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Os 10 melhores álbuns de 2018 segundo o Super Gospel

Redação em 14/12/18 1150 visualizações

A música evangélica em 2018 aprofundou-se em uma tendência vista desde 2017. O lançamento de mais singles que álbuns demonstrou a direção de grande parte dos artistas em seguir os caminhos do mercado. No entanto, apesar da maré carregada do advento digital, os álbuns, sejam de muitas faixas ou EPs, ainda são a melhor forma de se experienciar música a longo prazo. Este caminho foi trilhado por vários nomes, ambientados em um mundo contemporâneo de tensões político-sociais e focados na eternidade como maior alvo. Tanto Cassiane quanto Paulo Nazareth por exemplo, em suas formas, falaram de uma conexão que se faz no presente e dialoga com o futuro. E embora nomes recentes como Nova Igreja Music e Preto no Branco tenham se destacado, o ano foi marcado pela força dos veteranos, uma diferença visível em comparação a edições anteriores. Assim, confira os 10 melhores álbuns de 2018, conforme seleção da equipe do Super Gospel.

Critérios de seleção: Os álbuns presentes nas nossas listas anuais devem ter conteúdo inédito (projetos de covers, regravações e exclusivos de versões internacionais não são inclusos) e lançados entre 1 de janeiro de 2018 até a presente data. Além disso, os discos mencionados estiveram presentes em nossa seção de análises – obras não analisadas previamente não costumam entrar em nossa listagem.


10. Céu - Gabriela Rocha
Onimusic

Fiel ao objetivo recente de se focar num repertório autoral, Gabriela Rocha melhorou suas pretensões artísticas com o auxílio de Hananiel Eduardo. O curto projeto Céu consegue trazer os elementos mais definidores da identidade da cantora: Canções atmosféricas, interpretações intensas e a densidade congregacional. (análise)

Avaliação: 3,5/5

Para ouvir: Lugar Secreto, Céu e Santo Espírito Vem


9. Acende a Chama - Deco Rodrigues
Independente

Diferentemente de suas funções como baixista no Trazendo a Arca, Deco Rodrigues optou assumir a linha de frente em Acende a Chama. O disco traz alguns dos melhores elementos de sua banda por seus vocais com a produção musical de Wagner Derek – responsável por assinar Salmos e Cânticos Espirituais (2009) e Español (2014). (análise)

Avaliação: 3,5/5

Para ouvir: Espírito Santo, Estarei Contigo e Nunca É Tarde Demais


8. Recital - Jorge Camargo
Independente

Mais descontraído, mas não menos técnico, Jorge Camargo faz de Recital uma celebração da vida em altos e baixos e uma contemplação em forma de poesia. A produção de Ogair Junior respeita a trajetória recente de Jorge e ainda inscreve o mérito de toda a banda na qualidade das performances. (análise)

Avaliação: 3,5/5

Para ouvir: Canção da Espera, Dia Claro e A Poesia e a Pedra


7. Boaz Novaz - Lito Atalaia
Sony Music Brasil

Ao entender a divulgação de boas novas como algo para também cristãos, Lito Atalaia está livre para declamar críticas que envolvem evangélicos em um contexto nacional conturbado. O álbum tenta não apontar culpados externos e, com participações de rappers e intérpretes, fortifica a noção de autocrítica necessária nestes tempos. (análise)

Avaliação: 4/5

Para ouvir: Éramos Iguais, Círculo Vicioso e Livre


6. Deus Cuidou de Mim - Sérgio Saas
Independente

Saas dificilmente precisa se provar como um artista habilidoso depois do Raiz Coral. E em Deus Cuidou de Mim, sucessor de Haja Luz (2016), o artista mantém as interpretações meticulosas e os arranjos elaborados mas, desta vez, bem variado entre baladas e canções de vocais encorpados. A mistura, creditada pela produção musical de William Augusto e Jeziel Assunção em gravação de 2013, mostra Sérgio no território certo. (análise)

Avaliação: 4/5

Para ouvir: Clamor do Aflito, Deus Tem o Melhor pra Mim e Deus Cuidou de Mim


5. Nível do Céu - Cassiane
MK Music

Se em Eternamente (2015) Cassiane apresentou seu trabalho mais consistente em anos, Nível do Céu provou que a boa fase artística da intérprete está de volta depois de 15 anos. Apesar disso, o álbum não a mostra presa aos excessos do início dos anos 2000. A artista sustenta o peso dos anos com um disco mais longo, contemplativo e menos comprometido com os chavões ditos pentecostais, além da visão de Jairinho em tornar seu som condizente com os atuais tempos. (análise)

Avaliação: 4/5

Para ouvir: O Leão e o Cordeiro, Quando Você Me Adora e Até Teus Braços


4. Mergulhar no Teu Amor - Nova Igreja Music
Sony Music Brasil

A junção de músicos como Bené Gomes (Koinonya), Duda Andrade (Quatro por Um) e Gabriel Mendes se revela em Mergulhar no Teu Amor, segundo trabalho da Nova Igreja Music. A obra consegue figurar bem nas referências pop do cenário congregacional sem perder de vista a importância de trazer somente composições brasileiras e autorais. (análise)

Avaliação: 4/5

Para ouvir: Esse É o Meu Jesus, Os Filhos Confiam no Pai e Eu Quero Estar


3. Preto no Branco 2 - Preto no Branco
Sony Music Brasil

Depois de um trabalho de estreia pouco focado em apresentar uma banda ao invés de um projeto temporário, Preto no Branco 2 é o mais próximo de um grupo que se pode observar do Preto no Branco até agora. E é uma banda eficiente: Weslei Santos promove um olhar muito atento na produção e na composição de "Me Deixe Aqui", melhor faixa do álbum, enquanto Clovis Pinho continua sendo grandioso em suas abordagens, especialmente no dueto com Lorena Chaves em "O Tempo". (análise)

Avaliação: 4/5

Para ouvir: Me Deixe Aqui, O Tempo e O que Fizeram de Você


2. O Extraordinário em Nós - Paulo Nazareth
Independente

Em sua estreia pós-Crombie, Paulo Nazareth observou o extraordinário na vida cotidiana e as relações de grandeza, algo que se tornou consideravelmente intenso na capacidade poética demonstrada nos versos do cantor. Há o peso da maturidade e o artista aborda suas canções sob a ótica de uma vida simples na grandeza do Eterno. Tudo isso é estruturado sob a produção musical de Jota Cohen e colaborações de Zezo Araújo, Daniel Maia e Gabriel Iglesias. (análise)

Avaliação: 4/5

Para ouvir: Vai Ver, O Extraordinário em Nós e Volta


1. Em Nome do Vento - Kivitz
Independente

Kivitz potencializou em 2018, com seu rap, a mesma abordagem esperta de sociedade e espiritualidade que faz há anos. Em Nome do Vento é um dos maiores momentos nos quais um artista se despe para falar de suas fragilidades e se justificar na loucura das tensões sociais e políticas da contemporaneidade. Ao mesmo tempo, o álbum fornece uma experiência forte e genuína quando se trata de arte na música cristã contemporânea brasileira: Não foge do tom contestador que o rap, em suas bases, constituiu, e ao mesmo tempo não se compromete a amaciar egos dentro do templo. (análise)

Avaliação: 4,5/5

Para ouvir: Humildade, Confissões e Vaso de Barro


Seleção: Gledeson Frankly, Thiago Junio e Tiago Abreu

Texto e edição: Tiago Abreu

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