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Análise

CD The Great Fall
(Narnia)

Análise feita pelo colaborador:
Leandro Nogueira Couto (landovers@hotmail.com)
The Great Fall

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Faixas:
1. War Preludium
2. The Countdown Has Begun
3. Back From Hell
4. No Time To Lose
5. Innocent Blood
6. Ground Zero
7. Judgement Day
8. Desert Land
9. The Great Fall Of Man
Com três bons CDs no currículo, a banda sueca Narnia agarrou o grande desafio de produzir um quarto trabalho que satisfizesse as grandes expectativas do público conquistado pelos álbuns anteriores. Gravado na Suécia, no estúdio The Dream Factory, e lançado em 2003, “The Great Fall” é um ótimo CD que se mantém fiel aos discos anteriores (incluindo o já tradicional leão na imagem de capa), ainda assim acrescentando novidades bem-vindas ao estilo. O Narnia mostra novamente porque é reconhecido como um dos maiores grupos cristãos de heavy metal melódico da atualidade.

Diferente dos anteriores, este é um álbum conceitual, o que significa que uma estória é contada pelas músicas, e elas todas possuem ligações entre si. As músicas contam a trajetória de um soldado e sua busca interior pelo sentido da vida, trajetória que pode ser aplicada à humanidade de forma geral. É um disco bem crítico e filosófico, podendo parecer pessimista quanto ao futuro da humanidade, mas nos levando a pensar em como estamos conduzindo nossas vidas.

A primeira faixa, “War preludium”, é um pequeno monólogo do soldado, que serve de introdução para a segunda faixa, “The countdown has begun” a primeira música do CD, que é um belíssimo heavy metal melódico muito complexo que demonstra a grande habilidade de todos os músicos da banda, destacando-se o guitarrista Carl Johan Grimmark, líder do grupo e autor de todas as melodias do álbum. É um dos pontos altos do CD.

Em seguida, “Back from hell” é uma música que pode surpreender e até desagradar alguns fãs, alternando momentos leves e um refrão com guitarras e vocais bem pesados, mostrando algumas mudanças em relação às antigas composições da banda. “No time to lose”, por outro lado, é uma faixa que lembra o estilo do disco anterior, Desert Land, com a marcação forte da bateria, é uma música mais lenta com uma letra evangelística muito bonita, e
um belo solo de guitarra ao final.

A quinta faixa, “Innocent blood” possui uma letra bem atual e filosófica que trata dos conflitos no Oriente Médio, novamente com uma instrumentação muito boa e um refrão marcante.

A segunda parte do CD começa com uma faixa instrumental, “Ground zero”, possível alusão ao nome do local onde caíram as torres gêmeas em Nova York. Com destaque à forte presença do contrabaixo, a música é bem arranjada, mas pode se tornar repetitiva em alguns momentos, especialmente para um instrumental. “Judgement Day” retoma a batida acelerada da banda, começando com teclados seguidos de guitarra e bateria com os clássicos pedais duplos que marcam o estilo musical do Narnia, é uma excelente música, a mais veloz do CD.

Quebrando novamente o ritmo temos “Desert land”, outro instrumental, desta vez só com o violão, é uma música simples e de curta duração, que não impressiona e parece estar no trabalho apenas preenchendo espaço, mas ainda assim é agradável de ouvir. Essa música abre caminho para a nona e última faixa, “The great fall of man”, que com seus quase quinze minutos é a principal música do CD, um verdadeiro épico muito impressionante da banda. Começando apenas com teclados e sons de fundo, a música cresce lentamente, com o aparecimento dos demais instrumentos, e o vocalista Christian Rivel só começa a cantar depois de três minutos de instrumentação. A música varia bastante, com sua levada progressiva e variações interessantes de ritmo e de tempo, o que pode ser de difícil digestão nas primeiras audições, mas com o tempo percebe-se a coesão entre as diversas partes. Nesta música o coral de fundo recebe bastante destaque, cantando ao som de belos riffs de guitarra, intercalado com os vocais de Rivel e do vocalista convidado Eric Clayton. Essa é a faixa com as letras mais críticas e severas do CD, que servem como alerta quanto aos rumos que a humanidade está tomando, e nos lembra que o fim dos tempos está próximo e que “o sol está se pondo sobre tudo que foi deixado inacabado”. Com muita ousadia musical a faixa consegue se manter interessante durante toda sua duração, para então acabar de repente, encerrando o álbum subitamente e de forma impressionante.

The Great Fall é um trabalho admirável, de qualidade musical excelente, em que o Narnia conseguiu muito bem se manter fiel às origens e trilhar novos caminhos musicalmente. As letras também estão mudadas, e trazem novos ares à banda. Talvez a maior falha do CD seja o fato de serem apenas nove faixas (apesar de seus 54 minutos), e dessas nove faixas, dois instrumentais e uma introdução. No conjunto da obra é um disco muito bom que ao final deixa o ouvinte querendo mais.


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