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Análise

CD 3
(Complexo J)

Tiago Abreu em 26/06/2017
Para o Super Gospel
3

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Faixas:
1. Ressuscitou
2. Sábado Quente
3. Mais que um Sonho
4. Choro da Natureza
5. Eu Quero Bem Mais
6. Yom Kippur
7. Com Jesus
8. Consciência Limpa
9. Abra Seus Olhos
Poucos artistas e bandas entre a década de 1980 e o início da década de 1990 eram corajosos o bastante para produzir canções que iam além do discurso "evangelístico" e também questionassem o status quo e os tabus do cenário evangélico da época. Com o álbum 3, lançado em 1991, o Complexo J definitivamente entrava com poder nesse seleto hall.

Possuído por um hard rock e rock progressivo bem amalgamados, 3 acerta mais que seus anteriores – Solidão e Arte Final – na produção musical e arranjos. Apesar do disco não possuir um ponto fixo em sua sonoridade, evolui em termos de pretensão. Os teclados e sintetizadores de José Carlos são espetaculares. Eles podem soar simplistas e básicos e, ao mesmo tempo, musculosos, como em Abra Seus Olhos, que mistura crise existencial e a esperança na eternidade.

A banda não tem mensagens positivas o tempo todo, é verdade. Mas para um cenário nacional da época de devastação ambiental e crises econômicas galopantes, o discurso do Complexo J é completo e afiado em qualquer território. Choro da Natureza, uma das belas baladas do registro, combina os vocais de Liza Zagzalia, voz mais brilhante de toda a banda, e a poesia nos versos de agonia.

De baladas, o disco ainda traz Eu Quero Bem Mais e Mais que um Sonho. Esta última, em destaque, faz uma referência aos Beatles, fonte da qual parte da musicalidade do grupo bebe. O Pink Floyd, ainda, se faz presente em Consciência Limpa, que é o único ponto baixo lírico do álbum, por seus versos um tanto quanto triunfalistas.

Toda a cozinha da banda, formada por José, Martinho Luthero, Murilo Braga e Hélio Zagzalia funciona bem. O instrumental Yom Kippur e a surpreendente Ressuscitou são claros exemplos disso. Apesar da influência de grupos da década de 1960 e 1970, a produção é moderna e não carrega o tom datado dos primeiros álbuns hard de bandas da época como Oficina G3.

Essa combinação de ideias prolíficas com arranjos complexos é melhor vista em Sábado Quente, uma das obras-primas de toda a década de 1990. Ela enfoca, em seu discurso, uma crítica contundente (e atual) aos templos evangélicos: "Fazemos parte da instituição que a tudo condena pra se proteger". E apesar de ser incisiva, definitivamente contagia pela suas harmonias vocais e sua pegada pesada, mas dançante.

3, mais do que um dos melhores registros evangélicos de todos os tempos, é um universo de possibilidades de uma década geralmente encarada mais por suas iniciativas mercadológicas que artísticas, e traz o Complexo J mais impressionante e forte do que nunca. Ao mesmo tempo, a banda mostra que as canções eram tão orgânicas que, apesar da seriedade de temas e concepção artística, são totalmente harmoniosas e espontâneas. E esta combinação, geralmente, é encontrada nos melhores discos de rock.

Nota: ★★★★★


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