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Análise

CD Na extremidade
(Marina de Oliveira)

Análise feita pelo colaborador:
Diego Rodrigues e Dan Santos (diego.s.rodrigues@ibest.com.br / danilomusic@gmail.com)
Na extremidade

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Faixas:
1. Na Extremidade
2. Migalhas
3. Chama Por Você
4. Governa-me
5. Amor Incorruptível
6. Força do Senhor
7. Terceiro Dia
8. Nas Madrugadas
9. Renunciar
10. Boas Novas
11. Oficio Adorador
12. Ferida Aberta
No ano de 2006, após ter ficado 3 anos sem gravar, Marina de Oliveira voltou a cantar em grande estilo, gravando o CD e DVD ao vivo “Meu Silêncio – Ministração Profética entre Amigos e Irmãos”.

A expectativa em torno de “Meu Silêncio” foi muito grande, porém já se acredita na hipótese de Na Extremidade ser o álbum mais aguardado de toda a sua carreira ministerial. É como se Marina de Oliveira tivesse se afogado e voltasse a tona pra respirar e dizer: “Eu não vou parar” (título do álbum anterior, lançado em 2008).

“Meu Silêncio”, “Eu Não Vou Parar” e “Na Extremidade” nos mostram um amadurecimento e crescimento contínuo na vida espiritual e na carreira desta artista, que está prestes a completar 25 anos de experiência na Música Gospel Brasileira. Marina de Oliveira teve uma mudança de vida em “Meu Silêncio”, gritou pra todo mundo ouvir em “Eu Não Vou Parar” e atingiu o grau máximo de equilíbrio entre a adoração e o pop em Na Extremidade, seu 17º álbum de carreira.

O repertório começa com a faixa título. Tendo a autoria de Anderson Freire, Na Extremidade foi muito bem escolhida, tanto para ser a primeira faixa do álbum quanto para ser executada como a música de trabalho.

Outras faixas como “Governa-me”, “Força do Senhor” e “Ferida Aberta” poderiam ter sido escolhidas para ser o carro chefe deste cd, mas Na Extremidade consegue ser uma letra autobiográfica sem ser pessoal. Além disto, a música consegue representar bem o estilo “adoração pop” e trazer um pouco da essência de todo o disco em uma única canção.

Migalhas é um título que assusta, ainda mais quando se trata de um disco evangélico. Porém, ao ouví-la se constata que esta é uma das melhores faixas do álbum. É contagiante, tem uma letra muito fácil de memorizar e excelente para se abrir uma apresentação. Também é de autoria de Anderson Freire e possivelmente deverá ser a segunda música de trabalho do álbum, uma vez que esta já está sendo considerada uma segunda versão de “Imunizado” – faixa 4 de “Eu Não Vou Parar”.

Chama Por Você pode ser considerada como a faixa mais peculiar do repertório. Em alguns momentos, seu ritmo e melodia fazem você se lembrar de uma versão mais atualizada de batidas urbanas dos anos 80 ou 90. Composta em parceria de Junior Maciel com Josias Teixeira, sua letra trata de apelo, tema raramente explorado no repertório da artista.

Governa-me, composta por Anderson Freire, é a quarta faixa do álbum. Esta canção nos lembra bastante a musicalidade da Série Parar Orar e Adorar, da Pastora Ludmila Ferber e também o estilo de “Um Novo Cântico” - 12º álbum da carreira de Marina de Oliveira. Interessante notar que, em poucas canções de seu repertório, Marina de Oliveira fez uso da técnica de sua própria segunda voz, o que coube perfeitamente nesta e em outras faixas deste álbum. E assim como “Chama por Você” e “Terceiro Dia”, esta canção também chegou a ser cogitada como música de trabalho.

Originalmente do cd Amo Você – Volume 16, Amor Incorruptível integra o álbum em uma nova versão. A artista interpreta esta canção com mais veracidade, acompanhada de um instrumental mais pesado. A composição também é da autoria de Anderson Freire, e à princípio não agradou muito; uma vez que o favoritismo gire em torno da primeira versão e se esperava uma faixa inédita no lugar desta.

Força do Senhor faz jus ao seu título. Com um título e melodia bastante similar ao estilo pentecostal, esta canção tem uma letra forte assim como a interpretação da artista. Como em “Na Extremidade” e “Ferida Aberta”, esta canção fala de dor, mas também fala de seguir em frente. Certamente é uma canção de peso, e não somente uma das mais marcantes deste disco, mas de todo o seu ministério. E quem assina esta canção é o compositor Rodrigo Claro. Uma das melhores faixas do álbum.

