Análises

Ouvimos o novo trabalho de Paulo César Baruk e Leandro Rodrigues - Piano e Voz, Amigos e Pertences 2. Confira o review

Tiago Abreu em 25/05/17 6777 visualizações
Desde que lançou Piano e Voz... Amigos e Pertences em 2009, a parceria entre Paulo César Baruk e o pianista Leandro Rodrigues atingiu patamares de reconhecimento do grande público. O entrosamento entre os músicos e a escolha inteligente de repertório, agora, se repete em Piano e Voz, Amigos e Pertences 2, lançado pela Musile.

A gravação, desta vez ao vivo, contribuiu para o clima intimista que o álbum anterior promoveu. O público sempre complementa a execução do repertório e nunca se excede. Grande parte do mérito se deve a Baruk que, como intérprete, consegue ter seus ouvintes na palma da mão.

Leandro Rodrigues, ao dividir a função de produtor/arranjador, entrega performances minimalistas, suaves, como o clima da gravação pede. Em certos momentos, como Palácios (Rebanhão), há a espera de um arranjo pomposo e grandioso. A quebra de expectativas, logo em seguida, se justifica com uma consistência rítmica e indica que o pianista escolheu o melhor caminho.

Nesse caminho leve e sossegado, o álbum concentra bons momentos, como Calmo, Sereno e Tranquilo (Grupo Elo) e a inédita Primeira Oração, que conta com um arranjo de cordas assinado por Rodrigues. Em outras faixas, como Quebrantado, é o experiente Alexandre Malaquias que toma a responsabilidade pelo arranjo de cordas.

O repertório, na maior parte do tempo, é um tributo à canções de vários artistas e bandas das décadas de 1970, 1980 e 1990. A escolha é primorosa. Deus, Somente Deus (Vencedores por Cristo) e Deixa Tudo (Rara) são conduzidas por uma interpretação apaixonada de Baruk e Não Tenhas Sobre Ti (Milad) se fortalece pela musicalidade com o discurso divino de sua letra.

O álbum até aposta em rocks que podem ser considerados clássicos. Além de Rebanhão, Baruk e Rodrigues apresentam Deus Eterno (Oficina G3) e Todo Som (Resgate), canções já leves no repertório das bandas paulistas, com roupagens contagiantes, especialmente nesta última, que apresenta uma maior dinâmica com o público. O single Tua Forte Mão (Dell Cordeiro) é a canção mais elétrica do disco, mas não se desprende do conceito geral.

As participações especiais de Paulo Cezar em Ao Sentir (Grupo Elo) e Situações (Grupo Logos) impressionam. Os duetos entre o cantor, juntamente com Paulo César Baruk, variam entre a delicadeza e uma impostação mais rígida. Laura Souguellis, intérprete da faixa-bônus, se mantém como de costume em outras produções, com vocais disciplinados.

Na despedida da parceria entre Paulo César Baruk e Leandro Rodrigues, com a cobertura de Junior Sanchez (bateria), Denis Silva (baixo) e Everson Menezes (violão), os músicos provam que a amizade foi um dos componentes fundamentais para uma parceria que durou mais de uma década e, agora, é celebrada em Piano e Voz, Amigos e Pertences 2, um dos melhores lançamentos do ano.

Nota: ★★★★
Piano e Voz, Amigos e Pertences 2

(CD) 01/17


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Tiago Abreu

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), escreveu para o Super Gospel entre 2011 a 2019. É autor de várias resenhas críticas, artigos, notícias e entrevistas publicadas no portal, incluindo temas de atualidade e historiografia musical.


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