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Análise

CD Depois da Guerra
(Oficina G3)

Roberto Azevedo em 25/03/2009
Para o Super Gospel
Depois da Guerra

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Faixas:
1. D.A.G.
2. Meus próprios meios
3. Eu sou
4. Meus passos
5. Continuar
6. De joelhos
7. Tua mão
8. Muros
9. Depois da guerra
10. A Ele
11. Incondicional
12. Obediência
13. Better
14. People get ready
15. Unconditional
Após muita ansiedade do público e algum suspense por parte da banda e da gravadora, chegou às lojas, em dezembro de 2008, o quinto álbum da Oficina G3 pela MK Music.

Depois da Guerra marca uma nova fase da banda – que tem mais de vinte anos de estrada e duas indicações ao Grammy Latino no currículo. Uma das novidades é a chegada do novo vocalista, Mauro Henrique, ao grupo.

Vale a pena destacar aqui, que até o momento em que escrevo esta matéria, as três primeiras tiragens já haviam esgotado.

A fase pop rock iniciada no fim da década de 1990, quando o cantor PG entrou no lugar de Luciano Manga, foi a fase de maior popularidade da banda, ganhando novos fãs, principalmente após a assinatura com a gravadora MK Publicitá.

Porém, após a saída de PG em 2003, o Oficina G3 novamente tornou-se uma banda mais voltada ao hard rock, e até mesmo ao metal cristão com o lançamento de Além do que os olhos podem ver, que apesar de ser muito bom, exagerou um pouco nos loops e “barulhinhos” eletrônicos.

Em seguida lançaram Elektracústica com a proposta de explorar o formato acústico de uma maneira criativa e rica, em contraste com a limitação e trivialidade dos trabalhos nesse formato.

Apesar de não ter sido uma proposta musical inédita no meio secular, representou uma novidade no estilo da banda, com arranjos muito bem trabalhados se comparado à maioria dos trabalhos acústicos presentes no mercado até então.

Em Depois da guerra o Oficina volta a seguir a cartilha do autêntico rock'n'roll, com guitarra eletrizante, baixo pulsante, teclado vigoroso, bateria alucinante e um vocal firme e versátil.

O disco vem recheado de hard rock moderno, pop rock, new metal, rock cristão, metal progressivo e metal cristão. O uso de riffs e solos de guitarras mais marcantes, e a presença muito maior de distorções do que nos álbuns passados fazem desse disco um dos mais pesados do Oficina até hoje.

O grupo é formado por músicos capacitados e com talento reconhecido não só pelo segmento. Duca Tambasco é endorsement dos amplificadores Crate e das cordas Solez, Juninho Afram é endorsement dos amplificadores Crate, das cordas NIG e é colunista da revista Cover Guitarra. Jean é patrocinado pela Kurzweill.

O novo membro, Mauro Henrique, possui 25 anos e é produtor musical e técnico de audio, além de compositor e guitarrista. Chegou a gravar um álbum com a banda Vértice (banda que também teve Jean como tecladista), mas foi na banda brasiliense FullRange que Mauro ganhou mais destaque embora não ter permanecido muito tempo nela.

Suas principais influências eram as bandas seculares Audioslave, Incubus, Sevendust e Mudvayne, além de possuir um estilo e timbre vocal parecidos ao de Chris Cornell ex-vocalista da banda secular Soundgarden e do Temple of the Dog e atual vocalista do Audioslave. Mauro participou de vários shows do Oficina G3 como convidado antes de ser efetivado oficialmente como vocalista.

A capa reflete bem o tema: ruínas de uma cidade, com pétalas caindo do céu e uma rosa com folhas nascendo em meio à destruição. “A capa retrata aquilo que a gente acredita, que vivemos. As lutas, a batalha, sim, mas a alegria chegando com o amanhecer”, completa Jean. Salmo 90?

Após D.A.G que é uma vinheta de introdução ouvimos os power chords distorcidos de Meus próprios meios. A canção versa sobre a inutilidade de confiarmos em nossas capacidades naturais. “Quantas vezes os meus próprios meios me levaram a lugar nenhum. Lutando com nossas próprias forças já entramos na batalha derrotados”. Hard rock reflexivo com solo “pedreira” de Juninho Afram.

Eu Sou nasceu de uma experiência pessoal de Juninho com Deus. O louvor é cantado em primeira pessoa (como se fosse Deus falando).

“Porque com uma das minhas mãos eu dou e com a outra mão eu quero tirar?” A dissertação do apostolo Paulo sobre a nossa velha natureza, encontrada em Romanos 7 é o tema para Meus passos. “O bem que eu quero esse eu não faço, mas o mal que não quero persegue meus passos. Mais um hino reflexivo com um instrumental virtuoso que flerta com o power metal.

