei" apresenta referências à Zezé di Camargo & Luciano com propriedade; a latina "Eu não Sei"; "Hei" e a grandiosa "Sabe Filho" – a mais marcante do álbum. Se existe um trabalho fundamental e de extrema referência no sertanejo evangélico, este projeto de 1996 ganha o título. (análise)

Para ouvir: Chuva de Felicidade, Canção do Caminhoneiro e Sabe Filho


18. Na Contramão do Sistema - Fruto Sagrado
Gospel Records, 1993

A química entre Marcão, Bênlio e Flávio era inegável. Assegurados como um trio, produziram Na Contramão do Sistema, um disco rápido, menos agressivo se comparado às bandas da época, mas que não escapa as doses de ironia por parte do vocalista. Afinal, "Lobo Mau" é uma das canções mais divertidas de crítica à falsos pastores, e até "Jimmy", uma música antirracista, trata o tema de forma inédita no meio evangélico.

Para ouvir: Brasil, Jimmy e Lobo Mau


17. Está Consumado - Catedral
Pioneira Evangélica, 1993

O mais importante álbum duplo da história da música cristã, Está Consumado, juntamente ao antecessor Volume III, faz uma ponte entre o Catedral, antes pertencente ao underground, e o que seria o grupo mais notório dos anos 90 e um dos expoentes do movimento gospel – com influências descaradas de The Smiths, comumente associado ao Legião Urbana. O trabalho, no geral, é um pop rock com o baixo funky de Júlio e riffs de guitarra inconfundíveis de Cezar. Vale destacar o clássico “Galhos Secos” e a letra de “Carpe Diem”, uma das músicas mais brilhantes do grupo, inspirada em pensamentos de Friedrich Nietzsche e José Ângelo Galarga.

Para ouvir: Carpe Diem, Uma Tarde de Outono e Galhos Secos


16. Coisas da Vida - Carlinhos Felix
Warner Music Brasil, 1991

Se alguém perguntar o porquê Carlinhos Felix foi o artista masculino de maior sucesso na década de 1990, Coisas da Vida é uma boa resposta. Prestes a sair do Rebanhão, o cantor apostou em um projeto essencialmente pop (embora versátil), que consegue fazer um panorama tanto do estilo de composição do cantor – envolvido em temáticas sociais, ambientais e cristãs – bem como trazer fortes músicas de outros compositores. É o caso de "Coisas da Vida" (Ed Wilson) e o clássico da música cristã "Senhor do Universo" (Lucas Ribeiro).

Para ouvir: Pescador, Clima e Senhor do Universo


15. Pra Cima Brasil! - Milad
Independente, 1990

Com a ausência de João Alexandre, e o cenário de caos econômico e social brasileiro, o Milad trouxe o disco mais politizado de sua carreira. Isso causou o despojo de grande parte de seu complexo som, adotando moldes pop, mas seguindo-se forte em seus discursos, como na clássica “Brasil” e na regional “Meu Candidato”. Também traz canções de uma das bandas mais influentes da época na região nordeste, chamada Artecristã, como “Os Sonhos Evaporam” e “Algo Está Errado”, além de apresentar “Navio Negreiro”, de Gladir Cabral..

Para ouvir: Brasil, Hoje eu Tenho Mais e Navio Negreiro


14. Exaltado - Diante do Trono
Independente, 1999

O movimento das comunidades perdia a sua força conforme a popularidade do Diante do Trono crescia. A banda, com os registros Exaltado (1999), Águas Purificadoras (2000) e Preciso de Ti (2001), redefiniu a música congregacional brasileira com as influências fortes do então Hillsong Music Australia: Orquestra de cordas e metais, pianos e violão enriquecem dois clássicos presentes na obra: "Quero Ser" e "Exaltado em Santidade". (análise)

Para ouvir: Vem, Quero Ser e Exaltado em Santidade


13. Palavras - Lauriete
Praise Records, 1999

O que diferencia Palavras de seu "primo" Com Muito Louvor (1999) está justamente nas interpretações de Lauriete e um aspecto mais intimista das composições. A cantora é a melhor de sua categoria no cenário pentecostal, e com uma voz vigorosa e intensa, consegue passar com muita tranquilidade entre canções mais pesadas – como "Glorifica" – até o carro-chefe "Palavras", que é uma das canções pentecostais mais importantes da década.

