Análises

Relembramos um dos discos clássicos de Oficina G3 - Nada É Tão Novo, Nada É Tão Velho. Confira o nosso review

Redação em 27/04/17 1664 visualizações
Três anos após a gravação do primeiro álbum ao vivo gravado no Dama Shock, em outubro de 1990, a banda Oficina G3 volta às paradas de sucesso com o álbum Nada é tão novo, nada é tão velho.

Quase todas as músicas são assinadas pelo guitarrista José Afram Júnior, sendo que algumas foram compostas em parceria com os demais integrantes. O álbum possui uma influência clara da banda americana de glam metal Stryper. Na época, o grupo buscava evoluir, sem precisar se apoiar em bandas pop, como Catedral e Rebanhão.

A produção do trabalho ficou a cargo de Rick Bonadio, que também produziu alguns trabalhos de grandes nomes do rock nacional. Mais que vencedores e Razão dão uma pegada mais heavy com solos de guitarra marcantes, riffs bem elaborados e a bateria do Waltão trazendo um peso para as músicas. Vale a pena destacar a última faixa do álbum, Perfeita União, que possui uma letra impactante, e conta também com Marcos Pereira no violão, e a participação de Márcio Woody no teclado.

Um destaque especial para este trabalho é uma música onde eles contam uma história, assim como fazem algumas bandas de rock: Catedral tem "Pedro Zé, Nordestino", Fruto Sagrado tem "Jimmy", Legião Urbana tem “Faroeste Caboclo” e Titãs tem “Marvin”. Sendo assim, a banda Oficina G3 não podia ficar pra trás com a faixa 4 deste álbum, Valéria.

A versão em CD (lançada em 1994) possui regravações originais do álbum Ao Vivo (1990). A versão em estúdio de Naves Imperiais conta com Manga nos vocais principais e a participação de Duca Tambasco no contrabaixo. Cante também ganhou uma versão mais heavy, com um solo marcante do Juninho no final. Viver por fé e Parar e pensar seguiram o arranjo original, mas com guitarras mais distorcidas e com Waltão nos vocais, fechando o trabalho com a faixa 12 do CD.

A mixagem e a masterização ficaram razoáveis, mas essenciais para colocar o primeiro trabalho do conjunto como melhor álbum de rock. Mais tarde, Oficina G3 alcançou notoriedade com o seu terceiro trabalho da discografia, Indiferença.

E assim a Oficina G3 renasceu, graças ao líder do conjunto, Juninho Afram, que juntamente à Luciano Manga dão um ar de originalidade nas interpretações. O hard rock simples, mas característico faz o álbum, em sua maior parte, valer a pena. Nada é tão novo, Nada é tão velho reinicia uma história de 30 anos do conjunto. Vale a pena ouvir o álbum todo, sem parar.
Nada é tão novo, nada é tão velho

(CD) 01/93


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