Análises

Seremos Um, o primeiro trabalho do Filhos do Homem pela MK Music

Roberto Azevedo em 19/01/09 10960 visualizações
Em 2007, o pastor Cristiano Batiston, mais conhecido como pr. Cris, líder de louvor do Ministério Filhos do Homem (FdH), recebeu uma palavra de sua liderança: não se envolver mais com a parte administrativa do ministério e dedicar-se apenas aos músicos e as suas funções ministeriais. Desde então, o grupo começou a orar e buscar uma parceria.

Através de uma “ponte” feita por Emerson Pinheiro, Fernanda Brum e PG, o FdH entrou para o cast de músicos da MK Music em março de 2008. O primeiro disco pela gravadora – e sexto inédito da banda da cidade de Pato Branco (PR) formada há dez anos, foi gravado entre maio e junho de 2008 e lançado no final do mesmo ano com o título Seremos um.

Falando de santidade, unidade na igreja, adoração e multiplicação com um som bem pop rock, o álbum foi gravado no Teatro Municipal de Pato Branco (PR), em um ambiente cheio da presença de Deus. O resultado pode ser comprovado pela qualidade espiritual e técnica do trabalho fonográfico.

Além do pastor Cris (vocal e violão), mais cinco pessoas formam a base do FdH: Fabiano Barbosa (teclados), Diego Hernandéz (guitarra), Jadão Junqueira (Contra baixo), Ribamar Júnior (bateria) e Fabrine Souza, a única mulher do grupo, que também é vocalista.

O disco possui 13 faixas sendo onze inéditas, uma versão e uma regravação.

A produção é assinada pelo pr. Cris e, como ele mesmo faz questão de ressaltar, “nunca sem a ajuda de toda a equipe. O trabalho do produtor muitas vezes é apenas compilar as melhores idéias, ainda mais quando ele trabalha com uma equipe talentosa e ungida”, reforçou o Paranaense.

Seremos um é um pop rock com a típica e já conhecida pegada da banda. Pra quem já conhece o trabalho deles, o tema já foi abordado em outros hinos, como por exemplo, “Cordão de 3 dobras” (Eclesiastes 4:12), do cd “Somos teus filhos” (primeiro trabalho da banda) e regravado no “Gug 2”. O hino faz menção a João 17, a oração feita por Jesus ao Pai pela unidade da igreja, que hoje em dia vive tão dividida pelas placas denominacionais. “É melhor serem dois do que andar só; Nenhuma ofensa será maior que a decisão de amar e perdoar”.

“Quem espera no Senhor voa mais alto, quem confia no seu braço não se abala”. Voarei disserta sobre provisão e proteção de Deus. O arranjo é bacana, conduzido por um órgão e complementado por diversos riffs de guitarra.

Um arranjo denso e empolgante marca presença em Eu sou. O louvor possui uma cadencia progressiva, meio “bonjovina” e vem recheada de nuances de dinâmica. Emenda com o hard rock Meu Deus não falha. A canção aborda os temas “conquista” e “promessa” fazendo alusão aos eventos narrados por Moisés no livro de Êxodo.

Fabrine Souza interpreta um lindíssimo solo na canção Nasci Para Te Adorar. A balada é cativante. “Não importa mais o que ficou para traz, se a vida secar e não mais brotar, se os olhos fecharem e a chama e apagar, mesmo assim vou te adorar”. Bonito de se cantar, um desafio para se viver.

A seguir temos uma versão para “Yo te busco” de David Bell da Canzion Group. Eu te busco é um envolvente momento de contrição a Deus. Destaque para os efeitos de teclado.

Na faixa sete temos uma oração de entrega conduzida pelo piano e por power chords de guitarra. Só de ouvir falar é um momento de reconhecimento da grandeza e suficiência do Senhor Jesus em nossas vidas.

Adoração possui uma métrica congregacional e uma melodia boa de ouvir. Outro belo momento de adoração contemplativa.

Dando seqüência a este momento mais introspectivo entoamos a balada Elohim. Destaque para as intervenções melódicas do saxofonista Rauli Junior da banda Odres Novos, que é um dos braços do FdH e possui 2 discos lançados.

Terminado este momento mais intimista temos Príncipe da paz que é outro momento de reconhecimento da grandeza e suficiência do Senhor Jesus. Cantado em forma de oração, conta ainda com as intervenções melódicas do acordem do Jorgito.

Davi traz de volta as distorções e overdrives conduzindo o instrumental que versa sobre dependência e esperança.

Sol da manhã é uma poesia em ritmo do balada pop. Fechando o repertório ouvimos a regravação de Guerreiros. A música já foi intitulada “Últimos guerreiros” no disco “Casa favorita” e “Guerreiros da última geração” no “Gug I”. Vem com uma versão tão pesada quando a anterior, mas com uma levada mais empolgante. Somzeira!

Maiores informações podem ser encontradas no site: www.filhosdohomem.com.br
Seremos Um

(CD) 11/08


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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo é cristão e membro da Comunidade Evangélica Betel (RJ). É militar e curte música, filmes e games (não necessariamente nesta ordem). É o principal colaborador do SuperGospel desde 2005.


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