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Análise

DVD DDG Experience
(Oficina G3)

Filipe Rodrigues Lima em 21/03/2011
Para o Super Gospel
DDG Experience

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Faixas:
1. D.A.G.
2. Meus próprios meios
3. Meus Passos
4. Eu sou
5. Até quando?
6. Mais Alto
7. Ver acontecer
8. Obediência
9. Continuar
10. A Ele
11. Incondicional
12. Mensagem
13. People Get Ready
14. Tua mão
15. De joelhos
16. Better
17. Muros
18. De olhos fechados
19. Depois da guerra
20. God gave rock and roll to you
O DVD mais esperado de todos os tempos do Rock gospel, finalmente saiu da prensa! Uma demora, digamos, induzida, afinal, a banda estava concorrendo ao Grammy latino! E não é pra qualquer banda gospel nacional estampar um belo selo de vencedora do Latin Grammy Awards 2009! Tudo bem, por isso, perdoamos a demora!

DDG Experience chega ao mercado com as portas da aceitação escancaradas. Graças ao grande sucesso de vendas e crítica do CD “Depois da guerra”, a banda arrebanha ao seus shows não só o público evangélico, mas também um grande número de seguidores seculares.

O show foi gravado no dia 25 de julho de 2009 na usina Santa Bárbara em Santa Bárbara D’Oeste, em São Paulo. O local foi escolhido pelo grupo por ambientar, de fato, um local com aspectos semelhantes à um pós-guerra. O cenário do show contou com um palco de 18 metros de largura, com várias TVs empilhadas, estruturas metálicas e uma forte iluminação de cenário. A produção contou com mais de 200 profissionais e voluntários. Um grande investimento para um big retorno financeiro e comercial, certo MK?

A composição gráfica do DVD tem aspirações cinematográficas. Da capa a abertura do show, os detalhes dessa aspiração foram cuidadosamente trabalhados, como a disposição dos nomes na capa, a apresentação de cada integrante na abertura e a inserção de imagens de Clipes da banda com a de soldados de guerra. O registro áudio visual ainda contém extras com making OF, depoimentos, clipe da música “Incondicional”, discografia e créditos. A Direção geral ficou a cargo de Hugo Pessoa, que tem feito trabalhos honestos e competentes, demonstrando grande criatividade. A grande novidade do DVD é o Bullet Time Effect, um grande arco com cerca de 25 câmeras de alta definição dispostas uma ao lado da outra, captando todos os movimentos de quem está a frente e gerando um efeito bem interessante, que pode ser conferido principalmente na primeira música.

Ressaltando também o ótimo trabalho da edição do show. Os cortes das cenas dão um plus ao já agitado DVD.

Mostrando que vieram pra fazerem um show sem economizar uma gota de energia, a gravação começa com a pauleiríssima Meus próprios meios. Já com direito a efeitos do Bullet Time Effect fazendo giros rasgantes nas imagens, a banda coloca os fãs em estado de colapso com muito peso e adrenalina. Nota-se a pressão da voz do público cantando “Quantas vezes os meus próprios meio, me levaram a lugar nenhum”. O início das guitarras com as baquetas ferozes de Alexandre Aposan mais parecem uma metralhadora sacudindo a poeira das caixas de som do Home Theater. Começou o Show!

Meus passos começa sem deixar a poeira baixar. Emendada com a música anterior, a canção traz uma das maiores indagações do Apostolo Paulo: “O bem que eu quero, esse eu não faço, o mal que não quero, persegue os meus passos”. Contando com as boas rasgadas guturais do Jean Carlos (que a banda descobriu acidentalmente depois de uma brincadeira em um ensaio que o PG na época tinha faltado por motivo de doença), a música é uma das mais pesadas. Como se não bastasse o peso da música, a banda quebra o tempo dela deixando-a mais pesada ainda no meio da canção. Deixe as caixas de o seu Home Theater baterem cabeça!

Eu sou fecha o “trio de pedra” do novo CD. O grande peso dessa música é sua letra, uma composição fortíssima cantada em primeira pessoa. É como se imaginasse Deus abrindo as nuvens do céu e dando uma pequena explicação de quem Ele É, com puro rock’n’roll de fundo! É alucinante!

Logo ao fim da canção anterior, Mauro dá uma rápida palavra dos propósitos daquele show. A minha inquietação com o meu conterrâneo é que ele por vezes parece inseguro quando falando com o público, com uma voz morna e meio apática. Vamos lá Maurão, força!

A onipresente Até quando (Humanos) dispensa mais comentários. Presente em todas as apresentações do Oficina pelo Brasil, é um dos grandes hits da banda. É a hora em que Duca Tambasco mostra porque é um dos 10 maiores baixistas nacionais, com um solo desconcertante. Destaque para o vocal gutural do Jean Carlos e os pedais duplos do Aposan “colados” com as abafadas da mão do Juninho na parte final do coro.

Mais alto dá continuidade ao mostruário de peso da banda. A música é do primeiro disco, após a saída de PG do G3 de uma forma não muito amistosa (alguém dirá o contrário, mas verdade seja dita) com Juninho tendo que assumir os vocais e a banda rearranjar os tons de todas as músicas para o tom de voz do Juninho. Emendando os riffs, Ver acontecer começa em meio uma atmosfera “Evanescence”, com pianos dançando em cima de uma densa base do restante da banda.

Sem direito a respirar ou idas à cozinha, Obediência vem com suas quebradas e cadências que remetem ao rock progressivo. Destaque para a interação banda–público com Juninho solando e os fãs cantando.