Ao longo de sua carreira, por diversas vezes Marina de Oliveira cantou sobre o sacrifício de Jesus em canções mais amenas, como é o caso do clássico “Via Dolorosa”. Neste álbum, ela canta sobre a ressurreição em “Terceiro Dia”; um pop-rock com uma interpretação “Power” (como costuma dizer a própria artista) e de fácil assimilação, composta por Anderson Freire. E assim como “Na Extremidade”, esta canção também será regravada pelo Ministério Além do Véu, de São Paulo /SP.

Nas Madrugadas é mais uma belíssima canção de adoração presente neste álbum. Composta por Adelson Freire, Marina solfeja com propriedade cada trecho da música, o que nos faz lembrar muito a melodia e solfejos de “Além do Véu” – do CD “Aviva” (2000).

Composta em dupla, por Junior Maciel e Josias Teixeira, Renunciar é a canção mais “chiclete” do repertório. Esta faixa nós faz lembrar bastante o álbum anterior – “Eu Não Vou Parar” (2008), apropriada para shows e cultos ao ar livre.

Boas Novas é uma excelente canção de celebração. Ideal para se cantar em festividades com direito a grupo de dança (ou coreografia). Logo se imagina Marina de Oliveira encerrando uma de suas apresentações ao som desta canção, que destaca seu vibrato tão único e inconfundível.

Na próxima faixa, assim como “Força do Senhor”, Ofício Adorador (de Anderson Freire) tem um título de cunho pentecostal, mas ao ouví-la é constatada uma verdadeira canção de renúncia, entrega e adoração. Marina de Oliveira consegue transmitir verdade e emoção em uma interpretação suave e doce, e onde é explorado seu belo grave.

Ao final do disco Marina de Oliveira transforma a sua dor, o seu desabafo e o seu clamor em uma canção. Ferida Aberta foi composta especialmente por Anderson Freire à Marina após uma tragédia familiar, mas ao ouví-la se tem a impressão que foi a própria quem a escreveu. A cantora se entrega por completo na interpretação e, por diversas vezes, se percebe nitidamente a emoção sentida por ela no momento da gravação. Embora breve, o backing vocal Jairo Bonfim faz uma participação especial nesta canção, em dueto com a artista. Impossível não se emocionar ouvindo esta faixa.

Sobre a arte do trabalho, diferente do cd “Eu Não Vou Parar”, Marina de Oliveira não esbanja alegria, felicidade e muito menos um sorriso nas fotos que compõem o encarte de “Na Extremidade”.

Embora o disco tenha canções de motivação, se tem a impressão de que a artista quis transmitir nas fotos aquilo que ela não pôde transmitir em todas a canções. As fotos exibem uma Marina com um olhar reflexivo, uma Marina com saudade… uma Marina de luto.

Quem assina a criação da capa é a própria Marina de Oliveira, que contou com as fotografias de Ronaldo Rufino e o figurino de Yvelise de Oliveira. A cantora e também diretora artística do Grupo MK de Comunicação ainda contou com as fotografias de Jascha Hoste e Nicolas Raymond, ambos os usuários cadastros no stock.xchng, que compõem o plano de fundo do encarte.

Este disco consegue ser diferente e ao mesmo tempo, semelhante aos demais álbuns da artista. O ambiente floral lembra o disco “Um Novo Cântico”. As frases escritas lembram bastante o lado poético de Marina exposto no CD “Remix 17″. O seu lado fotogênico também nos lembra muito a Marina de Oliveira do CD “Coração Adorador”. E todo o recurso profissional utilizado no processo de criação, nos lembra muito o capricho e o conceito abstrato de “Eu Não Vou Parar”.

Na Extremidade é pop, é adoração, é autobiográfico. Embora tenha boas composições trabalhadas na ótima produção elaborada por Rogério Vieira, sente-se a ausência de grandes compositores que fizeram parte no ministério de Marina, como Josué Teodoro, Kleber Lucas, Eyshila e Elizeu Gomes; O back vocal, que sempre foi muito presente em grande parte de sua discografia, neste álbum teve sua potência nitidamente reduzida – o que por um lado pôde deixar a voz da artista mais em evidência; e pela primeira vez canções que exploram a sua extensão vocal, como por exemplo “Aviva” e “Submerge-me”, também ficaram de fora.

Contudo, “Na Extremidade” é um ótimo CD que merece destaque pelo seu capricho em tempo recorde, e que certamente deixa um gostinho de quero mais.

Maiores informações: www.marinadeoliveira.com.br


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