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Série sobre a história dos grandes hinos da música cristã - parte 4 - A mensagem da cruz

Jonatha Cardoso em 13/09/11 12121 visualizações
Prosseguindo com nossa série sobre as grandes canções, hoje conheceremos a história de um hino maravilhoso – e com uma essência maravilhosa. Falo de A mensagem da cruz, também chamada pelos batistas de “A cruz, emblema de amor” ou simplesmente de “A cruz”.

O autor

George Bernard

George Bernard nasceu na cidade de Youngstown, em Ohio, nos Estados Unidos, no dia 4 de fevereiro de 1873, filho de pai que trabalhava como mineiro. Ainda criança, George se mudou para o estado de Iowa – primeiro para Albia, depois para Lucas.

Aos dez anos de idade, George se converte. Desde criança teve o desejo de se tornar um evangelista cristão – algo que foi difícil, visto que desde os dezesseis anos já era o responsável para sua mãe e suas quatro irmãs, isto porque seu pai morrera pouco tempo antes. Foi difícil para ele, que até a própria educação teve de cuidar.

Alguns anos após, ele e sua família mudam-se para o Illinois, Lá ele se casa e fixa residência. Também ele passa a trabalhar ativamente no famoso movimento cristão “Exército da Salvação”. Depois de um tempo, decidem sair do projeto e ingressam na Igreja Metodista Episcopal. Paralelo a isso, durante quase vinte anos trabalharam com um projeto de evangelização por todos os Estados Unidos e Canadá. Durante esse período, nosso caro muda-se novamente, agora para Michigan.

No final de sua vida, já reconhecido pelos seus mais de trezentos hinos, ele se retira para a cidade de Reed City, até morrer, aos 85 anos de idade, em 10 de outubro de 1958. Até hoje essa última cidade possui um museu em sua homenagem.

O hino

Por volta de 1912, quando George já vivia em Michigan, ele voltava de série de conferências evangelísticas, em Michigan e em Nova York. Nesse momento ele começa a passar por algumas provações. Isso faz com que ele comece a fazer um estudo sobre a cruz, no contexto do plano de Deus para a salvação. Nisso, ele lê um texto de Paulo, em Filipenses 3.10, falando sobre seus sofrimentos.

Isso foi o suficiente para que ele sentisse um desejo em escrever um hino sobre o tema. O mais interessante disso é que o hino não foi escrito de uma só vez, mas aos poucos. Isso por que sempre havia a necessidade de interromper o trabalho para fazer os trabalhos evangelísticos. Essa situação proporcionou a George ter uma visão mais profunda da cruz e seu significado.

O hino já estava quase pronto, mas faltava o “gran finale”. Para tanto, foi à igreja de um amigo, o Reverendo Bostwick, para participar de uma série de cultos de avivamento. Isso foi mais que o suficiente para ele pudesse concluir o hino, que fora tão cuidadosamente elaborado. No dia 7 de junho de 1913, ele apresentou o hino em uma conferência, em Pokagon, por um coral de cinco vozes e violão.

Foi publicada em 1915, sendo bastante difundida por duas pessoas: Homer Rodeheaver – que inclusive comprou os direitos da canção por $500, e por Virginia Asher, que foi a primeira a gravar a canção, seis anos mais tarde.

As experiências

Não vejo e conheço experiências muito impactantes sobre o hino. O que vejo, sim, é uma emoção ao lembrarmos a história relacionada.

Quando George tinha seu hino pronto, ele procurou o mesmo Reverendo Bostwick e sua esposa para contar a eles o novo texto. Convidaram-no para um jantar. Enquanto a esposa estava fazendo o jantar, atarefada na cozinha, ele falou a eles sobre o hino. A esposa estava, inicialmente, mais preocupada em fazer o jantar do que no hino.

Enquanto ele cantava o hino, de forma calma e expressiva, havia a impressão de que as verdades faladas no texto se tornavam mais evidentes, mais convincentes. Foi algo tão impactante que o jantar foi simplesmente esquecido. Após o último acorde, um silêncio comoveu o lugar. Foi um momento em que Deus permitiu a eles experimentar uma nova sensação, mais profunda, sobre a cruz. Foi o suficiente para que a sra. Bostwick, com emoção, pedisse a George que ele lhe concedesse o privilégio de custear as despesas da primeira impressão do hino “The old rugged cross”.

Hoje, traduzido para várias línguas, sua trajetória nos faz despertar para o grande amor de Deus, que é manifestado em nosso meio de forma maravilhosa, graças ao sacrifício de Cristo na cruz do calvário. Como o próprio George disse, a cruz é mais do que um mero símbolo religioso – é o coração do evangelho. Em tempos difíceis, pare e olhe para a cruz!

Que Deus te abençoe!

@jonathacardoso

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Jonatha Cardoso

Gaúcho, é membro do Ministério Encontros de Fé, de Novo Hamburgo (RS). É músico, toca teclado e bateria. Mas sua paixão mesmo é ouvir... Adora Hillsong, Ron Kenoly, Don Moen, Marcos Witt e outros cantores tradicionais. Nas horas vagas inclusive gosta de compor canções. Trabalha na área de Tecnologia da Informação e, por isso, está sempre conectado nas Redes Sociais e em seu blog.


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