Para ouvir: Espírito de Deus, Palavras e Louvor (Salmos 134)


12. Com Muito Louvor - Cassiane
MK Music, 1999

A música pentecostal, até o trabalho de Jairinho em Com Muito Louvor e Palavras, ambos do mesmo ano, sempre foi cercada de produções de pouca qualidade. O músico, por sua vez, não subestimou o gênero e hoje o que se conhece por pentecostal – nada mais que um power pop à brasileira – é recheado de arranjos de cordas, vocais de apoio marcantes e temas horizontais. Só que Com Muito Louvor vai muito além disso e se rende a faixas grooveadas ("Tudo Novo") e até uma composição congregacional de Edson Feitosa ("Oferta Agradável a Ti"). É o melhor registro de Cassiane. (análise)

Para ouvir: Com Muito Louvor, Oferta Agradável a Ti e Tudo Novo


11. Katsbarnea - Katsbarnea
Independente, 1990

Muito groove, funk e uma mistura de ritmos definem o primeiro trabalho em vinil do Katsbarnea, capitaneado pela efervescente mente de Brother Simion. O vocalista, que assina quase todas as canções, traz temáticas acerca do arrebatamento ("Extra", "Apocalipse Now") e toda uma linguagem hippie baseada em suas origens e viagens.

Para ouvir: Extra, Apocalipse Now e Viagem da Oração


10. Indiferença - Oficina G3
Gospel Records, 1996

Quando o grupo se desfez de suas referências explícitas ao Stryper, sob produção de Paulo Anhaia, a Oficina G3 gerou seu melhor trabalho. Quente e solta, a voz de Luciano Manga, cada vez mais poderosa, chega ao ápice junto ao peso das composições do guitarrista Juninho Afram. Elétrico, o disco se complementa aos teclados de Jean Carllos, ao agressivo baixo de Duca Tambasco e as baquetas de Walter Lopes em canções como “Espelhos Mágicos”. Ao mesmo tempo, o registro se rende a baladas fascinantes, como “Magia Alguma” e “Novos Céus”. Em “Glória Inst.”, Afram mostrou o porquê é o maior guitarrista que a música cristã nacional já conheceu. (análise)

Para ouvir: Magia Alguma, Glória Inst. e Espelhos Mágicos


9. Pé na Estrada - Rebanhão
Gospel Records, 1991

Último disco com o trio Carlinhos, Paulo e Pedro, Pé na Estrada é uma "despedida" de uma das maiores bandas cristãs de seu período. Comparado aos anteriores, o álbum aposta em elementos do rock experimental, com um trabalho mais apurado das guitarras de Felix e a força crescente de Braconnot na parte criativa da banda. Se não fosse por "Nzile Nzulu", o disco seria forte candidato a ser o melhor trabalho da carreira do Rebanhão. (análise)

Para ouvir: Fé, Criação e Elo Perdido


8. Intimidade - Jorge Camargo
Independente, 1999

Uma produção de Jorge Camargo, Nelson Bomilcar e Marquito Cavalcante, é um dos registros mais agradáveis de música popular brasileira cristã, em que Jorge se estabelece como cantor e compositor. A combinação de canções acústicas e eletrônicas, somadas a temas diversos, gerou uma das obras-primas do nicho.

Para ouvir: Adorador, Intimidade e Angola


7. 3 - Complexo J
Independente / MK Music, 1991

Contextualização cristã ao cenário político nacional sempre foi uma bandeira abraçada pela maioria das bandas de rock evangélicas, mas poucos alcançariam tanto o discurso social quanto autocrítico com o segmento evangélico quanto o Complexo J. "Sábado Quente" é uma canção icônica para os anos 1990, ao apontar a superproteção protestante, em uma mistura bem desenvolvida de hard rock e rock progressivo. As baladas "Eu Quero Bem Mais" e "Mais que um Sonho" complementam um dos registros mais impecáveis da época. (análise)

Para ouvir: Sábado Quente, Choro da Natureza, Eu Quero Bem Mais


6. Resgate - Resgate
Gospel Records, 1997

Beatles sempre foi banda de cabeceira do Resgate, mas só foi em 1997 que as influências britânicas no som do grupo se fizeram mais presentes – o mesmo revival ocorria, na década, com o britpop. As melodias são mais maduras e sérias que no registro anterior, ao passo que as composições passam pelo mesmo caminho. Zé Bruno conseguiu falar de seus aspectos mais introspectivos ("Em Todo o Lugar"), como falar de temas fundamentais do sacrifício de Jesus ("Terceiro Dia"). E o timbre de bateria de Jorge Bruno nunca soou tão bem no cancioneiro do grupo. (análise)

