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Relembramos o primeiro trabalho do Fruto Sagrado, lançado há 25 anos - Fruto Sagrado

Redação em 11/08/16 1514 visualizações
A banda Fruto Sagrado surgiu através dos devocionais com amigos da UMP, uma organização de jovens da Igreja Presbiteriana em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Sua primeira formação contou com Marco Antônio Afonso (também conhecido como Marcão) na voz e no contrabaixo, Bênlio César Magalhães Bussinguer na guitarra, Marcos Valério no teclado e nos vocais e Flávio Amorim na bateria e nos vocais. Ensaiaram seu primeiro repertório desde 1988 até 1991.

O tema se desenvolve em nove faixas, sendo que três foram compostas por Marcão, Bênlio e Flávio, quatro são de Marcão e Valério, e duas são de Bênlio. O objetivo deste trabalho representa o discurso da banda que perdurou por quase 30 anos, denunciando a hipocrisia humana, a corrupção na política e no meio religioso e social, relacionamento do homem com Deus, amor ao próximo, luta contra o racismo e, mesmo assim, de vez em quando passeia em baladas românticas.

O repertório inicia com Base Forte, cuja introdução é marcante e densa com os teclados e os riffs marcantes de guitarra executados por Bênlio. Alusões à engenharia e arquitetura, área da qual o músico se formou, é utilizada no último verso e no refrão. Os solos de guitarra de Wagner também são criativos.

Na mesma pegada da faixa anterior, Pra Acordar é uma crítica contra a falta de ética do povo brasileiro e fala sobre a necessidade de um relacionamento concreto do homem com Deus (retratado no final da letra). A música se encerra com um jam entre Wagner e Bênlio nos solos de guitarra.

A balada Guerra Interior prossegue (porém, de forma mais profunda) no tema do relacionamento humano com Deus, e nos chama para pedir ajuda do alto. Inicia-se com baixo e voz do Marcão acompanhado dos teclados de Valério, e as guitarras clean do Wagner fazem a base para os solos distorcidos de Bênlio.

Em contrapartida, a faixa-título é um hard rock alegre, e trata sobre a felicidade do cristão por viver com Deus em plena comunhão. A melodia relembra um pouco de Stryper, uma banda cristã norte-americana. Na transição de uma música para outra, Bênlio se destaca com seu talento nos teclados e na guitarra solo com interpretação de Fantasma da Ópera, e o final desse solo chama a banda de volta a pegada hard rock das duas primeiras faixas em Vazios de coração, que versa sobre as guerras entre o capitalismo e o socialismo.

Sem Definição versa sobre o desmatamento das florestas e extinção dos animais, e a letra casou com a bela harmonia entre voz e piano. Na mesma pegada, O Tempo vai Cessar versa sobre a volta de Jesus. Você está pronto para o arrebatamento?

Em seguida, entoamos a balada Nunca Mais, uma letra evangelística que chama o drogado para ser liberto pelo sangue de Cristo.

E o repertório termina com Não Me Deixará. Versa sobre as aflições do cristão em sua jornada e nos encoraja a viver tendo Cristo como Senhor de nossas vidas. Mais uma vez as guitarras de Wagner fazem diferença. Destaque para a bateria bate-estaca de Flávio, o baixo e o vocal concreto de Marcão e os teclados de Bênlio.

O primeiro trabalho do Fruto Sagrado foi o marco inicial para a banda. Após as gravações, Marcos Valério se retira da banda por problemas com a religião, e Paulo de Barcellos assume as guitarras da banda após o lançamento do LP. Foi relançado no formato CD, em 1999, pela gravadora Salmus Produções.
Fruto Sagrado

(CD) 01/91


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