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Em entrevista, Alexandre Magnani fala sobre o álbum Janela e carreira musical

Redação em 14/09/16 1271 visualizações

Imagem: Caio Gimenes

Com os álbuns Não Mais Eu (2013) e, principalmente, Janela (2016), Alexandre Magnani trouxe sua voz em pé de igualdade com seus riffs de guitarra. Paulista, o músico também ficou conhecido pela parceria que desempenhou com Paulo César Baruk. Agora, em carreira solo, o artista tem feito novos caminhos junto ao público. Em entrevista ao Super Gospel, Magnani fala sobre sua carreira e seu novo trabalho, distribuído pela Sony Music Brasil.


Como você conheceu o Baruk?

Conheci o Baruk quando ele foi cantar na igreja em que eu trabalhava como ministro de louvor, em 2009. Daí em diante continuamos uma amizade, porém de longe! Comecei a gravar meu primeiro disco, "Não Mais Eu" em 2011 e convidei o Baruk pra participar na canção "Tua Presença" e foi bem legal ter ele junto do meu primeiro projeto e durante isso a gente foi se aproximando mais. No final de 2013 eu havia entendido que meu ministério local na Igreja Batista em Perdizes estava no fim e numa conversa com o Alexandre Mariano (na época guitarrista da Banda Salluz) mencionei isso a ele e, em seguida, o Ale também havia me dito que deixaria a Banda Salluz pra seguir o ministério pastoral. O Ale disse que iria me indicar pra assumir as guitarras da banda no lugar dele e eu achei aquilo incrível e impossível ao mesmo tempo! (risos) Isso porque eu não era um músico de estrada e muito menos conhecido! Deu-se início a um processo com o Baruk (que durou meses) até que eu assumisse as guitarras da banda em abril de 2014. Sempre tive uma grande admiração e respeito pelo Baruk, conhecendo ele de perto só fez com que isso aumentasse, o que na maioria da vezes acontece ao contrário quando conhecemos alguém de perto, né?! (risos)

Durante meu tempo de Banda Salluz escrevi meu disco novo o "Janela" e o Baruk foi meu maior incentivador, tanto pra compor, quanto pra pensar em um disco que tivesse minha cara e tudo mais. 

No primeiro trimestre deste ano deixei a banda e agora sigo minha caminhada no itinerante, mas volta e meia estou junto com o Baruk, seja pra trocar ideia, comer algo ou até mesmo pra pedir a opinião dele em relação a alguma ideia que tive e tudo mais! Fico sempre alugando ele! (risos)


Entre seu primeiro disco, Não Mais Eu, e Janela, em quais pontos, como músico, você acredita que evoluiu?

A diferença de um trabalho e outro é grande. Acredito que isso seja um processo natural. A nível estético, o Janela tem muito mais guitarra e o som é mais orgânico.

Outra questão é no estilo de composição. O primeiro álbum vem com músicas mais congregacionais, já o Janela vem com mais histórias, poesia e figura de linguagem. Em suma, são dois trabalhos com propostas diferentes.


As faixas do álbum deixam a impressão de que uma narrativa é estabelecida. É isso mesmo?

Isso mesmo! A questão da figura de linguagem está muito presente na primeira música. É como o famoso "overture", que é resumo de tudo o que vai acontecer no disco. Quando falo sobre "Janela" estou falando sobre os olhos - janela da alma - e Jesus disse que se nossos olhos forem bons todo nosso corpo será luz. 

Abrir a janela é uma escolha, todos tem janela, mas nem todos querem abrí-la. Quando escolho abrir, escolho viver, daí entra a "Um dia de Cada Vez" - sem pressa, sem ansiedade, sem perder o que de fato interessa. É um convite a deixar a ansiedade de lado, buscar o novo e deixar com que Deus haja sobre as nossas vidas.

Na música "Olhar" (última faixa do disco) eu concluo essa ideia. Abra a janela, veja diferente, se relacione, a vida é bem melhor se a gente não "tá" só.


Você disse que este trabalho é uma forma de mostrar que a sua voz e a guitarra, de certa forma, andam lado a lado. Vários músicos tem essa "pegada". Quais artistas você gosta de ouvir? Algum, em especial, te influenciou no aprendizado/estilo de guitarra?

Sim, certamente. Ouço música desde pequeno, influenciado pelo meu pai que inclusive me ensinou os primeiros acordes na guitarra. Ouvi muita coisa e, na maioria das vezes, cantores guitarristas. Jimi Hendrix foi o primeiro, depois Steve Ray Vaughan, BB King, Eric Clapton e David Gilmour.

Sempre curti todos esses, mas não conseguia colocar muita coisa em prática, até conhecer o trabalho do John Mayer, que abriu minha mente e através daí vi possibilidades de juntar um som "roots" com uma música moderna. 

Depois do John Mayer comecei a ouvir alguns guitarristas do country como Keith Urban! Atualmente tenho escutado muito um outro cantor/guitarrista chamado Jeff Buckley, que tem um lindo disco chamado Grace! Há muito tempo que não ouvia algo que me intrigasse tanto! (risos). Uma pena que ele não tenha vivido tempo o suficiente para lançar mais álbuns.


O seu álbum teve as participações de Marcela Taís e Baruk. Como se deu essa parceria com a Marcela e como foi chamar o Baruk de novo pra gravar contigo?

Conheci a Marcela durante a minha caminhada na Banda Salluz. Durante o processo de produção do CD Graça, o Baruk me deu o privilégio de fazer o arranjo da música "Ele Continua Sendo Bom", música que a Marcela gravou participação. Ali a gente se conheceu, em 2014 durante o lançamento do CD! Ela curtiu demais o arranjo e o som de guitarra! Quando comecei a produzir o Janela e fui pensar em nomes para participações, o da Marcela veio logo em minha mente. Quando escrevi a música "Um dia de Cada Vez" (em parceria com o também amigo Jorge Caetano) - logo pensei: "essa é a música pra Marcela cantar!" Acabou que deu muito certo!

A participação do Baruk na música "Eu sei" foi uma consequência! Ele não só participou cantando, mas também compondo, sugerindo idéias nos meus arranjos e tantas outras coisas que falávamos entre uma viagem e outra da Banda Salluz! O Baruk foi parte importante pra que essa janela fosse aberta! (risos)


Você assinou com a Sony e seu disco esteve na lista dos mais vendidos no iTunes. Como você avalia a recepção do seu trabalho com o público?

Sim, foi uma daquelas surpresas boas da vida! Não esperava nem de longe ficar entre os 10 no trends do itunes, quanto mais entre os três mais vendidos da semana. Creio que isso seja fruto de um trabalho bem pensado, feito com carinho e dedicação.

Ter a Sony como selo é, para mim, como um certificado de qualidade. Estou no início da minha caminhada, reconheço isso e tenho consciência. Espero que esteja no início de uma história linda, de música boa e de zêlo pela palavra de Deus expressada através da minha arte.

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