Para ouvir: Liberdade, E Daí? e Em Todo o Lugar


5. Dê Carinho - Cristina Mel
MK Music, 1996

Cristina Mel foi a intérprete mais importante da música cristã nos anos 1990, e Dê Carinho a registra em pleno voo, alcançando o seu ápice, dividindo seu repertório entre vários gêneros musicais. A obra trata do amor, em sua amplitude, versando, por exemplo, sobre amizades (“Ao Amigo Distante”) e o favor de Cristo (“Mestre”). Essencialmente pop, com produção musical de Cristina, e arranjos instrumentais de Karam e Natan Brito, foi também lançado numa edição em espanhol.

Para ouvir: Pela Graça e Pela Lei, Ao Amigo Distante e Mestre


4. On the Rock - Resgate
Gospel Records, 1995

Paulo Anhaia elevou o nível do Resgate em seu terceiro registro em comparação a Novos Rumos (1993). On the Rock capturou todo o potencial de humor autodepreciativo da música do quarteto, e ascendeu as guitarras de Zé Bruno e Hamilton, com riffs poderosos de hard rock. Um dos trabalhos mais importantes e sólidos do rock cristão nacional durante a segunda metade dos anos 90, o disco combina temáticas obscuras, como a depressão ("5:50 AM"), solidão e morte ("Vida", "Abrir os Olhos") com a mais peculiar sátira, cuja habilidade o quarteto é especialista. (análise)

Para ouvir: 5:50 AM, Solidão e Palavras


3. Voz e Violão - João Alexandre
VPC Produções, 1996

Em 1996, João Alexandre deu voz e cordas à canções diversas, o que inclui seu próprio material solo e canções dos Vencedores por Cristo. Sucessos de uma das maiores bandas cristãs de sempre, como "Louco" e "Nas Estrelas", recebem atualizações revigorantes. E até canções já do próprio repertório de João, como "Olhos nos Espelho" (gravada originalmente no Milad) e "Canção da Alvorada" tem performances que, embora possam não ser definitivas, são ótimas alternativas ao material elétrico original. É um disco, apesar de extremamente técnico, perfeitamente acessível – uma fórmula que, em projetos posteriores, se mostra marca registrada do músico.

Para ouvir: Louco, Você Pode Ter e Canção da Alvorada


2. Armagedom - Katsbarnea
Gospel Records, 1995

Brother Simion é um dos sujeitos mais excêntricos da história da música cristã, e provou suas capacidades em Armagedom, último disco com sua participação no Katsbarnea. Ao lado de Jadão e Déio Tambasco, o músico enveredou-se em elementos de rock experimental, hard rock e ska em um repertório apocalíptico. Armagedom é ultraexperimental: Ao mesmo tempo que é composto de canções doces como "Gênesis" e "Palavras Simples", dá cartadas agressivas em "Crack - Atos 4:11" e "Armagedom". As misturas dos dois extremos são encontradas em toda parte, e criam uma atmosfera intrigante de uma banda que, sob produção musical de Paulo Anhaia, era capaz de fazer qualquer coisa. (análise)

Para ouvir: Invasão, Gênesis e Do Céu


1. Princípio - Rebanhão
Gospel Records, 1990

Rebanhão já era o principal elemento de uma revolução musical, lírica e estética que tomou o cenário evangélico na década de 1980 com clássicos como Mais Doce que o Mel (1981), Luz do Mundo (1983) e Novo Dia (1988). Em 1990, com uma década de experiência, Carlinhos Felix, Pedro Braconnot e Paulo Marotta deram, com Princípio, um start no chamado movimento gospel. O disco mesclou pop e rock com uma eficiência rara no segmento evangélico, e combinou as críticas sociais de Pedro ("Palácios", "Arsenal") e de Paulo ("Muro de Pedra") aos hits suaves e agradáveis de Carlinhos ("Selo do Perdão", "Ele Te Ouve"). O resultado é um álbum profundamente contemporâneo em suas críticas de um mundo pós-guerra frustrado, contextualmente cristão no discurso de salvação, e agradavelmente melódico em seus elementos instrumentais. Princípio foi o molde de uma geração de músicos pelo país. (análise)

Para ouvir: Palácios, Muro de Pedra e Metrô


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