Com uma pegada mais cadenciada temos Continuar que prega sobre esperança na suficiência de Deus para caminharmos em nosso dia a dia. “Espinhos me fazem sofrer, resisto na luta com a graça de Quem já venceu”.

De joelhos faz alusão as palavras do salmista no salmo 91. É o tema que possui mais participação do teclado no arranjo. Destaque também para os timbres usados na guitarra.

A seguir entoamos outro hino sobre a esperança obtida quando caminhamos sob a direção de Deus. “Nessa tempestade eu posso ver a Tua presença e o Teu poder, me sustentando em Teu querer”. Tua mão possui uma pegada progressiva e termina lembrando Faith no More em Epic.

A unidade pregada por Jesus e registrada em João 17 marca presença em Muros. “Caiam os muros, tirem as pedras, nossa unidade é real. Se a verdade é o que pregamos, porque erramos não sendo um?”. Entenderam? Destaque pro sequencer usado no início e no turn around final.

Sem parar pra respirar emenda na faixa título. Depois da guerra da continuidada a idéia tratada na faixa anterior com letra profunda, clara e questionadora em relação a unidade da Igreja.

As melodias continuam marcantes e criativas. Assim como acontece nos grupos seculares de rock, a banda também se destaca ao compor baladas, sempre presentes em suas gravações e sempre presentes na lista de hits. A Ele se encaixa nessa categoria e é um belo hino de exaltação a Deus.

Em Incondicional, o vocalista Mauro Henrique revela sua veia poética. A letra explica detalhes da ação de Deus na vida de seus filhos demonstrando o Seu amor e cuidado com aqueles que o amam.

“Se teus olhos o levam a errar e tuas mãos o fazem vacilar, é melhor perde-los do que a vida não alcançar”. Um clamor por santidade é encontrado na canção de contrição e entrega Obediência. “O mundo é transitório, mas a verdade é eterna”. Mais uma pra ouvir curtir e pensar.

A seguir temos uma seqüência em inglês.

Better é alusiva ao salmo 84. “Melhor é um dia nos teus átrios do que mil em outro lugar.”

People get ready é uma balada linda com uma levada cativante e envolvente, que flerta com o country americano. Com certeza uma das melhores canções do álbum.

Fechando o disco temos Unconditional que é uma versão em inglês para “Incondicional”.

As idéias da banda foram organizadas e somadas às criações de Heros Trench e Marcelo Pompeu, que também assinam a produção musical.

Um ponto que é difícil considerar como fraco, mas que prefiro nomear como exagero, é a quantidade insistente de solos que parece que precisam estar presentes no meio de cada música que o Oficina escreve! Todos somos unânimes quanto ao talento do Juninho, mas nem por isso precisamos ser re-convencidos disso a cada faixa de cada trabalho deles que ouvimos.

Além disso, com esse som pesado sem muitos efeitos eletrônicos, tenho a impressão de que o Jean sobra, apesar do talento. Acho até que é por isso que ele sempre é o mais exagerado (tanto no cabelo, como na performance nos shows). Quando se tratam de baladas ou breaks nas músicas com lugar certo para um piano ou um teclado mais limpo, ele é excelente, mas fora isso, aqueles timbres que ele usa em algumas músicas mais pesadas também são tão insistentes quanto os solos de guitarra do Juninho e podiam ficar de fora, só pra variar um pouco.

Mas são detalhes que não pesam contra a qualidade desse novo trabalho, com destaque para a nova (e melhor) formação!

O som produzido por eles não deixa nada a desejar ao das grandes bandas de rock fora do mercado gospel. Prova disso, foi a notícia divulgada em janeiro de 2009, onde a comunidade do orkut da Banda Metallica criou um tópico : “Banda cristã grava o melhor disco de rock nacional”, em referência ao grupo e seu novo álbum.

“Nosso primeiro sentimento é de felicidade. Não pelo título especificamente, mas pela abertura. Sempre nos esforçamos para fazer um trabalho de qualidade à altura da mensagem que levamos: Jesus Cristo. Somos idealistas e gostaríamos muito que todo mundo deixasse o preconceito de lado e experimentasse o que experimentamos, que é viver com Deus. Isso é o que nos motiva. Ficamos muito felizes que essa galera passou por cima dos rótulos e se dispôs a ouvir nosso trabalho. E mais ainda: Que gostaram! (risos). É rock'n roll sem fronteiras!', compartilhou Juninho Afram. Definitivamente, a diferença não está na qualidade e sim na mensagem.

Maiores informações: www.oficinag3.com.br

Roberto Azevedo usou parte do texto publicado no itsoundslike.com.br, por Andreas Wondracek.


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