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Ouvimos o lançamento de Paulo César Baruk - Graça ao Vivo. Confira nossa crítica

Tiago Abreu em 06/06/16 4377 visualizações
Após dois anos colhendo os louros do melhor disco de sua carreira, Paulo César Baruk lança Graça ao Vivo. O repertório em versão física reúne dezessete faixas, enquanto a versão digital é mais ousada e é um disco duplo, com dez canções em cada lado.

A estética do álbum é muito parecida com a série Louvor Eletro Acústico ou, ao menos, com o Eletro Acústico 3. O repertório soma canções de seu mais recente trabalho de carreira com inéditas e regravações. Baruk continua a experimentar. Multiforme, o músico se sai bem em grande parte das interpretações. É nas guitarras bluezísticas de Alexandre Magnani que Ele Continua Sendo Bom ganha interpretação intimista e que cobre a falta de Marcela Taís. De uma forma totalmente diferente, Graça Soberana e Sobre a Graça fazem a clássica introdução techno esperada em seu show. O músico caminha por vários gêneros, ao longo do repertório, com bastante naturalidade.

A maior parte do êxito se deve à sua banda, formada por Leandro Rodrigues (teclado), Alexandre Magnani (guitarra), Eduardo Victorino (baixo) e Jr Sanchez (bateria). Eles se jogam ao pop rock explosivo cheio de sintetizadores de Eu Vou ao black cheio de groove da inédita Requisito e, além de tudo, Rodrigues sabe criar o clima suave em Senhor do Tempo, do comemorativo Entre (2013) (exclusiva na versão digital).

Forte destaque do disco é a atenção à certas canções pouco exploradas em Graça Quase Acústico {rs} e Graça para Ninar, como É de Coração, um dos maiores sucessos de Gerson Borges. O dueto entre Baruk e Gerson é, sem a menor dúvida, o melhor das parcerias neste trabalho. Porque Ele Vive (Amém), presente no disco Só em Jesus do Livres para Adorar, recebe nova gravação com participação de Juliano Son, enquanto Leonardo Gonçalves, Daniela Araújo, Thiago Grulha e, especialmente, Lito Atalaia, são outras atrações presentes.

Por outro lado, a temática graça, retratada com amplitude no projeto original, recebe uma abordagem diferente. As canções inéditas geram novidade, mas o excesso de versões, em detrimento de grandes músicas que ficaram de fora da obra, como "A Mídia", pode incomodar. Ou seja, mesmo sendo um trabalho tão ramificado e rico quanto o registro de estúdio, faltou mais energia e organicidade para que Graça ao Vivo soasse mais gracioso. Mesmo mostrando que é um músico mais eficiente em estúdio, Baruk está ancorado em boas canções, no geral, e junto a uma banda eficiente, garante momentos que fazem valer do sucesso que tem alcançado, especialmente nos últimos anos.

Nota: ★★★
Graça ao Vivo

(CD) 01/16


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Tiago Abreu

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), escreveu para o Super Gospel entre 2011 a 2019. É autor de várias resenhas críticas, artigos, notícias e entrevistas publicadas no portal, incluindo temas de atualidade e historiografia musical.


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