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Ouvimos o disco de canções românticas do Thalles - As canções que eu canto pra ela. Confira nossos comentários

Tiago Abreu em 29/06/15 3736 visualizações
Independentemente de Thalles ter deixado de ser unanimidade desde que, nos últimos anos, tem-se envolvido em diversas polêmicas, algumas delas por culpa e irresponsabilidade, é inegável que, como músico e intérprete, o artista é dotado de grande talento. Mesmo após o forçado Sejam Cheios do Espírito Santo e seu subsequente, mas moderado IDE, o cantor vem muito bem com um disco de românticas, As Canções que eu Canto pra Ela.

Uma das questões mais desagradáveis no meio cristão é a pieguice da maioria das canções românticas, que, de forma clichê e desgastante, se resumem, em maioria, a dizer versos como “Deus me deu você / Deus nos uniu / Te amo, foi Deus que...” e por aí vai. Em contrapartida, Thalles chega com um disco expressivo, comedido, não forçado, e com poesias encantadoras, o que soa incrível para um músico que já cansou a muitos por conta de canções muito agitadas.

Sonoramente, o disco é bastante eclético e com arranjos criativos. Com melodias, em maiorias seguidas pelo piano e órgão hammond, a sonoridade, em algumas faixas, é coberta suavemente por instrumentos como o acordeom, apresentando influências da música tipicamente brasileira. Em alguns trechos, há momentos pop rock, e também de blues. Todas estas variações são executadas com competência, com uma banda formada por músicos como Robson Tavares (baixo), Carlos Bala (bateria), Thalles (guitarras e violões) e Paulo Calasans (piano, órgão hammond e teclado). Todo o processo de gravação ainda foi supervisionado, mixado e editado por Jordan Macedo.

Outro destaque acerca do disco é a sua consistência sonora, que não se perde mesmo com faixas heterogêneas. De faixas suaves no início, o cantor segue gradativamente por faixas mais dançantes, no típico estilo com tendências black que o artista costuma fazer. Para um meio que anda meio démodé, a música romântica de Thalles dá um tom de vitalidade e criatividade. Não há a menor dúvida de que é um dos melhores álbuns de 2015 e apenas reafirma que Thalles tem mais habilidade em compor canções mais românticas, livres, fora de temáticas muito próximas ao contexto de louvor comunitário. Aos que já desistiram do artista, deve ser ouvido sem preconceitos. Os fãs mais ortodoxos podem torcer o nariz, mas a qualidade do trabalho é evidente.
As Canções que eu Canto pra Ela

(CD) 01/15


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Tiago Abreu

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), escreveu para o Super Gospel entre 2011 a 2019. É autor de várias resenhas críticas, artigos, notícias e entrevistas publicadas no portal, incluindo temas de atualidade e historiografia musical.


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