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Ouvimos o disco mais recente de Eli Soares - Memórias. Confira nosso review

Tiago Abreu em 24/04/17 2632 visualizações
Discos de covers no cenário evangélico são somente comuns quando relativos à canções de hinários. Mas, para tributo de artistas e seus repertórios, a música cristã nacional não possui longo histórico. E, nisso, Memórias, de Eli Soares, é um trabalho que garante certo grau de novidade.

Em seu novo trabalho, Eli mostra as suas influências e o que, de certa forma, lhe constituiu como músico e intérprete. Concentradas em registros das décadas de 1980, 1990 e 2000, as canções apresentam artistas e bandas de relevância histórica em roupagens intimistas.

O repertório de Memórias é, além de tudo, uma homenagem aos músicos que trouxeram certa veia black ao cenário evangélico. É logo na introdutória Não Posso Te Deixar, regravação da canção de Kleber Lucas (2003), conduzida em piano e voz, que se percebe o teor de proximidade exercida por Soares com as músicas escolhidas para a obra.

Como um trabalho de banda, vale destacar a influência Motown no soul Louvemos ao Senhor, versão conhecida na voz de Adhemar de Campos, a riqueza dos arranjos vocais, dirigidos por Eli, em Tu Vives Entre os Querubins (Sóstenes Mendes) e toda a construção melódica de Portas Abertas (Paulo Cezar), principalmente pelos riffs de baixo de Junior Braguinha e os teclados de Marcus Abjaud.

É impossível não notar a influência de Adhemar de Campos em Eli Soares: das doze canções, três tem ligação com o músico. Ele É Exaltado, Tributo a Iehovah (Eu Sou Grato) e a já citada Louvemos ao Senhor estão entre os momentos mais interessantes do trabalho. Em segundo nível, está o Koinonya, com duas composições de Bené Gomes: Ao Único (que peca pela repetição) e Maravilhoso És.

Além de canções mais ousadas, o novo disco de Soares é um trabalho de baladas. O álbum também apresenta faixas com roupagens menos surpreendentes. No entanto, é notável que nenhuma roupagem se descaracteriza do estilo de Eli, enquanto nenhuma música se desliga completamente dos seus artistas originais. Cenas, em voz e violão, encerra o trabalho da melhor forma possível, comprovando que Memórias é o registro mais completo e forte da discografia do cantor.

Nota: ★★★★☆
Memórias

(CD) 01/17


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Tiago Abreu

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), escreveu para o Super Gospel entre 2011 a 2019. É autor de várias resenhas críticas, artigos, notícias e entrevistas publicadas no portal, incluindo temas de atualidade e historiografia musical.


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