Quero chamar a atenção aqui nesse parágrafo para a competência absurda dos músicos convidados, Alexandre Aposan e Celso Machado. Quem vê o Aposan tocar como um verdadeiro rockstar, vai assustar ao saber que ele era figurinha fácil nos meios da Black Music, junto com Baruk e companhia. Celso Machado também não fica por menos, sendo o cara que segura a pressão em nível alto para que Juninho tenha mais liberdade ao cantar e solar. Tão competente que em um show em Brasília, assumiu as guitarras sozinho (Juninho estava doente) fazendo bonito para o público presente. Competência essa que já lhe rendeu muitos fãs e uma guitarra signature pela Tagima.

Quebrando um pouco a vibe pauleira, temos Continuar que versa sobre a luta diária que todo cristão enfrenta, mas sem deixar de olhar pra graça de Cristo sobre nós. Traz um clima mais “ameno” a apresentação, mas sem deixar as boas doses de drive e as guitarras duplas de Celso e Juninho no solo.

A Ele inicia com a interação com o público entoando o coro da canção. Uma música imperativa, convocando todos a prestarem adoração ao único Deus. Uma das mais belas canções do DVD e que foi a primeira a ser liberada para as rádios do novo trabalho. Destaque para o público ao final entoando a melodia da música.

Incondicional se tornou um dos hits desse trabalho, com uma pegada bem pop. A bela abertura de violão com afinação DADGAD deu lugar a guitarra de Celso com um pouco de sujeira da distorção. A música tem uma bela poesia. Um ponto negativo nessa canção foi a curta ministração do Mauro que mais uma vez pareceu insegura. Um pouquinho mais de emoção nessa ministração poderia ter dado outro efeito à belíssima música. Destaque para o final cantado em inglês.

Nesse momento, Juninho toma a cena para ministrar a palavra à platéia. A ministração do Juninho falou sobre a diferença entre acreditar e conhecer a Deus. Contando com ilustrações e aplicações práticas, a ministração é totalmente evangelística, visto que muitos não crentes são atraídos para os shows do Oficina G3, pela técnica apurada da banda. Ao final faz uma oração de confissão ao nome do Senhor. Emocionante!

Nessa ambiente de entrega, começa People get ready que versa sobre nossa partida para a pátria celestial. Um grande presente para aqueles que acabaram de entregar suas vidas a Cristo na pregação do Juninho. Essa canção composta por Curtis Mayfield, já foi regravada por grandes nomes da música internacional como U2, Seal, Phill Collins e Jeff Back. Inclusive, Oficina G3 ficou em primeiro lugar em um site de música alternativa, concorrendo com diversas bandas do mundo inteiro com essa canção. Destaque para a marcante interpretação do Mauro e os solos simplistas, mas cheios feeling a “La John Mayer” do Juninho.

O clima intimista continua com a canção Tua mão. O interessante é que o grupo consegue passar a emoção da canção sem deixar de lado a técnica apurada e sincronia de todos.

A quebradeira sai do descanso com o grito do Mauro pedindo “rock’n‘roll. Os pulinho do Jean trazem De joelhos a tela. Super destaque para Jean Carlos interpretando o “Fantasma da Ópera” no meio da música, chamando a pauleira de volta para o final. Detalhe para a expressão de fantasma que ele faz. É empolgante no turn around final ver todos entregues ao riff pesado puxado por Juninho.

Better começa na mesma explosão. Ressaltando a belíssima construção musical da canção, tanto que é possível ver em certos momentos o público paralisado, prestando atenção em cada detalhe executado pela banda. Muito bacana o efeito “terremoto” junto aos gritos do Mauro.

Dando prosseguimento as “pedras rolantes”, inicia Muros com toda vibe. Uma música polêmica, mas com verdades impregnadas: “Caem os muros, tirem as pedras, nossa unidade não é real... Se a verdade é o que pregamos, porque erramos não sendo um?” Uma música que dá uma pancada na consciência cristã... e nos ouvidos também! Empolgante final com a pulsação da música nas alturas e um solo exótico de Juninho! Bato cabeça nessa música até doer!

De olhos fechados, apesar de executada com precisão, pessoalmente, poderia fechar o repertório sem essa. Porém, não deixou por menos. Mantendo a mesma energia e cantando “Segure na minha mão, não olhe mais para trás, os braços abertos estão, de quem decidiu te amar”, fecharam o repertório.

Saindo logo em seguida, voltam para o tradicional bis, cantando Depois da guerra. Já se pode ver Mauro e Jean usando o palco para um “Mosh Pit” em dupla, só que mais amigável, Juninho se soltando para um solo com mais “caras e bocas” e o Aposan, Celso e Duca segurando a pressão para logo em seguida, dar o final da música.

A season finale veio com God gave rock and roll to you. Música de composição da banda americana Kiss. A letra da música completa é muito interessante, falando sobre as durezas da vida e uma alternativa que Deus deixou para encarar essa dureza: Rock’n’Roll! Uma música que faz arrepiar o cabelo dos mais conservadores, mas que dá o encerramento à altura desse grande show.

Sem dúvida alguma, o DDG Experience correspondeu à expectativa do grande público fã do Oficina G3. Fico me perguntando de onde o grupo tirará o coelho da cartola para o próximo trabalho, visto que esse é o de maior sucesso e repercussão da carreira da banda.

Mas isso são só pensamentos futuros! Enquanto isso vivamos o presente e deixemos o rock solto em nossos carros, casas e trabalhos, afinal de contas, God gave rock´n´roll for us!


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